Na Black Friday, o trabalho de uma operação de e-commerce não termina quando o consumidor clica em comprar. Por trás de cada pedido, existe uma estrutura tecnológica que precisa conectar a loja virtual, o sistema de gestão, os meios de pagamento e o financeiro para que a venda aconteça sem interrupções.
Nesse cenário, o Pix ganhou protagonismo. Segundo dados reunidos pela ONCLICK em seu conteúdo sobre os desafios do e-commerce brasileiro, o meio de pagamento respondeu por 42% das compras online no Brasil em 2025, superando os cartões de crédito, que registraram 41% de participação naquele levantamento.
A mudança reforça que disponibilizar o Pix já não é apenas uma conveniência para o consumidor. Para plataformas de comércio eletrônico, ERPs e hubs de integração, oferecer uma estrutura de pagamentos preparada para essa modalidade é parte importante da sustentação do negócio, principalmente em períodos de alto volume, como Black Friday, Natal e Dia das Mães.
Quando o pagamento vira um desafio de integração
Imagine uma loja virtual que investe em campanhas, atrai milhares de visitantes e aumenta o número de pedidos durante a Black Friday. Se a integração de pagamentos não acompanhar esse movimento, problemas na geração de cobranças, na confirmação das transações ou na atualização dos pedidos podem criar gargalos justamente quando a operação mais precisa de agilidade.
O desafio vai além de disponibilizar um botão de Pix no checkout. É necessário garantir que a cobrança esteja vinculada ao pedido correto, que o retorno do pagamento seja tratado adequadamente e que as informações cheguem aos sistemas responsáveis pela gestão da venda.
Quando essas etapas dependem de processos manuais ou de integrações pouco flexíveis, a complexidade aumenta. A equipe pode precisar conferir transações, corrigir divergências e acompanhar pedidos individualmente, enquanto o volume de vendas exige respostas rápidas.
Para quem desenvolve soluções para o e-commerce, isso significa que a qualidade da integração de pagamentos influencia não apenas a experiência do comprador, mas também o trabalho de quem administra a operação.
ERPs, plataformas e hubs precisam acompanhar a evolução do Pix
O crescimento do Pix cria uma oportunidade para empresas de tecnologia que atendem o comércio eletrônico. Ao mesmo tempo, amplia a responsabilidade de oferecer integrações confiáveis, flexíveis e preparadas para diferentes modelos de negócio.
Um ERP precisa receber informações consistentes sobre os pagamentos para manter pedidos e controles financeiros atualizados. Uma plataforma de e-commerce deve oferecer uma experiência de checkout fluida. Já um hub de pagamentos pode simplificar a conexão entre esses sistemas e diferentes instituições financeiras.
Quando cada integração é desenvolvida e mantida separadamente, adicionar bancos, acompanhar mudanças técnicas e ampliar a oferta de pagamentos pode exigir mais tempo e recursos da equipe de tecnologia.
Uma arquitetura baseada em API permite organizar essa conexão de maneira mais eficiente. Em vez de construir uma integração independente para cada instituição financeira, o sistema pode se conectar a uma camada especializada que centraliza essa comunicação.
O resultado esperado é uma operação com menos complexidade de desenvolvimento e maior flexibilidade para evoluir a oferta de pagamentos conforme as necessidades dos clientes.
Mais modalidades de Pix, menos limitações na jornada de compra
Não basta integrar o Pix uma única vez e considerar o assunto resolvido. Os diferentes canais de venda e os momentos da jornada do consumidor podem exigir formas distintas de apresentar uma cobrança.
Entre as modalidades que podem compor uma operação de e-commerce estão:
- QR Code Dinâmico: permite gerar cobranças associadas à transação, facilitando a identificação do pagamento.
- Pix Copia e Cola: oferece ao consumidor uma alternativa para copiar o código e concluir o pagamento pelo aplicativo bancário.
- Link de pagamento: permite compartilhar uma opção de pagamento por canais digitais, conforme o fluxo comercial da empresa.
Para plataformas, ERPs e hubs, disponibilizar essas possibilidades por meio de uma integração estruturada facilita a criação de experiências adequadas a diferentes operações, sem que cada cliente precise desenvolver toda a infraestrutura bancária por conta própria.
Essa flexibilidade também é relevante fora da Black Friday. No Natal, no Dia das Mães e em outras datas sazonais, o aumento da demanda pode pressionar sistemas, equipes e processos financeiros. Uma integração preparada para diferentes modalidades ajuda a sustentar a evolução da operação ao longo do ano.
Como a Shipay simplifica a integração do Pix
A Shipay atua como um hub de pagamentos que conecta empresas a instituições financeiras por meio de uma única API. Para plataformas de e-commerce, ERPs e outros sistemas de gestão, essa estrutura reduz a necessidade de desenvolver e manter integrações bancárias individuais.
Com a solução, as empresas podem incorporar modalidades como QR Code Dinâmico, Pix Copia e Cola e Link de pagamento, conforme o contexto de uso e a integração implementada.
A Shipay também assume a manutenção das APIs bancárias integradas à sua solução, ajudando a reduzir a carga técnica envolvida na evolução dessas conexões.
Para quem desenvolve tecnologia para o varejo, isso permite concentrar mais esforços na experiência do usuário, nas funcionalidades do sistema e nas necessidades dos clientes, sem precisar assumir sozinho toda a complexidade das integrações de pagamento.
Na prática, uma infraestrutura de pagamentos mais flexível pode facilitar a expansão da oferta de Pix e apoiar operações que precisam lidar com diferentes canais e volumes de transações.
A preparação para a Black Friday começa na arquitetura
Datas sazonais colocam à prova toda a cadeia tecnológica do e-commerce. Não é suficiente que a loja suporte o aumento de acessos se os sistemas responsáveis por processar, confirmar e registrar as vendas não estiverem preparados para acompanhar o ritmo.
Por isso, ERPs, plataformas e hubs precisam avaliar suas integrações de pagamento antes dos períodos de maior movimento. Revisar os fluxos de confirmação, testar a comunicação entre sistemas, verificar a atualização dos pedidos e planejar a capacidade operacional são medidas importantes para reduzir riscos.
O Pix já ocupa uma posição central no comércio eletrônico brasileiro. O próximo passo é garantir que a tecnologia por trás dele acompanhe essa relevância.