Home - Duplicata escritural: o que muda para os sistemas ERP?
duplicata escritural

A duplicata escritural está mudando a forma como as empresas registram, acompanham e movimentam seus recebíveis. Mas essa transformação não acontece apenas no financeiro.

Os sistemas ERP também precisam acompanhar essa evolução.

À medida que as duplicatas passam a ter um ciclo de vida mais estruturado com emissão, registro, negociação, mudança de titularidade e liquidação os sistemas que gerenciam contas a receber e contas a pagar precisam estar preparados para lidar com essas novas informações.

Para empresas de software e ERPs, o desafio não está apenas em adicionar uma nova funcionalidade. Está em integrar o sistema a um ecossistema financeiro que envolve diferentes participantes e processos.

Por que a duplicata escritural impacta o ERP?

Em uma operação tradicional, o ERP pode concentrar grande parte das informações relacionadas a uma venda a prazo e ao recebimento.

Com a duplicata escritural, porém, o título passa a fazer parte de uma infraestrutura eletrônica na qual diferentes eventos podem ocorrer ao longo de seu ciclo.

Uma duplicata pode ser:

emitida;

registrada;

apresentada ao sacado;

aceita ou recusada;

negociada;

cedida;

utilizada como garantia;

ter sua titularidade alterada;

liquidada.

Isso significa que o ERP precisa conseguir consultar e processar informações que podem mudar depois que o título foi criado.

A devolutiva do material destaca justamente essa necessidade de evolução dos módulos de Contas a Pagar e Contas a Receber dos ERPs.

O ERP precisa saber quem é o titular da duplicata

Um dos pontos mais importantes dessa nova dinâmica é a mudança de titularidade.

Uma empresa pode emitir uma duplicata para formalizar uma venda a prazo e, posteriormente, negociar aquele recebível com um financiador.

Nesse caso, o sacado continua tendo a obrigação de pagamento, mas o titular do recebível pode ser diferente daquele que originalmente emitiu a duplicata.

Para o ERP, isso significa que não basta armazenar o beneficiário original.

O sistema precisa estar preparado para trabalhar com a informação atualizada sobre o titular da duplicata no momento da liquidação.

Essa mudança é importante porque evita que a empresa trate uma informação antiga como se ainda fosse válida.

O desafio das integrações com o ecossistema da duplicata

Aqui aparece uma das principais dificuldades para os desenvolvedores de sistemas ERP.

O ecossistema da duplicata escritural envolve diferentes infraestruturas de escrituração e registro. Sem uma camada de integração, um ERP poderia precisar desenvolver e manter conexões específicas com diferentes participantes do mercado.

Isso aumenta a complexidade técnica e operacional.

A devolutiva destaca esse ponto ao mencionar que uma integração descentralizada exigiria conexões dedicadas com diferentes escrituradoras e registradoras.

Na prática, isso pode significar:

mais APIs para integrar;

diferentes padrões de comunicação;

manutenção de múltiplas conexões;

acompanhamento de mudanças;

maior esforço de desenvolvimento;

maior complexidade para manter o sistema atualizado.

Para um ERP, esse custo de integração pode se tornar um obstáculo à evolução do produto.

Uma integração pode simplificar o processo

É justamente nesse cenário que uma API centralizadora pode fazer diferença.

Em vez de desenvolver diversas integrações independentes, o ERP pode trabalhar com uma única camada de comunicação responsável por conectar o sistema ao ecossistema de duplicatas.

O objetivo é transformar uma arquitetura complexa em uma integração mais simples e padronizada.

A empresa de software passa a ter uma conexão única, enquanto a camada de integração fica responsável pela comunicação com as diferentes infraestruturas envolvidas.

Isso reduz a necessidade de o próprio ERP acompanhar individualmente cada mudança de integração.

O impacto no Contas a Receber

Para o módulo de Contas a Receber, a duplicata escritural representa uma evolução importante.

O sistema precisa acompanhar não apenas o valor e o vencimento de um recebível, mas também sua situação dentro do ecossistema.

Entre as informações relevantes estão:

identificação do título;

situação da duplicata;

titular atual;

movimentações;

negociação;

cessões;

gravames;

liquidação.

Essa visão mais completa ajuda a empresa a entender o que realmente está acontecendo com sua carteira de recebíveis.

E no Contas a Pagar?

O impacto também chega ao Contas a Pagar.

Se uma duplicata foi negociada e teve sua titularidade alterada, o sistema precisa estar preparado para considerar essa informação no momento do pagamento.

Isso evita que uma empresa dependa exclusivamente de controles manuais para descobrir se o recebível continua com o fornecedor original ou se passou para um novo titular.

A lógica deixa de ser apenas:

“Quanto devo e quando devo pagar?”

E passa a incluir:

“Quanto devo, quando devo pagar e quem é o titular atual desse recebível?”

Sacador e sacado precisam estar contemplados

Outro ponto importante é que a duplicata escritural não envolve apenas quem realiza o pagamento.

O sacador também precisa de recursos para emitir, acompanhar e gerenciar seus recebíveis.

Já o sacado precisa consultar informações do título e realizar o pagamento considerando sua situação atual.

Por isso, soluções voltadas para ERP precisam considerar os dois lados da operação.

Essa visão é especialmente importante para empresas de software que desejam incorporar a duplicata escritural aos seus módulos financeiros sem criar experiências diferentes e desconectadas para cada participante.

O papel das APIs na duplicata escritural

À medida que a duplicata escritural ganha espaço, as APIs passam a ter uma função cada vez mais importante.

Elas permitem que o ERP se comunique com a infraestrutura financeira sem precisar reproduzir internamente toda a complexidade desse ecossistema.

Mais do que simplesmente “conectar sistemas”, uma boa integração precisa ajudar o ERP a transformar eventos financeiros em informações que façam sentido para a operação.

Por isso, recursos de consulta, atualização e acompanhamento precisam estar relacionados a situações práticas do negócio.

O objetivo não é apenas disponibilizar uma API.

É permitir que o sistema consiga entender o que aconteceu com uma duplicata e refletir essa informação na rotina financeira da empresa.

Como a Shipay pode simplificar essa integração?

A Shipay atua como uma camada de integração entre os sistemas e o ecossistema de duplicata escritural.

Em vez de o ERP precisar criar e manter diversas conexões independentes, a integração com a Shipay centraliza essa comunicação.

Isso permite que empresas de software concentrem seus esforços no próprio produto, enquanto a camada de integração cuida da conexão com as infraestruturas envolvidas.

Além da integração, a Shipay também atua no fluxo financeiro da operação, realizando o cash in para a B3 e o cash out para o titular final, além de estornos quando necessários.

Assim, o ERP pode participar do fluxo de duplicatas sem precisar assumir sozinho toda a complexidade técnica por trás da operação.

Preparar o ERP é mais do que adicionar uma nova funcionalidade

A duplicata escritural representa uma mudança estrutural na gestão de recebíveis.

Para os ERPs, isso significa acompanhar uma realidade na qual os títulos podem circular, mudar de titular e receber diferentes registros ao longo de seu ciclo de vida.

Por isso, a preparação dos sistemas passa por três pontos principais:

Informação: o ERP precisa acessar dados atualizados sobre os títulos.

Integração: o sistema precisa se comunicar com o ecossistema de duplicatas.

Automação: os eventos precisam chegar à operação sem depender de conferências manuais sempre que possível.

Quanto mais preparada estiver a infraestrutura do ERP, mais simples será incorporar essa nova dinâmica à rotina das empresas.

Conclusão

A duplicata escritural não muda apenas a maneira como os recebíveis são registrados. Ela também muda o que os sistemas ERP precisam saber e fazer.

Contas a Receber, Contas a Pagar e demais módulos financeiros passam a lidar com títulos que podem ser registrados, negociados, cedidos e ter sua titularidade alterada.

Para os desenvolvedores, isso traz um desafio: acompanhar essa evolução sem transformar o ERP em um conjunto de integrações complexas e difíceis de manter.

Uma camada de integração pode simplificar esse caminho.

O futuro da duplicata escritural depende de uma infraestrutura financeira mais conectada e os ERPs fazem parte dessa transformação.

Quer preparar seu ERP para a nova dinâmica dos recebíveis?

Fale com um especialista da Shipay.

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