Pix e QR Code otimizam rotina de postos de combustíveis

Pix e QR Code otimizam rotina de postos de combustíveis

Os pagamentos digitais já se tornaram uma realidade no mercado brasileiro. O Pix, por exemplo, já chegou a 40% da população brasileira em menos de um ano de operação, de acordo com dados do Banco Central.

O uso de QR Code também é uma excelente opção de pagamento para o Pix e as carteiras digitais no momento em que vivemos, já que não é preciso contato físico e o pagamento pode ser feito de forma simples e rápida. 

Pix segue em ascensão e supera TED e DOC 

Em poucos meses de operação, o Pix já se tornou muito maior do que TED e DOC, meios tradicionais de transferências de valores no Brasil, de acordo com o Banco Central. Segundo o órgão, o Pix movimentou R$ 1,4 trilhão entre novembro de 2020 e junho de 2021. Em 6 de agosto, o Pix bateu recorde de R$ 40 milhões transacionados em um único dia. 

Dados da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) em parceria com a consultoria Deloitte, o Pix cresce, em média, 18% em números de usuários e 62% em volume de transações por mês. 

Pix e QR Code otimizam pagamentos em postos de combustíveis

Com mais de 600 carteiras digitais no Brasil e o Pix em plena ascensão, os meios de pagamentos digitais são a aposta de postos de gasolina para agilizar o atendimento e garantir a segurança por conta das restrições impostas pela pandemia de coronavírus. 

A Shipay e a SGA Petro são empresas que trabalham para oferecer soluções completas e integradas com os novos meios de pagamento. A parceria garante uma integração completa que traz vantagens para os clientes e para os donos de postos de combustíveis. 

A solução oferecida pelas empresas concentra venda, emissão de comprovante fiscal e gestão de finanças em um único sistema. Isso favorece a operação do posto e elimina o contato físico com o cliente na hora da venda, isso traz muito mais segurança, além de trazer agilidade no pagamento para evitar filas. 

Conversamos com o COO da Shipay, Paulo Loureiro e o diretor comercial da SGA Petro, Elizeu Galvão. Os executivos falaram sobre a parceria entre as empresas, o feedback e a expectativa com o crescimento dos meios de pagamentos digitais. Confira abaixo:

Qual é o principal objetivo da SGA Petro no mercado? 

“Ser líder no ramo de postos de serviços, levar um atendimento de excelência aos clientes”, afirma Elizeu. 

Como surgiu a parceria com a Shipay?

“Nós da SGA Petro pesquisamos por uma empresa para prestar o serviço de Pix, avaliamos algumas opções no mercado e escolhemos a Shipay”, explica Elizeu. 

Paulo ressalta a importância dos parceiros da Shipay para o crescimento da empresa no mercado. O executivo explica que a parceria com a SGA Petro agrega valor no varejo, principalmente, em lojas de conveniência e postos de combustíveis. 

O executivo completa explicando que o objetivo da Shipay é contribuir para o crescimento do varejo e que as parceiras são muito importantes para movimentar o mercado. 

 Qual é o feedback dos clientes da SGA Petro em relação ao Pix e os pagamentos por QR Code? 

“Um meio de pagamento que está crescendo, porém, ainda possui muitos problemas a serem resolvidos, conexão e demora de resposta dos bancos, por exemplo”, ressalta Elizeu. 

“Os bancos vêm se adaptando de forma ágil para suprir a demanda de infraestrutura que o Pix precisa no mercado. E a solução da Shipay apresenta a possibilidade de trocar a operação de Pix de um banco para o outro, sem ter de fazer nenhuma adaptação no estabelecimento. Isso proporciona mais agilidade no atendimento e nas vendas”, explica Loureiro. 

Como o segmento de postos e lojas de conveniência está se adaptando aos novos meios de pagamento?

“Está tendo uma boa aceitação, porém, alguns empresários têm resistência por conta dos pequenos problemas de autorização”, explica Elizeu. 

“O Pix vem se adaptando, os problemas de autorização surgem devido as atualizações do Banco Central, mas já é um problema que foi normalizado e é algo excelente para todos os participantes desse processo”, explica Loureiro.

 O executivo também ressalta que os novos meios de pagamentos passam por esse processo de maturação para serem melhor aceitos no mercado e isso vem acontecendo rapidamente na comparação com outros meios de pagamentos tradicionais como o cartão de crédito, por exemplo. 

Qual é a expectativa da Shipay com o Pix e os pagamentos por QR Code? 

Paulo explica que assim como todos os outros meios de pagamentos, o Pix e o QR Code irão passar pelo processo de maturação, já que o mercado precisa se adaptar aos novos meios de pagamento. 

O executivo aponta que algumas pesquisas afirmam que os novos meios de pagamento devem representar cerca de 30% de participação no mercado. Paulo ressalta como exemplo o sucesso do Pix em comparação com o TED e o DOC em menos de um ano de operação. 

Como as soluções da Shipay e da SGA Petro ajudam empreendedores?

“As soluções ajudam no aumento de produtividade, rapidez no recebimento, o que significa mais clientes no posto, e consequentemente, aumento dos lucros”, afirma Elizeu. 

Segundo estudo da consultoria britânica Juniper Research, os pagamentos por QR Code deve chegar a 2,2 bilhões de usuários até 2025, puxado por países emergentes como o Brasil. E isso corresponde a quase um terço dos usuários de telefonia móvel no mundo. 

No Brasil, dados da Febraban apontam que 3 em cada 10 brasileiros com smartphone já usaram QR Code para realizar pagamentos. A tendência é que o Pix também siga em forte crescimento em 2022, já que o Banco Central prepara o lançamento de novas funcionalidades como o Pix troco, Pix internacional e outros. 

Com isso, o varejo busca se adaptar o mais rápido possível ao novo modelo de pagamentos. E a solução da SGA Petro e da Shipay é a ideal para resolver todos os problemas. Com a demanda crescente por meios de pagamentos digitais, a tendência é que a adesão do consumidor a estes tipos de pagamentos seja rápida e o varejo precisa acompanhar essa novidade.

Shipay e Banco Original oferecem automação para facilitar o uso do PIX no varejo

Shipay e Banco Original oferecem automação para facilitar o uso do PIX no varejo

Empresas reuniram expertise em tecnologia e Bank as a Service para que varejistas possam integrar o Pix aos PDVs das lojas sem complicação. 

Desde que começou a ser divulgado no mercado, o Pix veio com a ideia de ser uma ferramenta fluida, fácil e barata para fazer transações financeiras. O investimento intenso do Banco Central no desenvolvimento da plataforma e também em sua divulgação parecem ter funcionado muito bem entre pessoas físicas, que estão aderindo ao Pix com uma velocidade impressionante. Em seu primeiro mês de funcionamento, a ferramenta já respondia por 36% das transações financeiras do sistema bancário. O balanço mais recente do Banco Central mostra que em 2021 foram feitas 286 milhões de transações via Pix, um volume cinco vezes maior do que a quantidade de TEDs feitas no mesmo período. Com tanta popularidade, já é hora do varejo ter uma forma prática e simples de oferecer o Pix como forma de pagamento em seus PDVs. 

Para auxiliar pequenos, médios e grandes varejistas a estarem preparados para acompanhar essa revolução nos meios de pagamentos, a Shipay lança uma parceria totalmente inovadora e disruptiva com o Banco Original para simplificar a vida do varejista na hora de receber pagamentos por Pix. O objetivo é possibilitar que varejistas recebam esses pagamentos de uma forma simples, rápida, segura e prática, preservando o relacionamento bancário do varejista com a instituição que ele preferir. Em outras palavras, deixar o Pix tão prático para o varejo quanto ele já é para pessoas físicas. 

Com a solução, os varejistas poderão gerar QR Codes dinâmicos para cada compra, basta os clientes apontarem o celular para a tela que a transação estará concluída. O objetivo é acelerar a adesão à plataforma de pagamentos instantâneos do Banco Central e aumentar as vendas com transações mais ágeis. 

Entendendo as dificuldades do varejista

Por mais que historicamente a adoção de inovações aconteça de um modo mais acelerado entre pessoas físicas em relação a empresas, sabemos que também pairam dúvidas e existem alguns receios por parte dos varejistas, e entendemos tudo isso como um processo natural. As dúvidas mais comuns são sobre como implantar a tecnologia no caixa, os benefícios para o varejista e para o consumidor e como receber o Pix de forma segura. 

Além disso, o varejista tem dificuldades em escolher o banco parceiro (PSP), conseguir as chaves e acompanhar a evolução do produto para que fique totalmente integrado ao PDV. Sem muita clareza sobre todos esses pontos, não é de se estranhar que o varejo ainda esteja tímido quanto à adoção do Pix. Pois bem, nós estamos aqui para trazer respostas. Com essa parceria, o varejista recebe pagamentos via Pix, tem toda a integração feita de modo muito fácil e os valores são depositados no banco que ele quiser. Ou seja, ele moderniza a operação e não precisa alterar nada no relacionamento bancário que já possui. 

Como funciona essa parceria? 

Basicamente a Shipay atua como a integradora para que o PDV das lojas esteja preparado para receber os pagamentos por Pix. Com a solução, a opção de pagamento fica integrada ao PDV, com confirmação de pagamento na tela. O Banco Original, por sua vez, atua com sua frente de Bank as a Service e garante que todos os pagamentos via Pix sejam direcionados para a conta bancária que o varejista escolher. O processo de cadastro para habilitar a solução também é muito prático, sem necessidade de envio de documentos. 

Dessa forma, o varejista não precisa ficar acessando o internet banking a cada compra para checar se os pagamentos foram realizados. Isso seria pouco seguro para uma operação comercial e dificultaria também a conciliação de caixa.  

“É um serviço totalmente disruptivo e vemos o quanto isso vai acelerar o Pix no varejo, simplificar a vida do pequeno empresário. Estamos vendo várias reportagens mostrando que o varejo não entendeu como implantar, que tem dúvidas. Nossa solução une a expertise da Shipay em tecnologia e a expertise do Banco Original em Bank as a Service. Juntamos forças para dar ao mercado algo simples e fácil de aplicar”, comenta Luiz Coimbra, Co-Ceo da Shipay. 

Isso significa que o varejista não terá trabalho algum para implantar a tecnologia em seu PDV, nem precisará mudar as relações que já têm estabelecidas com seus bancos. Sabemos que em muitos casos o varejista já tem uma boa relação com seu gerente, está satisfeito com o atendimento e quer manter as coisas como elas estão. Este é um dos principais diferenciais da solução oferecida, porque traz a automação sem a necessidade do varejista mexer em sua operação. 

Solidez e credibilidade para o varejo

O superintendente executivo Head de BaaS (Bank as a Service) do Banco Original, Carlos Rudnei, acrescenta que a parceria explora o diferencial das duas empresas: a solidez e o conhecimento de Pix do Banco Original e a expertise da Shipay em soluções de meios de pagamento. 

Uma das principais preocupações da Shipay ao buscar uma parceria dessa natureza, foi trazer para perto uma instituição que pudesse dar total segurança ao nosso cliente final. Neste sentido, o Banco Original é uma das principais referências em Bank as a Service. Ou seja, além dos serviços tradicionais de banco que oferece aos seus clientes (pessoas física e jurídica), a instituição também tem uma ampla frente de prestação de serviços para outros bancos e também fintechs. Buscamos uma instituição com know-how altamente qualificado para a prestação do serviço e também avançada em discussões como o Open Banking, que será a próxima etapa do Banco Central em termos de inovação. 

“Nossa solução está preparada para toda a evolução do mercado, completamente alinhada com a agenda do Banco Central e pronta para atender as necessidades da autoridade monetária”, comenta Coimbra. 

Além disso, tendo em vista a adesão acelerada ao Pix em transações de pessoa física, ofertar a possibilidade de o cliente pagar com essa plataforma certamente é um forte diferencial competitivo dos varejistas diante da concorrência. A solução será ainda mais relevante para o segundo momento do Pix, tendo em vista que o Banco Central já se prepara para lançar novas funções da plataforma, como parcelamento de compras. Com essa funcionalidade, o potencial do Pix no varejo cresce ainda mais, tendo em vista o hábito dos brasileiros de preferirem o pagamento parcelado. 

Quanto mais cedo sua operação estiver integrada, melhor a experiência que você poderá oferecer ao seu cliente final. Para ter a solução em sua loja, o processo é rápido e sem burocracia. Clique aqui para fazer a sua integração e modernizar o seu PDV. 

Pagamentos digitais crescem exponencialmente no varejo brasileiro

Pagamentos digitais crescem exponencialmente no varejo brasileiro

Intensificados pelo momento atual, os pagamentos digitais estão em crescimento no mercado brasileiro. E a tendência é que o avanço se intensifique no varejo em 2021. Com mais de 220 milhões de smartphones ativos no país, cada vez mais brasileiros estão fazendo compras pelas carteiras digitais.

Para se ter uma ideia, a Sociedade Brasileiro de Varejo e Consumo apontou que em 2020, as carteiras digitais representaram 85% das vendas feitas por apps. Especialistas preveem o crescimento exponencial das carteiras digitais e a popularização do PIX, sistema de pagamentos instantâneos do Brasil.

Conversamos com dois especialistas no assunto para entendermos melhor os efeitos dos pagamentos digitais no mercado, são eles: o CEO da MARKETUP, Rodrigo Moreno e o co-CEO da SHIPAY, Charles Hagler. Confira a entrevista abaixo:


Como surgiu a parceria com a MARKETUP?

Rodrigo explica que a parceria com a SHIPAY surgiu por uma proximidade física. “Ambas as empresas se localizam no INOVA BRA, centro de inovação e coworking do Bradesco. E em uma das apresentações entre as startups do ecossistema, o Luiz da SHIPAY, entrou em contato comigo e começamos a desenvolver essa parceria comercial”, ressalta.

Para Charles Hagler, a parceria surgiu com o intuito de popularizar os meios de pagamentos digitais e atender os pequenos varejistas. Unindo assim a MARKETUP, que é uma das principais empresas de PDV para varejo do Brasil e a SHIPAY que foi a pioneira em trazer pagamentos digitais integrados em PDV.

Como a solução da SHIPAY agrega valor ao serviço da MARKETUP?

“A solução da SHIPAY é super relevante para o produto MARKETUP, uma vez que ele possibilita uma série de efetivações de transações, através de múltiplas carteiras digitais. E isso no facilita, porque em vez de ter de desenvolver conexões com cada uma das carteiras digitais que já existem no mercado, nos conseguimos integrar todas em uma mesma solução”, explica Rodrigo Moreno.

“Eu sempre brinco, dizendo que a SHIPAY é um marketplace de carteiras digitais”, completa. Qual é a importância dos pagamentos digitais e do PIX atualmente no mercado?

Moreno afirma que os números mundo afora já demonstram que os pagamentos digitais são cada vez mais importantes como meio de pagamento. Então, o consumidor tende a trocar cada vez mais portar um cartão físico ou dinheiro em espécie pelos pagamentos digitais porque já realizam tudo pelo celular, agora também podendo fazer o pagamento de uma compra.

Dentro desse conceito, o PIX tem ganhado expressividade no varejo, que é nosso público-alvo. Um estudo da Mastercard mostra que 75% dos brasileiros afirmam que gostariam de usar o PIX em tempo real no comércio para fazerem seus pagamentos.

Além do crescimento no uso do PIX, o sistema representa uma economia na veia para o varejista que neste momento não precisa pagar nenhuma taxa de adquirência de cartão de crédito ao receber os valores de uma transação que ele realizou, completa Moreno.

Hagler complementa ressaltando que hoje já existem carteiras no Brasil como o PICPAY com mais de 40 milhões de usuários. O PIX que começou a operar em novembro já conta com mais de 140 milhões de chaves cadastradas.

“É uma questão de tempo para que os pagamentos digitais se tornem muito relevantes para o varejo, a ponto de o lojista não ter como não aceitar o pagamento com as carteiras digitais, semelhante ao que acontece hoje com os cartões de crédito”
Explica Hagler.


Quais são os principais benefícios da integração SHIPAY/MARKETUP para os clientes?

Moreno afirma que para a base de clientes da MARKETUP, atualmente com cerca de 150 mil PJs espalhados pelo Brasil, é uma conveniência muito grande contar com a SHIPAY em seu PDV. “O grande benefício é que a integração entre SHIPAY e MARKTEUP são claramente percebidos no PDV, em que a partir dali o lojista consegue realizar uma venda por QR Code dinâmico, com todo o processo automatizado e os consumidores podem fazer o pagamento em instantes. É muito prático, muito transparente!”, completa Moreno.

Charles complementa explicando que a integração da MARKETUP com a SHIPAY torna as transações mais seguras e práticas, melhorando a experiência dos clientes de varejo.

Como as micro e pequenas empresas tem se adaptado as carteiras digitais?

Moreno explica que as pequenas empresas têm aderido fortemente a esta tendência das carteiras digitais, muito porque é um público, normalmente, desassistido por parte do sistema financeiro tradicional. E porque os pagamentos com carteiras digitais representam economia no fim do dia para estes lojistas que tem margem bastante apertada.

Charles complementa dizendo que a aceitação de pagamentos digitais se torna um diferencial para os pequenos negócios em suas regiões. É uma questão de tempo para que a maioria dos varejistas já adotem os pagamentos digitais como opção de pagamento. As expectativas em relação as carteiras digitais nos próximos anos são muito animadoras.

Segundo a consultoria Bain & Company, as carteiras digitais devem representar 28% de todos os pagamentos em lojas físicas e 47% das vendas do e-commerce em 2022. No Brasil, a evolução dos pagamentos digitais segue no mesmo ritmo, sendo muito importante, principalmente, para o varejo.

A receita à base de algoritmos do Burger King Brasil

A receita à base de algoritmos do Burger King Brasil

Em setembro do ano passado, o Burger King Brasil veiculou um vídeo adaptando a versão do Whopper Mofado, que já havia viralizado nos Estados Unidos, para o Brasil. A imagem de um sanduíche estragado durante dias poderia parecer apenas mais uma campanha, das dezenas que a marca promoveu naqueles meses. Mas naquela, em especial, havia um ingrediente escondido nas entrelinhas.

Para poder comunicar que estava retirando conservantes de seu carro-chefe, o Whopper, e lançar um manifesto a respeito, a empresa travou, nos bastidores, uma corrida de dados e desenvolvimento de fornecedores que foi do pão aos condimentos.

Até aqui, você se perguntaria, o que a busca por um pão sem conservantes tem a ver com transformação digital? A resposta é: tudo. Apenas para conseguir encontrar a combinação correta do novo Whopper foram necessários dois anos de coleta, gestão e aplicação de dados, além de pesquisas, ajustes e prototipagem. Esse exemplo ilustra o processo narrado por Iuri Miranda, CEO do Burger King Brasil, de orientar os dados à compreensão dos hábitos e preferências dos consumidores. “Nesta jornada, compreendemos que os clientes não buscam somente qualidade, mas experiências, principalmente personalizadas e individualizadas. E o nosso objetivo é fazer com que o desejo do público de ser entendido pelas empresas faça sentido.”

Iuri Miranda, CEO do Burger King Brasil

Recentemente, no início de fevereiro, esse caminho de dados se tornou ainda mais claro na estratégia da companhia. Ao lançar o Clube BK, aplicativo de promoções e vantagens para os consumidores mais fiéis, a empresa afirma ter dado mais um passo para a criação de um ecossistema digital. “A tecnologia exerce um papel fundamental na interface com o consumidor.

Hoje, nós já usamos a inteligência artificial como um ativo da companhia, mas a revolução tecnológica tem, também, como um dos objetivos, fazer da nossa base de dados uma ferramenta relevante para que possamos criar cada vez mais personalização”, explica Iuri.

MARKETING E TECNOLOGIA

Para levar adiante esse processo de digitalização foram necessárias mudanças estruturais e, em alguns casos, a quebra de silos. Uma delas, foi a união de três áreas. Desde janeiro deste ano, tecnologia, vendas e marketing estão sob a responsabilidade de Ariel Grunkraut, atual chief marketing technology officer (CMTO) da companhia, cargo este, aliás, inédito para a empresa. “Uma experiência multicanal passa, essencialmente, por esses três pilares, porque eles são interligados na rotina dos consumidores. Mas não é só isso, as pessoas estão mais atentas do que nunca, mais criteriosas e exigentes. Nossa experiência em marketing nos permitiu visualizar esse ponto latente da transformação nos hábitos de consumo.

Logo, o papel principal, neste momento, é interligar as áreas para unir todo esse conhecimento do comportamento do público”, explica Iuri.

O app do BK tem 25 milhões de usuários e a ideia é que ele se torne um hub digital para a marca

Grunkraut destaca que tecnologia, geralmente, ainda é encarada como custo e que a lógica adotada nesta mudança foi desconstruir essa visão, passando a olhar para o ativo tecnológico como um meio de oportunidades e, inclusive, de aumento de receitas.


“A partir de todas essas premissas, a tecnologia nos permite atuar com uma jornada definida e sem fricção. O desafio, no entanto, é conectar a tecnologia com a criatividade”, explica Grunkraut. Essa conexão entre criatividade e resultado também é apontada por Eduardo Tomiya, fundador da TM20 consultoria, como crucial.  

“Há de se ressaltar que o Burger King tem como essência gerenciamento de dados como um pilar estratégico muito forte que já vem, inclusive, das suas dinâmicas de campanhas digitais e com um rápido teor de respostas”, diz Tomiya, reforçando que campanhas provocativas e que gerem repercussão só possuem sentido de existir se tiverem, sobretudo, a área de vendas alinhada à estratégia.

“Hoje, já usamos a inteligência artificial como um ativo da companhia, mas a revolução tecnológica tem, também, como um dos objetivos, fazer da nossa base de dados uma ferramenta relevante para que possamos criar cada vez mais personalização”

Iuri Miranda

O OLHAR PARA O ECOSSISTEMA

O processo narrado inicialmente por Iuri não se sustenta caso também não conecte parceiros que estejam alinhados ao mesmo ritmo. No caso do lançamento do Clube BK, por exemplo, foi necessário um grau de envolvimento da agência digital, a Ginga, que, em outros contextos, teria ficado apenas na comunicação, mas extrapolou para a criação de uma plataforma de negócios.

Em 2018, a agência realizou para o Burger King um processo de consultoria de maturidade digita levando em consideração quatro dimensões: fundação digital, touchpoints de produtos e serviços digitais, conteúdos, comunicação e experiências de marca e dados, mídia e relacionamento.

Uma das etapas da consultoria, como explica Paulo Martinez, COO da Ginga, consistia em mapear frentes de oportunidades que o Burger King poderia desenvolver para acelerar ainda mais a sua jornada de transformação digital. “Desse contexto emergiu, entre outras iniciativas, a ideia de um programa de benefícios.

O Burger King já tinha os principais ingredientes necessários, faltava conectar sua atuação em torno de fãs e clientes da marca, em uma filosofia mais parecida com as empresas de tecnologia nativas digitais, ou seja, passando a enxergar clientes como assinantes da marca, em uma visão de lifetime value e 100% pautada em inteligência de dados, em contraponto à visão tradicional de resultados de vendas por volume.”

“O ponto de atenção quando o assunto é metodologia ágil para grandes empresas que começam a trabalhar desta forma é entender que essa dinâmica não é delegável a uma área, mas ela deve permear toda a empresa. É o modo como o trabalho deveria ser feito, somente assim é possível ver frutos ao se trabalhar com método ágil e resolver o problema do melhor jeito possível”

Barbara Soalheiro

O uso de metodologias como user centered design, design thinking, lean e agile, necessários neste projeto, também foram fundamentais na dinâmica, explica Martinez.

Bárbara Soalheiro, fundadora da consultoria Mesa, alerta que, seja no caso do Burger King, ou de qualquer empresa em processo de transformação digital e incorporação de métodos ágeis, há que se levar em conta que é menos sobre o processo e mais sobre o resultado. “O ponto de atenção quando o assunto é metodologia ágil para grandes empresas que começam a trabalhar desta forma é entender que essa dinâmica não é delegável a uma área, mas ela deve permear toda a empresa. É o modo como o trabalho deveria ser feito, somente assim é possível ver frutos ao se trabalhar com método ágil e resolver o problema do melhor jeito possível”, explica.

A startup Aiknow, em parceria com a ConectCar, desenvolveu uma tecnologia de gestão de drive-thru baseada em inteligência artificial

Dos projetos já testados dentro do ecossistema do Burger King estão, por exemplo, o desenvolvimento de uma solução de inteligência artificial, pela Aiknow, em parceria com a ConectCar, que permite a gestão de drive-thru. Em outras palavras, a tecnologia traz informações em tempo real sobre o comportamento dos clientes neste canal. O projeto, em fase piloto, deverá ser aplicado em outras plataformas da rede. Outra startup, a Shipay, plataforma de integração de carteiras digitais como Pix, Mercado Pago e Ame, desenvolveu uma aplicação para que o Burger King receba PIX, de qualquer banco, e carteiras digitais por meio do WhatsApp. Já a Analytics2Go, desenvolveu um produto baseado em inteligência artificial que permite vendas sugestivas, cross-sell, no termo técnico, de maneira integrada em todos os canais de vendas.

“Não é fácil convencer empresas de fast-food de que conseguimos converter essa oportunidade em receita incremental porque há muito tempo elas têm tentado explorar essa oportunidade sem sucesso”, explica Rafael Fanchini, chief product officer da Analytics2Go.

Ainda que atue com startups de vários segmentos, as foodtechs, startups que, de certa forma, poderiam ajudar o Burger King na busca pelo pão mencionado no início da reportagem, tiveram um salto global, em termos de investimentos, de US$ 60 milhões, em 2008, para US$ 1,3 bilhão, em 2018, de acordo com a Pitchbook. A NotCo, por exemplo, startup que utiliza inteligência artificial para mapear ingredientes de origem vegetal em composição de leites e carnes, fechou uma parceria com o Burger King Chile na oferta de hambúrgueres plant based.

DIGITAL EM ESCALA

Na última divulgação de resultados do Burger King, considerando o terceiro trimestre de 2020, a receita dos canais digitais, o que inclui delivery, totem e BK Express, subiu de R$ 43 milhões para R$ 136, 3 milhões.

Essa alta de 217% e uma representatividade de 22,7% na receita total, como explica o CEO, reflete um novo normal em que os restaurantes e as novas plataformas vão conviver em equilíbrio contando com cada vez mais relevância do digital.

“Mesmo com a retomada significativa do consumo no balcão, o digital segue em crescimento acelerado.

Os totens de autoatendimento, por exemplo, têm sido uma importante ferramenta para dinamizar as interações com nossos clientes e já representam 12,9% das nossas vendas de balcão”, explica Iuri. Mesmo com a reabertura dos shoppings, por exemplo, o delivery do Burger King atingiu R$120,1 milhões, alta de 210,1% em relação ao mesmo período do ano anterior”, explica Iuri.

“Há de se ressaltar que o Burger King tem como essência gerenciamento de dados como um pilar estratégico muito forte que já vem, inclusive, das suas dinâmicas de campanhas digitais e com um rápido teor de respostas”

Eduardo Tomiya

Ariel reforça que todo esse contexto altera em muito o perfil das equipes. Hoje, menciona o CMTO, dentre as mais de 100 pessoas da área tecnologia, estão profissionais que vão desde arquitetos, designers, cientistas de dados, desenvolvedores e engenheiros.

No ano passado, inclusive, o Burger King levantou R$ 500 milhões com o objetivo de destinar parte destes recursos à área de tecnologia.

“Sabemos que um dos efeitos da pandemia foi a aceleração digital do mercado em si e o desafio é transformar essa característica universal, da digitalização, em um combustível para que possamos agilizar processos”, conclui Iuri.

SOBRE O AUTOR

Luiz Gustavo Pacete é editor-contribuinte da Fast Company Brasil

Luiz Coimbra, cofundador e Co-CEO da Shipay: “O Brasil é muito propício para inovação”

Luiz Coimbra, cofundador e Co-CEO da Shipay: “O Brasil é muito propício para inovação”

A fintech Shipay, integradora de carteiras digitais nos caixas de estabelecimentos comerciais, fechou uma rodada de capital semente que, além de fôlego financeiro, traz dois nomes conhecidos do mercado para suporte à administração. O aporte, de montante não revelado, foi feito por Laércio Cosentino, fundador da Totvs, e por João Augusto Valente, o Guga, publicitário sócio-fundador do Grupo ABC.

Luiz, como a experiência no mercado financeiro e no mundo da tecnologia lhe moldou no seu caminho atual?

A experiência que tive nas empresas de telecom e finanças em que atuei, como a Accenture, Credicard, Citi e Itaú, incluindo um tempo de trabalho no exterior, me possibilitou uma ampla visão de mercado e a compreensão do funcionamento desses campos, que hoje se mostram interligados. Após décadas de atividades nessas grandes empresas, decidi que era hora de investir no meu próprio negócio, aplicando essa expertise obtida nas companhias anteriores. Para isso, fundei a Shipay com mais quatro sócios também egressos de empresas de tecnologia e finanças, o Charles Hagler, Paulo Loureiro, Fabio Ikeno e Altair Gonçalves.

Em que momento a ideia da Shipay começou a tomar corpo?

A partir de 2019, quando pesquisamos por vários meses sobre as tendências deste mercado de tecnologia e finanças e no que poderíamos fazer de inovador. Conversamos muito com players do mercado, entrevistamos muitas pessoas por meio do processo de design thinking e, aliado aos dados que levantamos sobre crescimento de pagamentos por meios digitais, identificamos uma dor latente do varejo, que era a de não conseguir receber pagamentos digitais. Percebemos aí a oportunidade de estruturar a Shipay para justamente endereçar essa dor. A empresa começou a ganhar forma em setembro de 2019 e a funcionar de maneira efetiva em dezembro.

Quais as características da fintech que a torna única em sua visão?

A Shipay inovou ao criar uma solução que integra o Pix e carteiras digitais nos caixas dos estabelecimentos comerciais do varejo, o que simplifica a vida do varejista. Para realizar a compra, o cliente abre em seu celular o app da carteira digital que vai utilizar e o aponta para um QR Code no monitor do operador do caixa com o valor da compra, concluindo, assim, a operação. A fintech busca equacionar uma demanda crescente pelos meios digitais, em linha com a multiplicação de carteiras digitais no país.

Para a implantação do sistema nos estabelecimentos comerciais, a Shipay mantém parcerias com empresas de tecnologia que fornecem software de PDVs para o varejo. A Shipay atua em parceria com as carteiras digitais e bancos, em parceria com a automação e com o varejo, sendo exatamente a peça que faltava para essa engrenagem funcionar de maneira única. Também não nos colocamos como uma empresa debaixo do Banco Central, mas como uma empresa de tecnologia, parceira de todos os participantes. Então, nunca seremos concorrentes, mas sempre parceiros.

A Shipay também diminui em muito a possibilidade de fraude, justamente por causa do QR único do estabelecimento comercial, que é aberto no monitor do caixa do estabelecimento.

Muito se tem falado sobre uma nova realidade no mundo dos meios de pagamento do Brasil. No que se baseia essa nova realidade?

Um estudo recente da consultoria americana IDC apontou que seis em cada dez brasileiros utilizam meios digitais de pagamentos, como aplicativos, canais de pagamento, transação pela Internet ou carteiras digitais.

Além disso, pesquisa feita pelo instituto Locomotiva mostra que há 45 milhões de brasileiros desbancarizados, ou seja, um em cada três brasileiros não possui conta bancária. Essa população, de acordo com o estudo, movimenta cerca de R$ 800 bilhões por ano.

A combinação do número crescente de interessados em pagamentos por meios digitais e o de desbancarizados mostra um grande potencial nesse segmento, pois, indica um potencial de consumo grande da população e a adesão a novas tecnologias.

Os varejistas que estiverem adaptados a essa nova realidade e oferecerem opções de pagamentos digitais atraentes e de fácil operacionalização aos seus clientes vão sair na frente.

A disputa entre bancos tradicionais e fintechs também está nessa nova realidade?

Sim, sem dúvida. A suavização da regulamentação imposta pelo Banco Central é o principal pilar do aumento de competição e democratização dos pagamentos digitais. Com isso, as empresas entrantes, ou seja, as fintechs, vão conseguir competir com ofertas diferenciadas de produtos e serviços, muitas vezes atuando em nichos, para poderem ganhar espaço no mercado e colocar uma pressão em cima dos bancos tradcionais.

Os bancos tradicionais vão continuar sendo a potência que são, mas esta nova competição vai forçá-los a evoluir, a se digitalizar e estar cada vez mais próximos dos clientes.

Isso porque, na essência, a fintech é um banco digitalizado, próximo do cliente, com serviços ágeis e atendendo as dores do cliente.

Como a Shipay pretende fazer a diferença nesse ecossistema?

A grande diferença que a Shipay faz é aproximar o pagador do recebedor, desintermediando os players tradicionais. Essa aproximação permite, primeiro, uma redução do custo transacional financeiro por causa da desintermediação, haja vista que não há mais adquirentes, que são a maquininha, a bandeira; segundo, nessa aproximação do pagador com o recebedor, conseguimos permitir que a empresa do pagador incentive o estabelecimento comercial dando benefícios como cashbacks e promoções. Teoricamente, provemos uma transformação, ao acelerar essa mudança proposta pela entrada de pagamentos digitais, inclusive o Pix. Conseguimos que todo esse ecossistema, que são carteiras, estabelecimento comercial e automação, esteja pronto de maneira mais rápida, com custo baixíssimo, para estarem aderentes aos pagamentos digitais e ao Pix.

Quais as maiores oportunidades no mercado de carteiras digitais?

Com cerca de 600 carteiras digitais presentes no Brasil e com mais de dois terços dos usuários de smartphone usando essa modalidade de pagamento, segundo pesquisa da área de Inteligência de Mercado da Globo, o varejo brasileiro tem grandes oportunidades pela frente ao encarar com seriedade a digitalização dos pagamentos. A entrada do Pix vai potencializar em muito esse mercado de pagamentos digitais, mas ele é apenas a ponta do iceberg. O Pix é muito mais do que um meio de pagamento. Na verdade, será uma infraestrutura para transformar a indústria de pagamentos, a indústria de serviços financeiros brasileiros, com custo reduzido e integração mais ágil e fácil. O Pix é somente o início deste processo de transformação, onde ele é uma infraestrutura.

A Shipay tem tirado proveito dessas oportunidades?

As possibilidades de crescimento da empresa são muito grandes pois, em princípio, temos 250 mil clientes em potencial. Essa é a quantidade de estabelecimentos atendidos pelas nossas empresas parceiras de software, por meio das quais nossa solução é fornecida. O Pix irá potencializar em muito os pagamentos digitais e a Shipay tem perspectiva de crescer com esse sistema do Banco Central, ao integrá-lo aos demais meios de pagamento digitais nas redes de varejo.

Vale citar que a Shipay foi construída para atender os pagamentos digitais, e o Pix veio após a construção da Shipay. Porém, veio ao encontro exatamente do que a Shipay fazia, sendo o encaixe perfeito da luva na mão, o que nos permitiu estar na vanguarda do mercado, numa posição democrática, agnóstica, podendo atender todos os tipos de players.

O que determina a implementação de uma tecnologia inovadora no mercado?

O Brasil é muito propício para inovação, e não necessariamente somente inovação tecnológica. A Shipay, assim como outros processos de inovação, não veio para criar um produto inovador. Veio para atacar uma dor latente, que não tinha uma solução direta.

O que fizemos foi observar o mercado, entender os processos, conversar com as pessoas, perceber onde estariam essas dores latentes e para onde o mercado apontava o crescimento, realizando a união desses fatores.

Tratamos de uma dor e buscamos uma oportunidade de crescimento. Por isso acreditamos nesse processo de inovação e espaço no mercado. Sempre que tiver uma dor, um problema, haverá uma oportunidade e uma possibilidade de inovação.

Existem empecilhos quando se traz uma forma simples e integrada de todos os pagamentos digitais para o varejo?

A solução da Shipay é de fácil implementação nos sistemas de caixas do varejo e de manuseio muito simples pelos operadores de caixa.Avaliamos que ela, na verdade, vai remover dificuldades hoje encontradas pelos estabelecimentos para processar o grande número de meios digitais de pagamento.

Como será a integração do Pix ao Shipay?

Apesar de a Shipay não ser um PSP – sigla em Inglês para Payment Service Provider, ou Provedor de Serviços de Pagamento -, mas sim um provedor de tecnologia, a empresa já está cem por cento aderente ao processo do Pix. Esteve em fases avançadas de testes integrados com alguns PSPs que garantiram que os nossos clientes (no dia 16 de novembro passado) estivessem aptos para o lançamento do Pix e em recebê-lo de maneira integrada aos seus sistemas. Ainda nesse sentido, nossa predisposição é de ajudar as empresas de software de automação, ERP e PDV, a estarem preparadas para a chegada do Pix. Além de não ter custo, nossa solução permite a essas empresas criarem uma linha de receita. Basta nos procurar, que teremos enorme prazer em ajudá-las.

Fonte: Panorama Mercantil

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