Como os bancos estão se preparando para oferecer o PIX aos seus clientes?

Como os bancos estão se preparando para oferecer o PIX aos seus clientes?

Com lançamento previsto para novembro deste ano, o PIX tem sido pauta frequente no noticiário econômico e vem despertando a curiosidade da população. Já falamos bastante sobre esse tema na #Shipay, mas a menos de dois meses do lançamento do produto no mercado, é interessante entender como as instituições financeiras estão se preparando para oferecer essa ferramenta. Ao todo, sabe-se que existem 980 instituições cadastradas junto ao Banco Central para oferecer o PIX aos clientes, sendo que para aquelas com mais de 500 mil clientes na base é obrigatório disponibilizar o novo método de pagamento.

Como já poderíamos esperar, as fintechs foram as que mais se anteciparam em informar os clientes sobre o PIX e também em oferecer a opção de pré-cadastro das chaves, como mostra esse levantamento feito pelo Canaltech. A partir do dia 5 de outubro o Banco Central deve começar a efetivar as chaves dos usuários. Uma das instituições listadas na reportagem, inclusive, investiu no recurso de biometria para validar as transações feitas via PIX.

Em relação aos grandes bancos, havia muita dúvida sobre como essas instituições iriam se posicionar quanto à divulgação da nova plataforma, uma vez que o PIX surge como uma possibilidade que poderia tornar obsoletas as transações via TED e DOC, já que chega ao mercado com com vantagens competitivas como transações instantâneas em poucos segundos, a qualquer dia e horário e com custo baixíssimo.

No entanto, o Santander surpreendeu o mercado com o lançamento de uma grande campanha publicitária, que inclusive viralizou rapidamente, com a presença da atriz Ana Paula Arósio. Nessa campanha, o banco demonstrou que terá uma plataforma própria, com o uso do PIX do Banco Central por trás, certamente uma estratégia para reforçar a marca diante dos concorrentes, tendo em vista a obrigatoriedade de oferecer o produto. Além disso, também atrelou alguns produtos do banco à plataforma, como uma maneira de oferecer um diferencial competitivo.

De um modo geral, as instituições estão tratando de oferecer informações claras a respeito do funcionamento do PIX, algumas com mais investimento em levar esse conhecimento aos clientes, outras com informações um pouco mais rasas. Itaú e C6 informaram que vão começar a fazer o cadastro das chaves a partir do dia 5 de outubro, data oficial do Bacen para início dos registros. As estratégias de divulgação têm acontecido em seus próprios sites e redes sociais, sendo que algumas delas chegaram a desenvolver hotsites ou especiais com as principais informações sobre o produto para abordar o tema de uma forma mais ampla.

Como será o comportamento de mercado em relação ao PIX, nós só saberemos com total certeza após o lançamento, mas tudo aponta para uma adesão massiva do produto (isso é assunto para conversarmos melhor em um próximo artigo). Em todo caso, com o cadastro massivo de instituições junto ao BC para oferecer a ferramenta aos clientes, seria um tiro no pé não aderir à divulgação e perder fatia de mercado simplesmente por relutância.

A solução da #Shipay já vem integrada para receber via PIX no PDV da sua loja.

Prepare-se para receber pagamentos seguros com o PIX!

Prepare-se para receber pagamentos seguros com o PIX!

Transação instantânea pode revolucionar o consumo. Shipay oferece integração que facilita a operação diária no varejo com o PIX e torna as transações mais seguras. 

A partir de novembro o mercado vai conhecer o tão falado PIX, uma plataforma de pagamentos digitais instantâneos anunciada pelo Banco Central. O anúncio ocorreu em fevereiro de 2020, mas o lançamento ficou para o final do ano para que bancos e fintechs pudessem se adequar e oferecer o serviço aos consumidores. 

A ideia é permitir que as transações financeiras sejam mais ágeis, tendo em vista que a nova plataforma elimina o tempo de compensação que é exigido para DOC e TED. Com o PIX, o pagamento cai instantaneamente a qualquer dia da semana, em qualquer horário, nos 365 dias do ano. Além disso, a ideia é que o novo sistema também seja mais competitivo. 

As informações sobre o custo transacional ainda estão em aberto por parte do BC, mas a ideia é que elas sejam oferecidas ao mercado de um modo muito mais atrativo do que as opções já disponíveis. Por hora, o que se sabe é que o PIX custará R$ 0,01 a cada dez transações. Hoje, TEDs e DOCs podem ter valor flutuando entre R$ 10 e R$ 20 por transação. 

Segundo informações de um relatório feito pelo Morgan Stanley, a estimativa é de que em 2019 os bancos brasileiros ganharam cerca de R$ 2,2 bilhões em processamento de TED/DOC. É natural imaginar que os bancos possam tentar obter algum tipo de compensação financeira com as perdas estimadas com os usuários que trocarem o TED e o DOC pelo PIX. No entanto, Charles Hagler, Founder e Co-CEO da Shipay, acredita que a concorrência de mercado não oferecerá tanto espaço para a cobrança de qualquer tipo de compensação financeira elevada. 

“As carteiras digitais não tinham DOC e TED e não estão perdendo nada nessa história. Muito provavelmente teremos algumas delas vendo a oportunidade de pegar fluxo financeiro com isso e gerar relevância para os clientes. Têm mais de 900 instituições financeiras cadastradas no Banco Central para receber o PIX, com certeza vai ter algum player seguindo essa linha e jogando taxas baixas para ter fluxo financeiro maior”, avalia. 

Quem pode ter o PIX?

A nova modalidade de transação estará disponível para qualquer pessoa, física ou jurídica, com uma conta ativa em uma instituição financeira cadastrada junto ao Banco Central. 

Como é feito o pagamento com o PIX?

Existem alguns modos de efetuar uma transação via PIX. A primeira delas é pela chave de endereço. O usuário entra no aplicativo da instituição que tem conta, seleciona a opção do PIX, aponta se será o recebedor ou o pagador da quantia. A partir daí ele fornece uma chave para identificar o recebedor, que pode ser o telefone celular, CPF/CNPJ ou o email da pessoa. Uma tela de confirmação dos dados do recebedor é mostrada e ali o pagador insere sua senha/autenticação biométrica ou facial e o valor que será pago. Na sequência, a confirmação da transação fica disponível tanto no aplicativo do pagador quanto do recebedor.

O pagamento também pode ser feito via leitura de QR Code, que pode ser estático ou dinâmico. E neste caso basta o usuário entrar no aplicativo, selecionar o PIX e apontar na opção que aparece uma câmera para que possa ser feita a leitura do QR Code. No caso de estáticos, o varejista terá uma plaquinha ou adesivo com o código que será lido. Para o dinâmico, este varejista deverá gerar um QR Code para cada transação. 

Shipay: torne suas transações do PIX mais seguras

Luiz Coimbra, Founder e Co-CEO da Shipay, vê no PIX uma forma de pagamento tão democrática quanto o dinheiro. Além disso, ele vê a vantagem de ser um instrumento mais seguro e com menos custo do que o papel moeda. E para que o varejista se integre à nova opção de pagamentos com mais segurança e proteção contra possíveis fraudes, a Shipay oferece a integração do recebimento junto ao PDV da loja.

“Nós utilizamos a tecnologia API, que é o padrão de mercado. Assim, construímos uma solução que reduz o risco de fraude, tem um melhor custo operacional e entende o fluxo do negócio sem gerar impacto na operação do varejista”, acrescenta.

O foco em prevenir fraudes é algo que deve estar entre as prioridades do varejista, tendo em vista o histórico negativo do Brasil neste aspecto. Pesquisa feita pelo Serasa Experian e divulgada no ano passado, por exemplo, apontou que 7 a cada 10 negócios online no Brasil registraram aumento de prejuízos com fraudes. Do ponto de vista do consumidor, as fraudes financeiras também são um problema considerável.

Outro Estudo feito em conjunto pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), SPC Brasil e Sebrae apontou que 12 milhões de consumidores sofreram algum tipo de fraude financeira em um intervalo de um ano.

“O Brasil é o país da fraude. Se o lojista coloca um QR Code estático no balcão e alguém chega lá e cola outro QR Code em cima, até que isso seja percebido, o fraudador pode ficar lá recebendo os pagamentos. A gente tem a facilidade do PIX ser mais simples e mais ágil, mas tem o lado negativo de favorecer as fraudes”, alertou Hagler. Neste sentido, ele reforça que a integração da Shipay surge exatamente com o propósito de oferecer uma camada extra de segurança. O sistema gera o QR Code dinâmico, que é mais seguro do que o estático, e a confirmação do pagamento aparece na tela do PDV.

Isso gera mais dinamismo e conforto para o dono do varejo, uma vez que o sistema permite a checagem do recebimento sem que seja preciso manter a conta bancária da loja aberta com o atendente, já que sem a integração com o PDV o lojista teria que logar no aplicativo do banco para confirmar se recebeu o dinheiro. Essa integração também facilita o controle financeiro do caixa ao fechamento de cada dia.

O foco da Shipay é manter o varejista atualizado e pronto para fazer transações via PIX, uma vez que ela se mostra muito mais competitiva do que o DOC e o TED.

10 fatos sobre o PIX

10 fatos sobre o PIX

Shipay responde as 10 principais perguntas que as pessoas estão fazendo sobre o Pix

Anunciado em fevereiro pelo Banco Central, o PIX será o sistema nacional de pagamentos instantâneos e será lançado em novembro deste ano. As transferências e vendas feitas através deste meio de pagamento acontecerão em tempo real e poderão ser feitas a qualquer momento, sem necessidade de intermediários.

Convocamos os CEOs da SHIPAY, Charles Hagler e Luiz Guilherme Coimbra para respondemos as 10 principais perguntas que estão fazendo sobre o Pixno Google. Se você tem dúvidas sobre o funcionamento do PIX, você está no lugar certo! Tire todas as suas dúvidas sobre o sistema abaixo:

O que é PIX? 

O PIX é um novo meio de pagamentos que busca facilitar a transferência de valores entre as pessoas e negócios, simplificando o pagamento de contas, recolhimento de impostos e taxas. Além de transferências para outras contas, o PIX também permitirá o pagamento de compras em estabelecimentos que utilizem a plataforma.

 

Qual é a origem do PIX?

“O PIX foi inspirado no sistema de open banking da Inglaterra. Apesar de servir de inspiração, não há muito como comparar os países porque são realidades diferentes”, explica Charles Hagler. 

“Na Inglaterra, os players que operacionalizam os pagamentos instantâneos lançaram os seus próprios meios de pagamento instantâneo. Já aqui no Brasil, será o Banco Central que irá operacionalizar o sistema e obrigará os bancos a entrarem nele, como aconteceu no México, por exemplo.”, completa Luiz Guilherme Coimbra.

 

Como vai funcionar o PIX?

“A plataforma é operacionalizada pelo Banco Central e está disponível no formato 24×7 (24 horas por dia, 7 dias por semana), o que possibilita que os pagamentos sejam feitos a qualquer momento” explica Hagler. 

Coimbra ainda ressalta que as transações vão ocorrer por meio do BR Code, uma espécie de código padrão do Banco Central, sendo possível pagar contas ou transferir valores pelo PIX abrindo o aplicativo do banco e escaneando o código direto no smartphone, por exemplo.

“Também será possível fazer transferências de valores por meio de chaves. Assim, é só entrar no app do banco, clicar no PIX e digitar uma das chaves (CPF, telefone ou e-mail) que a transação será feita e o valor será direcionado para onde o recebedor deseja receber o valor”, completa Coimbra.

 

Quando o PIX entra em vigor?

Segundo o Banco Central, o PIX estará disponível para a população em novembro de 2020.

 

PIX é seguro?

“Assim como outros meios, o PIX também tem fragilidades e pode ser um prato cheio para criminosos. O principal deles é o problema de erros em transferências, o que acontece com DOC e TED. Os riscos no PIX são os mesmos, e caso o usuário transfira para a conta errada, ele terá dificuldade para estornar o valor transferido”, explica Hagler.

Hagler ainda acredita que possam surgir novas modalidades de fraudes e com isso as instituições financeiras podem ter de criar mecanismos de proteção para garantir a segurança das transações. 

“Esse problema de erros em transações, a SHIPAY resolve já que atuamos com um padrão de pagamentos QR Code dinâmico, que muda a cada transação, o que traz mais segurança e diminui os riscos de fraudes em transações”, ressalta Coimbra.

 

Qual a taxa do PIX?

“É cedo para dizer quais serão as taxas do PIX, já que o sistema ainda não está funcionando. A nossa expectativa é que as taxas sejam bem mais baixas do que as das operações atuais com cartões de crédito e débito. Nossa estimativa é que a taxa fique por volta de 0,5% ou um custo fixo por transação entre R$ 0,30 e R$ 0,70”, diz Hagler.

 

Qual a diferença entre o PIX e o TED?  

Para Coimbra, as principais diferenças entre o PIX e o TED são as taxas e facilidade para fazer uma transação. 

“Diferente do TED, onde é preciso colocar todos os dados da conta para onde o valor será transferido, o PIX torna isso possível através do BR Code ou do uso de chaves definidas pelo usuário como CPF, e-mail ou telefone, para fazer a identificação e o envio do dinheiro, explica Coimbra.

“Na minha opinião, TED e DOC vão morrer! Para a massa da população, esta será uma opção bem mais vantajosa, o que deve diminuir bruscamente os números de TEDs e DOCs realizados no médio prazo. As novas transferências financeiras devem passar a ser feitas pelo PIX, que é bem mais prático”, diz Hagler.

 

Como integrar o PIX no meu PDV/ERP?

“O Banco Central vai liberar um API, que permite a integração com os sistemas de ERP e de caixa no PDV. É possível utilizar a SHIPAY, solução que leva todas as carteiras digitais para dentro do sistema de caixa para integrar este meio de pagamento a qualquer estabelecimento”, explica Hagler.

 

PIX como solução de pagamento para o varejo

Coimbra afirma que as principais vantagens do para varejistas são o fato da transação ser eletrônica, o dinheiro cair na hora e as taxas serem bem menores do que as aplicadas nas vendas por cartão de crédito, por exemplo. 

“Utilizando o este novo método de pagamento através da solução da SHIPAY, o varejista pode escolher qualquer carteira digital ou banco para redirecionar os seus pagamentos e não precisará utilizar plaquinha ou smartphone, colocando o sistema direto no PDV dele, o que é bem mais seguro”, completa Hagler.

 

Porque você precisa do PIX?

Os sistemas de pagamento instantâneo são uma tendência em todo o mundo. No Brasil, o este será um meio de pagamento bastante vantajoso tanto para empreendedores como para consumidores. 

Para Hagler, o PIX deve “pegar” no Brasil. As transferências de valores acontecerão em tempo real, aumentando a velocidade e o número de pagamentos e transferências no país, além de promover uma inclusão financeira no país.

 

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