Pix responde por 40% das vendas em comércios na região do Brás

Pix responde por 40% das vendas em comércios na região do Brás

No comércio popular de São Paulo, o Pix vem transformando a dinâmica dos negócios. Segundo informações da Associação de Lojistas do Brás (Alobrás), cerca de 40% dos pagamentos no comércio da região são feitos por Pix. Em outras regiões da cidade, esse percentual chega a ser maior, como mostrou uma reportagem recente do Agora, jornal vinculado à Folha de São Paulo. 

Um dos pontos mais significativos para os pequenos comerciantes, como mostrou a apuração do jornal, é que a maioria dos bancos não cobra taxas para o uso do Pix, o que torna o pagamento instantâneo mais interessante do que o crédito e o débito. Além disso, há uma via de mão dupla bem relevante tanto para o comerciante quanto para o consumidor final: de um lado, o vendedor ganha capital de giro com o pagamento instantâneo. De outro, o cliente também sai ganhando porque o comerciante consegue oferecer descontos nessa modalidade, já que os custos são menores. 

A própria reportagem constatou isso no momento da apuração, quando encontrou uma manicure que pechinchava o preço de um produto e relatou que 50% de suas clientes também pagam pelo serviço com o Pix. 

Neste momento de fragilidade econômica e gradual retorno das atividades presenciais com o avanço da vacinação, os pequenos comerciantes têm a oportunidade de recuperar perdas e retomar as vendas – e neste sentido, os descontos e vantagens oferecidos para quem paga com o Pix podem fazer uma enorme diferença ao final do dia. 

Outro pilar importante é garantir a segurança dessas transações e facilidade na operação do caixa diariamente. Temos visto com alguma frequência que o varejo está se movimentando para oferecer ao cliente a opção de pagamento com o Pix, muitas vezes por receio de perder vendas. O grande impasse para uma boa fatia desses comerciantes é que esse processo ainda é um pouco improvisado, com o recebimento feito via transferência ou com um QR Code estático no balcão. Muitas vezes o depósito é feito na conta de um funcionário, o qual repassa o valor para o dono da loja ao final do dia. Em outras situações, o dinheiro é depositado diretamente na conta do dono, mas depende da conferência no aplicativo do banco para averiguar se o dinheiro entrou. 

Essas improvisações são estratégias de sobrevivência, mas acabam por criar embaraços para a operação diária. Isso porque tanto o comerciante quanto os funcionários podem se ver em situações desconfortáveis de enganos, desvios e confusões em geral na hora de fechar o caixa. 

O papel da Shipay é garantir que esses pequenos comerciantes continuem modernizando suas operações para oferecer opções ágeis de pagamento aos seus clientes, como o Pix e permitir que isso aconteça no ambiente mais seguro possível. Com a nossa integração, os pequenos comerciantes podem ter a confirmação do pagamento direto na tela do caixa, sem precisar fazer manobras para aceitar o pagamento. Como a ideia é preservar a margem de lucro desses pequenos comerciantes, a solução também é mais interessante do que as maquininhas, as quais têm um custo mais elevado. 

Com nova fase do Pix se aproximando, Shipay traz a robustez necessária para novos desafios

Com nova fase do Pix se aproximando, Shipay traz a robustez necessária para novos desafios

Uma empresa está no caminho certo quando suas palavras condizem com os passos que ela segue. A frase que carregamos em nosso slogan “Shipay, simplificando pagamentos digitais” é realmente a nossa essência e está em linha com a evolução das ferramentas que estão surgindo para facilitar a vida tanto de empresas quanto da população em geral.

Desde que o Pix foi lançado em novembro do ano passado, sua agenda vem evoluindo de modo muito robusto e é uma grande satisfação ver a nossa empresa avançar na mesma velocidade.

Entre os exemplos destes avanços, a Shipay vem atuando em parceria com o Banco do Brasil para alavancar a adesão ao Pix. Uma grande vantagem para os clientes do BB é que eles podem ter o Pix integrado direto em suas automações. Isso permite que esse cliente ofereça a possibilidade de pagamento com o Pix de uma forma mais segura e prática em seu dia a dia. 

Importante ressaltar que o Banco do Brasil responde por quase 30% do volume financeiro transacionado por Pix no Brasil. Desde o lançamento da plataforma em novembro do ano passado até julho deste ano, o BB havia transacionado R$ 442 bilhões. No mesmo período, foram 744 milhões de transações feitas, o que representa cerca de 20% do volume de transações de Pix no país (os dados são do Banco Central). 

Do lado de cá, em julho tivemos a satisfação de bater a marca de R$ 1 bilhão de transações feitas por clientes com a nossa integração. Temos orgulho em ser o segundo maior operador de Pix do Itaú, bem como outras parcerias de peso que vêm sendo desenvolvidas ao longo do ano. Na Porto Seguro, desenvolvemos uma solução para conectar o Pix às plataformas e sistemas internos da seguradora. Isso permite que clientes possam usar o Pix para pagar suas dívidas e faturas de cartão. Desenvolvemos ainda uma importante parceria com o Banco Original, alinhando a nossa expertise tecnológica com a experiência do Original em Bank as a Service. Dessa forma, podemos oferecer uma automação que facilita o uso do Pix no varejo, recebendo o dinheiro no banco que o varejista quiser e sem burocracia. 

Toda essa trajetória de desenvolvimento nos coloca em uma posição muito favorável para este novo momento do Pix, com a chegada de novidades como o Iniciador de Pagamentos e as novas funcionalidades que serão lançadas em breve (Pix Saque e Pix Troco já devem entrar em operação a partir de novembro). 

Em cada projeto que entramos, conseguimos desenvolver soluções customizadas e de acordo com a necessidade do cliente, seja para implementar a integração direto no PDV/ERP, no e-commerce, em aplicativos ou outras automações de nossos clientes. Toda essa experiência adquirida nos permite assumir novos desafios e entregar aos nossos clientes e parceiros uma solução robusta e bem integrada com as funções do Pix que estão para chegar. Recentemente, a Câmara Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) apontou que o Pix já é o segundo meio de pagamento mais utilizado no Brasil, isso só reforça a relevância que essa plataforma ganha no varejo. 

Com as novas regras de segurança do Pix, “jeitinho brasileiro” pode prejudicar a sua loja.

Com as novas regras de segurança do Pix, “jeitinho brasileiro” pode prejudicar a sua loja.

O Pix conquistou a população por sua praticidade, funcionamento 24/7, rapidez e democratização das transferências, já que é gratuito para pessoas físicas e o custo para o varejo é muito baixo.

Nos últimos meses, no entanto, as notícias recorrentes de crimes como sequestro relâmpago e fraudes acenderam um alerta na sociedade e o Banco Central trouxe uma resposta imediata para a questão. Afinal, a transação é segura do ponto de vista tecnológico, mas de fato foi importante aprimorar e criar algumas ferramentas operacionais para aumentar a segurança dos usuários. Neste artigo, eu destaco alguns pontos importantes que foram definidos pelo Banco Central, assim como alguns aspectos que o varejista deve levar em consideração para manter sua operação fluida e segura. 

No caso das transações entre pessoas físicas, o Bacen instituiu o limite de R$ 1.000,00 para transferências no período entre 20h e 6h. A regra vale apenas para contas de pessoa física. Ou seja, aquele varejista que recebe Pix ainda de forma improvisada, usando o Pix do próprio dono ou dos funcionários da loja, acaba deixando a operação muito vulnerável em várias pontas. Além das questões que já pontuei aqui em outros momentos, sobre a falta de transparência de não ter a confirmação do pagamento em tela, a brecha que fica para situações desconfortáveis de descontrole de caixa ou desvio de dinheiro, o limite imposto pelo Bacen por medidas de segurança acaba afetando também aquele varejista que segue usando chaves de pessoa física. Em caso de estabelecimentos que funcionam 24 horas ou no período noturno, o lojista fica limitado para receber pagamentos que ultrapassem o valor fixado pelo Bacen das 20h às 6h. 

Além disso, a partir do dia 16 de novembro devem entrar em vigor algumas funcionalidades anunciadas pela autoridade monetária, também visando aumentar a segurança do Pix. No caso de suspeita de fraude, os recursos do usuário podem ficar bloqueados por até 72 horas, sendo que as instituições financeiras devem avisar o cliente imediatamente se fizerem um bloqueio por motivos de segurança.  

Esse é um ponto importante para se ter atenção: se o lojista opta por receber pagamentos por Pix usando chaves de pessoa física, a movimentação financeira constante pode levar o banco a suspeitar de fraude. Se a conta cadastrada for de CNPJ, a operação fica mais transparente e o varejista evita esse tipo de problema.

Importante ressaltar também que o Bacen determinou ainda que as instituições financeiras deverão notificar infrações, fazendo marcações em chaves de pessoas físicas e jurídicas com suspeitas de fraude. O BC deve liberar ainda uma nova funcionalidade para consultar informações vinculadas às chaves Pix, como forma de gerar mais transparência aos participantes do sistema. 

Todas essas mudanças são benéficas tanto para o sistema quanto para os usuários do Pix, já que esses mecanismos ajudam a identificar e prevenir crimes financeiros. E por tudo que pontuei até aqui, o varejista só terá contratempos com as novas regras se estiver recebendo por Pix de um jeito improvisado, o famoso “jeitinho brasileiro”. 

A Shipay é uma plataforma aberta e democrática, moldada para atender varejistas de todos os portes, desde as grandes redes até o pequeno comerciante com uma loja de bairro. Nossa integração permite que o lojista tenha o Pix integrado diretamente em seu sistema de caixa, com QR Code dinâmico e confirmação de pagamento direto na tela. Ou seja, o varejista pode oferecer o Pix como forma de pagamento aos seus clientes de uma forma segura e transparente, sem ficar exposto a fraudes.

 

E-commerce: pagamentos por QR Code deixam experiência de compra mais fluida e aumentam o potencial de vendas

E-commerce: pagamentos por QR Code deixam experiência de compra mais fluida e aumentam o potencial de vendas

Boletos aumentam o prazo de entrega e cartões deixam o processo de compra com mais fricção. Entenda como os pagamentos digitais podem beneficiar o seu negócio. 

Você é varejista e vem percebendo que o e-commerce está crescendo, então resolve criar uma loja virtual para o seu negócio. Investe no desenvolvimento de um site rápido, com uma boa apresentação, contrata uma boa equipe de comunicação para cuidar do marketing e se esforça para oferecer aos seus clientes o melhor preço possível diante da concorrência. A uma certa distância, pode imaginar que está fazendo tudo que está ao seu alcance para oferecer uma boa experiência aos seus clientes, mas em que momento dessa jornada você se perguntou a respeito das opções de pagamento? Se você acha que isso não interfere na jornada de compra do seu cliente, nós vamos te mostrar que está na hora de rever esses conceitos. 

Um estudo de tendências divulgado recentemente pela publicação britânica Raconteur traz uma análise muito relevante: os cartões de pagamento foram desenhados para um período em que as lojas tradicionais eram a primeira opção do cliente. Agora, os tempos mudaram. O e-commerce vem se tornando o principal canal de consumo globalmente e esse processo foi acelerado pela pandemia de Covid-19. 

Um erro muito comum cometido pelas empresas é pensar na jornada online como uma réplica do que acontece no mundo físico – e os reflexos disso aparecem principalmente na hora do pagamento. Antes da chegada dos pagamentos por QR Code (Pix, Mercado Pago, Ame, PicPay, PagBank, etc), as lojas virtuais basicamente ofereciam opções de pagamento semelhantes ao que era encontrado nas lojas físicas, com o boleto bancário substituindo o pagamento em dinheiro e as opções de crédito e débito dos cartões. 

A importância de pagamentos sem fricção

O grande gargalo é que, diferentemente do que acontece em uma loja física em que você coloca o cartão na maquininha, na experiência online é preciso digitar todos os dados do cartão de crédito ou débito para cadastrá-lo antes da compra, um processo manual que gera muita fricção. 

Hoje, os pagamentos digitais permitem ao cliente uma experiência muito mais fluida, segura e instantânea. O estudo da Raconteur também reforça muito o potencial do que é chamado de “seamless buying experience”, ou seja, quanto mais fluida a experiência, melhor a experiência do cliente e maiores as suas chances de conversão em vendas. 

Na visão de Paulo Loureiro, Co-Founder e COO da Shipay, a empresa está trazendo um grande impacto justamente neste ponto. Além da presença como integradora de pagamentos em sistemas de PDV e ERP de lojas físicas, a startup também conta com uma forte frente de soluções para e-commerces, aplicativos e canais digitais. Em outras palavras, com os serviços da Shipay você consegue receber pagamentos por QR Code em sua loja física ou virtual de um jeito prático, seguro e rápido. 

Experiência melhor para o cliente com taxas mais competitivas

Uma grande vantagem do Pix para os varejistas é que além de ser um pagamento instantâneo, ainda há a questão da redução de custos. “Quando a gente compara o Pix com o boleto tem uma vantagem muito grande em dois aspectos: primeiro do ponto de vista financeiro. Quando você olha um boleto que custava em média R$ 2,50, variando de banco a banco, a gente olha para o Pix com a oportunidade de pagar centavos por transação, ou em alguns casos pagando um percentual muito menor do que ele pagaria com o boleto. Então, logo de cara você tem uma vantagem financeira, atrelado a uma liquidação D+0,o dinheiro cai no mesmo dia, diferente do boleto, que tem um período para compensar”, ressalta Loureiro.  

Do ponto de vista operacional e de experiência do usuário, o executivo também reforça as vantagens de oferecer o Pix como forma de pagamento no e-commerce. “Você tem a geração da cobrança na hora, específica para um valor e tem a confirmação daquela transação em tempo real. O cliente consegue comprar o produto em instantes e o estabelecimento checa se recebeu o pagamento com a mesma agilidade. Isso permite que a loja possa liberar a mercadoria na hora, independente se for fim de semana ou fora do horário comercial, isso é uma vantagem muito grande do ponto de vista de experiência do usuário”, completa Loureiro. 

No caso das carteiras digitais, elas possuem taxas competitivas em relação às aplicadas nos cartões de crédito e também têm a vantagem dos vários benefícios atrelados ao cashback. Além disso, as carteiras oferecem descontos que atraem os consumidores e o varejo sai ganhando porque têm suas vendas estimuladas. “O varejista tem ali um aliado não somente em termos de custos, mas que também leva novos clientes até ele, para que a loja possa vender mais. Os benefícios são bem claros e a Shipay trabalha exatamente nessa camada de facilitar a utilização desses pagamentos digitais em múltiplos canais das lojas”, acrescenta o executivo. 

Clientes leais gastam cinco vezes mais 

Na publicação do Raconteur, a plataforma Wix trouxe um dado importante em relação ao e-commerce: consumidores leais gastam cinco vezes mais do que os consumidores médios. Ou seja, o investimento na melhoria da experiência dos clientes que a loja já possui é a estratégia mais valiosa que os varejistas podem adotar. Quanto mais responsivo o site e maiores as opções de pagamento, mais interessante a experiência fica para o cliente. Consequentemente, maiores as possibilidades dele retornar a esse site para fazer outras compras no futuro. 

“Nós temos visto isso pelos dados da Shipay, os sites que utilizam Pix e carteiras digitais têm uma mudança não só no mix de produtos, mas também vendem mais. O Pix também trouxe, por exemplo, clientes que pagavam no cartão de crédito e agora dão preferência ao Pix pela facilidade. A experiência melhora porque ele não precisa ficar digitando o número do cartão de crédito e a loja virtual também tem o benefício da taxa melhor, liquidação D+0. Isso tanto é verdade que alguns sites estão oferecendo descontos e condições especiais para quem paga com o Pix”, comenta Loureiro. 

Tem uma loja virtual e quer uma forma simples de oferecer Pix, Ame, Mercado Pago, PicPay ou PagBank como método de pagamento aos seus clientes? Fale com a gente

Aniversário do Pix: plataforma triplica entre empresas, bancariza 40 milhões de brasileiros e cresce 170% em apenas 1 ano

Aniversário do Pix: plataforma triplica entre empresas, bancariza 40 milhões de brasileiros e cresce 170% em apenas 1 ano

Imagine lançar um produto e observar um crescimento de 170% em apenas um ano, isso te pareceria surreal demais para ser verdade?

Este foi o percentual de crescimento de adesão do Pix em seu primeiro ano de existência, quando olhamos apenas para pessoas físicas. Em novembro do ano passado, a plataforma contava com 38 milhões de pessoas físicas adeptas, saltando para 105 milhões em outubro deste ano, segundo dados do próprio Bacen. Além disso, o sistema foi responsável pela bancarização de 40 milhões de brasileiros. O total de pessoas jurídicas dentro do sistema triplicou neste primeiro ano, saltando de 2,4 milhões de CNPJ cadastrados no primeiro mês para um total de 7,4 milhões em outubro deste ano. 

A plataforma de transferências instantâneas do Banco Central completa um ano exatamente no dia 16 de novembro – e de lá para cá lançou novas funcionalidades, se prepara para colocar outras no mercado e está trazendo um dinamismo para o ecossistema financeiro do Brasil até então inédito para os players do mercado. 

Nesta esteira, a Shipay também viveu um ano importante: além do avanço dos pagamentos digitais ao redor do país em função da pandemia de Covid-19, a chegada do Pix impactou de forma muito transformadora a realidade do mercado de pagamentos no Brasil. Hoje, atuamos com três importantes frentes: integração para varejo físico, para e-commerces e também com uma frente corporativa para integração de pagamentos dentro de canais digitais, permitindo o pagamento de faturas de cartão de crédito e outras coisas utilizando o Pix. No período de apenas um ano, nossa empresa se tornou presente em todos os estados do Brasil. 

“Quando o Pix apareceu, ninguém tinha ideia da magnitude e do impacto que ele teria, não somente do ponto de vista transformador como método de pagamento, substituindo pagamentos tradicionais. A abrangência e a magnitude que ele vai ter sob a perspectiva de democratizar os pagamentos, é uma ferramenta que já abrange mais de 50% da população, tem a questão da digitalização do dinheiro que permite processos mais eficientes não só sob perspectiva de tributos,  mas também de controle e celeridade 24/7. Todas as dinâmicas que o Pix traz, a redução de custo na não circulação da moeda (física), é de fato uma iniciativa completamente vencedora, que veio transformando o Brasil”, avalia Luiz Coimbra, Co-CEO e fundador da Shipay. 

Apenas o começo de uma grande transformação

Neste primeiro ano, o balanço para avaliar os passos que já foram dados até agora fica pareado com um universo de possibilidades que estão por vir com a agenda acelerada do Banco Central, que por sinal vem ao lado de uma outra agenda importantíssima, que é da implantação do Open Finance no Brasil. 

Na agenda evolutiva, Coimbra destaca a importância das funcionalidades que estão surgindo gradativamente. “É extremamente importante para o Banco Central continuar impondo esse ritmo transformador, até para dar um horizonte de que é um processo evolutivo longo. A minha percepção é de que as funcionalidades básicas vem de forma muito sustentável: primeiro a transação, depois a transação com cobrança (juros, multa e mora), Pix Saque e Pix Troco devem ajudar o varejo a ganhar um pouco mais de dinheiro, ter uma receita e adotar um pouco mais o Pix como uma contrapartida, e virão também as ferramentas de pagamentos recorrentes para substituir um pouco o boleto parcelado, talvez um pouco do Pix Garantido para substituir um pouco do crédito, são ferramentas importantes para competir com pagamentos como o cartão de crédito”. 

Neste sentido, tendo em vista a quantidade de funcionalidades que estão em pauta, o COO e fundador da Shipay, Paulo Loureiro, acrescenta que a empresa tem um papel importante para ajudar o varejista a acompanhar este movimento. “O Bacen vem fazendo um ótimo trabalho em inovar e também divulgar essas novas funcionalidades do Pix. Isso tem gerado uma expectativa grande no mercado pelo potencial que trás em diversas frentes.

Apesar do anseio, nem todos compreendem que toda nova funcionalidade do Pix precisa também ser implementada pelos bancos, que por sua vez tem seu próprio cronograma. A Shipay, que tem como objetivo democratizar pagamentos digitais, neste caso faz o papel de trazer mais clareza desses movimentos aos nossos parceiros, que estão conectados com o varejo”.

Além das novas funções, o Banco Central traz também a Iniciação de Pagamentos, que deve tornar os processos ainda mais fluidos. Essa é uma possibilidade que encurta os passos do pagamento “copia e cola”, reduzindo de sete para três etapas uma compra em um canal digital. “Você vê aqui um grande lego de peças, todos eles com sua função, quando você junta tudo, esse negócio vai tomando uma robustez, um valor muito grande. O Pix vai ser uma grande infraestrutura do Banco Central, permitindo à autoridade monetária 

ter dados sobre as transações, reduzir custo com moeda, reduzir fraude, lavagem de dinheiro e sonegação”, comenta Coimbra. 

Proteção ao usuário ainda pode melhorar

Todo grande avanço tecnológico também tem o outro lado da moeda. No caso do Pix, um efeito colateral foi o crescimento de crimes como fraudes e casos de sequestros relâmpago. Como resposta a essas questões, o Banco Central anunciou medidas limitando o valor de transferências via Pix no período noturno, bem como mecanismos de bloqueio temporário de recursos em casos de movimentações com suspeita de fraude. 

Coimbra avalia que os mecanismos adotados pelo Banco Central até o momento ainda têm um viés mais reativo do que proativo, e que outras saídas poderiam ser adotadas para melhorar a confiança da sociedade. “O Pix, por ser uma transação instantânea, merece e deveria ter de seus participantes uma validação instantânea para averiguar se aquela transação é positiva ou não. Os meios propostos até agora são reativos, essa transação precisa ter uma validação antifraude também instantânea. Os métodos propostos até agora minimizam o problema, mas não o resolvem”, analisa. Na visão do executivo, além da necessidade de criar um mecanismo de validação instantânea, ainda podem ser dados passos mais profundos para combater contas fraudulentas. 

Shipay tem ferramentas necessárias para alavancar o varejo

Diante da velocidade de evolução da agenda do Pix, os varejistas ainda têm espaço para aprimorar muito a experiência de compra que proporcionam aos seus clientes. Do ponto de vista de cadastro de CNPJs no sistema, o volume de 7,4 milhões é expressivo e muito robusto, falta agora o varejo físico dar passos mais robustos para enriquecer a experiência que oferece. 

“Temos empresários ainda recebendo via transferência, sem muito controle. Esse empresário ainda não está conscientizado de que essa transação vai precisar ser conciliada, que precisa estar integrada aos seus sistemas de caixa, talvez ele ainda esteja tratando seus recebimentos via Pix de uma forma muito simples. Ele precisa estar preparado para entender que esse negócio vai crescer de uma forma exponencial. Se não estiver preparado para isso, vai acabar sofrendo e pagando custos maiores”, avalia Coimbra.

Neste ponto, a Shipay surge como um grande facilitador do varejo, esteja ele presente no ambiente físico, digital ou seja uma empresa interessada em integrar seus canais digitais para pagamentos com o Pix. A tecnologia da empresa vem para permitir que o Pix seja recebido de forma fluida, integrada com o sistema de caixa, conciliado com os demais pagamentos e com todos os benefícios que a transação instantânea oferece. 

“Nossa expectativa era de que o Pix alcançaria sua popularidade rapidamente no P2P pela clareza do seu benefício em comparação com o modelo existente de TED/DOC. Por outro lado, nossa expectativa do Pix no varejo se limitava ao potencial imenso que a solução traria. Dúvidas sobre o modelo operacional e comercial do Pix no varejo eram barreiras que prevíamos, porém não tínhamos como mensurar o impacto da velocidade de adesão. Ao final desse primeiro ano, posso dizer que fui surpreendido pela velocidade em que os varejistas procuram o Pix como nova forma de recebimento e também pelo interesse em utilizar o Pix na sua estratégia `multicanal` como pilar de inovação”, finaliza Loureiro.

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