Teles se movimentam para ingressar no mercado de pagamentos digitais

Teles se movimentam para ingressar no mercado de pagamentos digitais

A revolução nos meios de pagamentos não se limita só às fintechs e bancos tradicionais. Com um cenário de crescimento dos pagamentos digitais ao redor do mundo e com o diferencial do perfil brasileiro, que costuma ser muito aberto a novas tecnologias, o mercado de telecomunicações já se movimenta para fazer parte dessa transformação.

As operadoras telefônicas estão estudando se unir para a criação de uma carteira digital única para todas elas, focada no mercado de clientes pré-pagos. Se o projeto for concretizado, o consumidor poderia se beneficiar pela praticidade, uma vez que seria possível unificar os pagamentos através da carteira, sem a necessidade de intermediação de bancos. Além disso, o consumidor poderia se beneficiar com recursos como o cashback. No formato pretendido, os clientes poderão comprar produtos físicos com créditos de celular.

Do ponto de vista das operadoras, a parceria seria positiva para garantir vantagem competitiva neste mercado, tendo em vista o alcance que elas possuem com uma base de dados com quase todos os CPFs do Brasil. O potencial do mercado é gigantesco, tendo em vista que existem hoje cerca de 122,3 milhões de linhas pré-pagas no país, segundo dados da Anatel.

A iniciativa partiu da TIM e o diretor-presidente da operadora, Pietro Labriola, falou sobre o tema recentemente na Live Stock Pickers, do Infomoney. Na avaliação dele, o diferencial de uma carteira única é a sinergia e economia de rede. Neste sentido, elas se uniriam para dar início à carteira. A partir daí, cada uma delas ofereceria seus diferenciais para atrair mais clientes.

Se o projeto se concretizar, essa pode ser também uma grande oportunidade de aumentar a familiarização da população com os meios de pagamentos digitais, tendo em vista justamente o potencial da base de clientes dessas operadoras. Esse movimento seria importante para aumentar a adesão das pessoas aos pagamentos instantâneos.

Ainda que detalhes mais específicos sobre o estágio das negociações não estejam disponíveis publicamente, a intenção da parceria por si só já é valiosa porque sinaliza uma inclinação do mercado de teles em se modernizar quanto a meios de pagamentos. Vale lembrar que as teles já vêm em um movimento de iniciativas focadas no segmento financeiro, com benefícios e parcerias desenvolvidos junto a fintechs.

A Shipay oferece uma solução integrada para o recebimento de pagamentos digitais das principais carteiras do mercado.

“A Revolução dos Pagamentos Digitais”: entenda como o método vem transformando a economia chinesa

“A Revolução dos Pagamentos Digitais”: entenda como o método vem transformando a economia chinesa

Assim como vem acontecendo na China, o Brasil tem todas as condições de avançar muito socialmente e economicamente com os pagamentos digitais.

Em meio a um crescimento expressivo no uso de carteiras digitais[1]  no Brasil e a profusão de informações sobre a entrada do PIX no mercado a partir de novembro, é normal que existam dúvidas de como será o futuro dos pagamentos no Brasil. Até que ponto os pagamentos digitais podem transformar a vida das pessoas? O acesso a essas tecnologias será democrático? Teremos apenas uma mudança de hábitos no modo de pagar ou os pagamentos instantâneos poderão trazer transformações além do que podemos imaginar?

Para discutir essas questões, vamos discutir aqui um pouco do cenário brasileiro e analisar mais de perto o que os pagamentos digitais já fazem em outros contextos. Um dos primeiros pontos que favorece a expansão dos pagamentos digitais no Brasil é a nossa presença no ambiente virtual. Pesquisa da GlobalWebIndex mostrou que o Brasil é o segundo país em que as pessoas passam mais tempo nas redes sociais, atrás apenas das Filipinas.

Além disso, o caminho que nosso país está trilhando na esfera tecnológica tem despertado a atenção de grandes nomes mundiais, como é o caso do futurista e cofundador da Singularity University, Raymond Kurzweil. Em entrevista à revista digital HSM Experience, ele afirmou que tem acompanhado de perto os avanços do Brasil e enfatizou que o país está caminhando bem quando o assunto é tecnologia. Ele ressaltou que considera o Brasil potencialmente inovador e que a estrutura de desenvolvimento de software está cada vez mais acessível, o que faz com que o país se beneficie disso.

Como seria um contexto de predominância dos pagamentos digitais?

Para entender um pouco mais este cenário, o especialista em tecnologia e apresentador do programa Expresso Futuro, do canal Futura, Ronaldo Lemos, esteve na China para mostrar a penetração dos pagamentos instantâneos no país. O episódio “A Revolução dos Pagamentos Digitais” está disponível no YouTube.

Vale lembrar que a gravação foi feita antes do início da pandemia de Covid-19. Ou seja, algumas das transformações mostradas no episódio já estão começando a acontecer no Brasil, como vamos mostrar logo mais neste artigo.

Na China, os pagamentos instantâneos já vem provocando transformações profundas ao longo dos últimos 15 anos. Em sua viagem investigativa, o apresentador esteve na cidade de Hangzhou, considerada o berço do comércio na China e também a cidade onde começou a atual revolução nos meios de pagamentos. Para se ter uma ideia, a cidade foi uma das primeiras a declarar independência do dinheiro em papel.

Por lá, comerciantes provenientes de zonas rurais que vendem seus produtos em feiras e ambulantes pelas ruas já estão inseridos tecnologicamente para receber pagamentos digitais. De que forma isso acontece? Por meio das plaquinhas estáticas de QR Code. O cliente escolhe o que vai comprar, lê o código impresso em uma plaquinha que pode ser até mesmo de plástico ou adesiva e o dinheiro é transferido automaticamente para o comerciante.

O formato já vem sendo adotado no Brasil por carteiras digitais, mas o método que até pouco tempo ainda era incipiente, está passando por uma ampla expansão com a necessidade do distanciamento social em função da pandemia da Covid-19. A projeção é que a adesão a esses tipos de pagamentos tome uma proporção ainda maior com a entrada do PIX em breve.

Lemos mostrou também o potencial dos chamados superapps, que já dominam a economia chinesa há muito tempo. Para quem não sabe o que o termo significa, os superapps são aplicativos que reúnem uma série de serviços. Na China, existem superapps que reúnem serviços financeiros, delivery de comida, transporte, entre outros. Por aqui, esse movimento também começa a ganhar força, com apps que já estavam no mercado e que gradativamente vão expandindo os serviços que oferecem.

Para se ter uma ideia do alcance dos pagamentos digitais, o episódio mostrou um dado impressionante: o Alipay, um dos principais superapps que atua na China, chegou a alcançar um pico de 256 mil transações sendo processadas por segundo no Dia dos Solteiros de 2017. A data comemorativa, que começou como uma brincadeira para competir com o Dia dos Namorados, teve adesão e hoje é considerada uma das datas mais importantes para o comércio do país. Anualmente, a China registra US$ 20 trilhões em transações via pagamentos digitais, ainda conforme dados apresentados no episódio. Durante sua estadia, Lemos visitou um restaurante em Hangzhou completamente integrado aos pagamentos digitais. Antes mesmo do surgimento da pandemia, o restaurante já contava com QR Codes afixados em todas as mesas, para que o consumidor abra o cardápio com a leitura do código. O pedido é pago pelo celular de imediato e o consumidor pode escolher se vai comer no local ou solicitar a entrega em outro endereço. No Brasil, os QR Codes vêm sendo amplamente adotados em bares e restaurantes para atender os protocolos de higiene e distanciamento social em função da Covid.

Na China, os pagamentos instantâneos já vem provocando transformações profundas ao longo dos últimos 15 anos!

Desafios: Brasil precisa avançar em estratégias de inclusão financeira

Um dos grandes diferenciais dos chineses para o sucesso que os pagamentos digitais têm feito no país é a adoção de estratégias que permitam a inclusão digital e financeira dos pequenos produtores e comerciantes ao redor do território. Afinal, 570 milhões de pessoas na China habitam regiões rurais ou cidades do interior.

Neste sentido, a digitalização dos meios de pagamentos têm permitido que negócios familiares se expandam de forma nunca antes imaginada. É o caso da Hangzhou Zhenghao Tea. Em entrevista ao programa, a responsável pela marca afirmou que em 2011 o faturamento anual da empresa foi de US$ 500 mil. Ao final de 2018, esse número saltou para US$ 20 milhões. O segredo para isso foi a abertura de uma loja online, assim a marca começou a exportar o chá para outras regiões e países.

Para que os produtores tenham mais oportunidades, eles se reúnem e utilizam uma estrutura logística disponibilizada por grandes players do mercado chinês, como o Alibaba. Isso envolve a disponibilização de espaços físicos para que esses produtores recebam treinamento de como abrir uma loja online para expandirem seus negócios. Isso tem garantido capacitação e inclusão para pessoas analfabetas ou semianalfabetas.

Com essa perspectiva, sabemos que o desafio que o Brasil tem neste momento para criar uma adesão massiva desses serviços em todo o território é justamente a criação de instrumentos para se conectar de uma forma mais profunda com a população do interior. Isso se reflete não só em termos de qualidade de conexão à internet, mas também é preciso endereçar os desafios culturais para atender as necessidades dessas pessoas e mostrar a elas que esses serviços são confiáveis.

Se essas premissas forem observadas, temos todas as condições de avançar de forma inimaginável com os pagamentos digitais, promovendo inclusão financeira, desenvolvimento social e econômico para o país.  Sua loja precisa acompanhar as mudanças pelas quais estamos passando e a Shipay está aqui para te ajudar. Nossa solução integra o seu PDV para que você possa receber pagamentos das principais carteiras digitais do mercado.

Sua loja está mudando com a mesma rapidez que o seu cliente?

Sua loja está mudando com a mesma rapidez que o seu cliente?

A tendência de crescimento dos pagamentos digitais acompanha mudanças de comportamento do consumidor que já vem se consolidando há alguns anos. É o que aponta, por exemplo, relatório divulgado no começo deste ano pela consultoria em varejo financeiro Boanerges & Cia. Os dados mostram que os pagamentos por cartão ou mobile já representavam uma fatia de 21% do mercado de pagamentos ainda em 2009. O percentual saltou para 39% em 2019. 

No documento, a consultoria fez uma projeção de que os pagamentos instantâneos representariam uma fatia de 11% do mercado até 2029 em um cenário conservador. Para um cenário agressivo, a projeção foi de 20% do total de pagamentos realizados no Brasil. Vale lembrar que o relatório foi divulgado em janeiro deste ano, ou seja, antes do início da pandemia de Covid-19 e todos os seus desdobramentos em termos de mudanças comportamentais. 

Com a nova realidade de distanciamento social e a incerteza sobre dias futuros, a tendência é de que esse percentual seja ainda maior, tendo em vista que os pagamentos digitais se mostram mais seguros para os consumidores, uma vez que não dependem de contato direto com maquininhas. 

Outro ponto relevante que merece ser ressaltado é que uma vez que as pessoas criam um novo hábito financeiro, mais prático e mais seguro do que as transações tradicionais, dificilmente essas pessoas voltam aos padrões de comportamento anteriores. 

O movimento de expansão do e-commerce durante a pandemia é um espelho interessante para analisarmos a velocidade com que as pessoas podem mudar os seus hábitos a depender das circunstâncias dadas. Relatório semestral sobre o segmento elaborado pela Ebit|Nielsen em parceria com a Elo mostrou que 72% dos consumidores passaram a usar ou estão usando mais os aplicativos de entrega durante a pandemia. 

O aumento da preocupação com a própria segurança, a adoção de hábitos de higiene mais recorrentes e rigorosos favorecem a digitalização dos pagamentos digitais.

Para atender os interesses do consumidor, o varejo deve estar apto a fazer as transformações necessárias com a mesma rapidez com que os hábitos de consumo estão mudando.  A Shipay está aqui para auxiliar os varejistas neste sentido.

Entre em contato conosco e faça a integração do seu PDV para receber pagamentos das principais carteiras digitais do mercado de forma prática, segura e centralizada.

Data System e Shipay integram hub de carteiras digitais

Data System e Shipay integram hub de carteiras digitais

Segundo estudo realizado pela Bain & Company, as carteiras digitais vão representar 28% do mercado de pagamentos em 2022. A modalidade promove menos filas, praticidade e agilidade, experiências que o consumidor digital busca nas lojas físicas e tende a ganhar força no varejo após o afrouxamento da quarentena da Covid-19, que buscará novas medidas de pagamento sem contato físico para evitar uma segunda onda de proliferação do vírus.

De olho neste cenário, a Data System, empresa especialista em soluções de gestão para o varejo de calçados e roupas, e a Shipay, fintech que tem como propósito facilitar o relacionamento dos consumidores e comerciantes por pagamento digitais, firmaram uma parceria para fomentar o uso das e-wallets no varejo de moda, segmento que ainda é incipiente no uso desta tecnologia.

A solução da Shipay, que é um hub das principais carteiras digitais disponíveis no mercado, como PicPay, Mercado Pago, Ame, PagueBank e RappiPay, entre outras, foi integrada ao ERP (Enterprise Resource Planning) especialista em lojas de calçados e roupas da Data System, tornando o processo de adesão ao modelo de pagamento digital mais simplificado.

Sem a solução da Shipay, o lojista teria de realizar projetos de desenvolvimento a cada nova carteira digital que desejasse integrar ao seu ERP. “A vantagem em ter um hub integrador de carteiras digitais é ter uma única plataforma de gestão, tornando o processo de adesão ágil, confiável e seguro. Sem contar que as e-wallets hoje são uma alterativa às altas taxas de juros dos cartões de crédito, oferecendo aos lojistas uma vantagem competitiva para a redução de custos”, acrescenta Rodrigo Roland, CEO da Data System.

Hoje, as taxas médias dos maiores adquirentes do Brasil são de 3,85% para crédito e de 2,15% para débito. Já as taxas médias das principais carteiras digitais são de 2,42 % para crédito e de 1,23% para saldo em conta. Ou seja, as carteiras digitais representam uma economia de 37,14% para crédito e 42,79% para saldo em conta quando comparada às taxas praticadas pelas tradicionais adquirentes

O processo de pagamento por carteiras digitais é bem simples e cerca de 61% dos brasileiros das classes A, B e C que possuem smartphones já são usuárias recorrentes desta modalidade, aponta a Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC). A praticidade é a principal vantagem para 47% dos consumidores, enquanto 53% apontam as transações imediatas e a confirmação instantânea como maiores atrativos.

No modelo proposto pela parceria, o cliente informa ao caixa por meio de qual carteira digital deseja pagar, o caixa escolhe a opção desejada e o sistema de gestão gera um QR Code, que pode ser impresso ou apresentado no monitor da loja. Em uma destas opções, o cliente faz a leitura por meio do aplicativo da carteira digital e a venda é finalizada após a confirmação de pagamento no app. “No aspecto de segurança, a transação é criptografada de ponta a ponta e utilizamos chaves que identificam até o caixa da loja, prevenindo as fraudes”, acrescenta Fábio Ikeno, CTO da Shipay.

De acordo com Charles Hagler, co-fundador da Shipay, além da facilidade e da fluidez da experiência, as carteiras digitais também se destacam por causa dos benefícios promovidos ao usuário. “Os programas de incentivos, como o cashback, que promovem uma porcentagem de reembolso imediato dos valores gastos para usar em outras compras, são um grande atrativo para os consumidores utilizarem as e-wallets”, aponta ele.

As carteiras digitais também promovem a divulgação das lojas por meio da geolocalização. Ao abrir o aplicativo da carteira, automaticamente são indicadas as lojas naquela região que possuem o sistema de pagamento e os respectivos descontos. Essa medida leva mais clientes para às lojas, que podem se beneficiar da base de clientes das carteiras, como a PicPay, que tem 20 milhões, o Mercado Pago, com 7,9 milhões e a Ame, com 7 milhões.

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