REAL DIGITAL: deve inaugurar uma nova etapa no sistema financeiro do Brasil

REAL DIGITAL: deve inaugurar uma nova etapa no sistema financeiro do Brasil

Quando o engenheiro Gordon Moore “profetizou” a lei de crescimento exponencial, apontando que o número de transistores dentro de um processador dobraria a cada dois anos, ele não tinha como saber que sua previsão seria tão certeira.

Mais além, ele não poderia imaginar que o crescimento exponencial da tecnologia extrapolaria sua previsão e alcançaria os patamares que estamos observando hoje. Há pouco mais de um ano, ninguém poderia imaginar que seria possível fazer transações instantâneas com tanta praticidade e o Pix surpreendeu a sociedade. Agora, nos preparamos para um novo capítulo com possibilidades ainda inimagináveis: a chegada do real digital. 

Trata-se de uma moeda virtual que está em fase de desenvolvimento pelo Banco Central – com alguns testes previstos já para o ano que vem. Para a população geral, a novidade deve chegar por volta de 2024, com o Pix e o Open Banking em uma fase bem mais madura. Como tudo ainda está em uma etapa bem embrionária, há quem confunda o real digital com criptomoeda, a diferença é que a primeira será uma moeda digital desenvolvida e regulada pelo Bacen, enquanto a segunda não está sujeita à regulação de nenhum banco central. 

O real digital terá valor corrente, exatamente igual ao valor do real físico, só que com uma abrangência de aplicação muito maior. Não estamos falando apenas de uma moeda para fazer transações no ambiente digital, mas de uma ferramenta capaz de trazer inovações e provocar disrupções muito maiores. Uma das possibilidades seria o dinheiro programável, que permitiria designar algumas quantias para usos específicos. Com a chegada do 5G e da Internet das Coisas, o real digital também teria espaço para usos muito mais futuristas em aparelhos inteligentes. Neste cenário, carros e eletrodomésticos poderiam ser programados para fazer compras automáticas. 

Outra possibilidade importante que aparece no cenário é a facilitação de transações internacionais. Enquanto se discute a possibilidade de criação do Pix Internacional, o desenvolvimento do real digital seria um grande passo para a concretização de transações internacionais instantâneas, com uma conversão mais prática e rápida. Obviamente será necessário avançar nos arranjos com os bancos centrais de outros países, mas o ambiente é favorável para que essas discussões avancem num sentido positivo. Isso facilitaria as remessas de dinheiro entre brasileiros residentes no exterior para suas famílias e vice-versa, poderia facilitar a dinâmica do comércio exterior, além de criar um ambiente favorável para o surgimento de diversos modelos de negócio disruptivos. 

Pense, por exemplo, em um e-commerce internacional com conversão instantânea de moeda estrangeira para real. O horizonte está aberto e o momento é para desenvolver ideias, pois a ferramenta vem com um potencial gigantesco de reduzir barreiras burocráticas e baratear custos de operação. 

Aliás, esse é justamente o desafio dos players do mercado de pagamentos. Instituições financeiras e fintechs, entre elas a Shipay, estão trabalhando para entender o universo de possibilidades de uso que o real digital traz. Ao redor do mundo, outros países trabalham no desenvolvimento de moedas digitais, mas cada um deles focando em aplicações que fazem sentido para suas realidades. O Brasil vem trilhando um caminho de destaque neste cenário, com o Pix muito bem desenvolvido e um espaço muito favorável para o desenvolvimento amplo do Open Banking. À medida que essas ferramentas, que já estão inseridas no mercado, vão ganhando robustez, o real digital também já ganha condições de nascer em uma fase de maturidade muito avançada em relação a outros países. 

Não perca vendas, a Shipay tem a solução para fazer você aceitar Pix direto no seu sistema atual!

Olhos abertos para o futuro: o Open Finance deve evoluir para Open Data

Olhos abertos para o futuro: o Open Finance deve evoluir para Open Data

Há poucos meses atrás falávamos sobre as transformações que seriam provocadas pelo Open Banking, pouco tempo depois o termo foi “atualizado” para Open Finance e muita gente ainda nem sabe qual é a diferença entre os dois.

De fato, não estamos falando sobre sinônimos, seria mais correto dizer que o Open Finance é uma evolução do Open Banking, já que este abrangia apenas instituições bancárias, enquanto aquele abrange o guarda-chuva e traz também outras instituições do ecossistema financeiro, como corretoras, seguradoras, etc. 

No Brasil, o sistema ainda está em fase de implementação e ainda existe um longo caminho de esclarecimentos e educação financeira a respeito das quebras de paradigmas que estão por vir em breve com esse novo modo de tratar dados e oferecer serviços. Se todos esses processos parecem muito acelerados, o leitor talvez se assuste em perceber que existe outro conceito ainda mais avançado já em discussão em outros países: o Open Data. 

Recentemente, Bruno Diniz publicou um artigo interessante sobre o tema no portal Exame, fazendo uma breve análise do que seria esse próximo passo. Resumidamente, enquanto o Open Banking e Open Finance estavam totalmente centrados em produtos e serviços financeiros, o Open Data abre espaço para a entrada de outros setores, como energia, telecomunicações, indústria, educação, saúde, entre outros. Em outras palavras, já existem países realizando estudos para entender como organizar a infraestrutura e a interoperabilidade para que dados extraídos de setores diversos possam convergir em inovação e crescimento. Pense na infinidade de modelos de negócios e melhorias para a sociedade que podem surgir em uma realidade avançada em Open Data. 

No Reino Unido, o Open Finance deve evoluir para Open Data abarcando inicialmente setores de energia e telecomunicações. Posteriormente, é possível que varejo, educação, saúde e transporte também façam parte do sistema. Na Austrália também foi dado um passo além do financeiro, abrangendo energia e telecomunicações. Por fim, o projeto mais robusto é o da União Europeia, que vem investindo na criação de um ambiente seguro para o compartilhamento de dados com a meta de até 2030 ter um sistema que abranja além de Finanças, Indústria, Mobilidade, Energia, Agricultura, Administração Pública, Habilidades, Ciências e Saúde. 

Ainda que tudo isso esteja em fase de estudos, tudo aponta para uma realidade cada vez mais revolucionária. Essas novas possibilidades ampliam também o espaço e a necessidade para discussões éticas e ferramentas capazes de lidar com novos desafios, mas a vivência nos mostra que todos os avanços que estamos experimentando vem acompanhados de contrapesos que nos garantem mais segurança. 

A própria questão do compartilhamento de dados aos poucos é absorvida pela sociedade com mais segurança com aparatos como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), a qual inclusive foi inspirada em um modelo muito parecido que já vigorava na União Européia. 

No Brasil, ainda estamos dando os passos iniciais com o Open Finance – que certamente trará muitos avanços na experiência de uso de produtos e serviços financeiros -, mas os resultados obtidos globalmente com o desenvolvimento do Open Data nos trarão lições valiosas para passos futuros. 

A Shipay acredita na inovação aberta, no compartilhamento de expertises e na construção de sistemas que primordialmente construam experiências mais valiosas para a sociedade como um todo, por isso o otimismo em observar um futuro com tantas possibilidades. 

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