Últimas atualizações sobre o PIX

Últimas atualizações sobre o PIX

Lançado na metade de novembro de 2020, o PIX vem obtendo o sucesso esperado pelo Banco Central (BC). Segundo relatório da instituição, mais de 46 milhões de brasileiros já usaram o PIX no primeiro mês de operação.

Ainda de acordo com o BC, o sistema possui mais de 116 milhões de chaves cadastradas por cerca de 49,4 milhões de usuários. Se levarmos em conta os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), existem 96,1 milhões de brasileiros economicamente ativos, ou seja, quase metade deles já utiliza o PIX.

Confira abaixo as principais dúvidas sobre o PIX:

Por que o PIX foi criado?

Com o crescimento dos meios de pagamentos digitais no país, o PIX surge como uma alternativa rápida para introduzir o Brasil ao mercado de pagamentos instantâneos. O meio também é mais seguro e flexível do pagamento com boleto, dinheiro em espécie, TED, DOC e cartões de crédito. O PIX é a melhor alternativa para enviar e receber pagamentos com velocidade.

Como pagar com PIX?

É bem simples! Basta entrar no aplicativo do seu banco/fintech, selecionar a opção PIX e realizar o pagamento através da chave ou do QR Code. Assim, o pagamento com PIX é realizado em poucos cliques.

Como funciona a integração com PIX?

Na solução da SHIPAY, o PIX é integrado no sistema de caixa do PDV da loja física do cliente. Assim, ele não precisa se preocupar com nenhuma configuração. Basta utilizar a solução e receber e enviar pagamentos via PIX diretamente na loja.

O PIX é seguro?

Sim, o PIX é um sistema de pagamentos seguro. De acordo com especialistas, o meio possui a mesma logística de pagamento de um TED ou DOC, ou seja, é tão seguro quanto as demais formas de transferências de valores do mercado.

PIX funciona final de semana?

Sim. O funcionamento do PIX é no formato 24 por 7, ou seja, o PIX está disponível 24 horas por dia e 7 dias por semana. Então, você pode fazer um PIX no sábado, no domingo e também em feriados.

Transferência pelo PIX paga taxa?

Para transferências de pessoas físicas e MEI são gratuitas. Em caso de recebimento de valores pode ser cobrada uma tarifa em transações realizadas por QR Code dinâmico ou quando uma conta recebe mais de 30 transações mensais por conta.
 Para empresas, a cobrança de taxa depende da instituição financeira escolhida. Muitas instituições não estão cobrando taxas para recebimento de pagamentos via PIX, outras estão oferecendo taxas perto do 0%.

Quem inventou o PIX?

O PIX é um sistema de pagamentos criado e gerido pelo Banco Central do Brasil BACEN

Pessoa jurídica paga PIX?

Empresas podem transferir valores entre si via PIX, assim como pagar pessoas físicas. Como citado em outro tópico acima, pessoa jurídica (empresas) pode pagar taxa por recebimento de valores, elas não pagam taxas para transferir dinheiro.

Quanto posso transferir pelo PIX?

O Banco Central definiu que as instituições financeiras têm liberdade de definir os valores de transferência e pagamentos pelo PIX. Porém, o BC instituiu um limite, o valor não pode ser menor que 50% do disponibilizado para um TED ou a 100% do limite de compras de cartões de débito.

Também ficou definido que os valores de transferência podem variar de acordo com o dia da semana e o horário. Essa determinação vale até 28 de fevereiro deste ano. A partir do dia 1° de março de 2021, o limite mínimo será o mesmo valor autorizado para TED e compras em cartões de débito.

Para ter uma ideia das diferenças entre as instituições, vamos pegar as determinações da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil.

Na Caixa, o limite é de R$ 5 mil nas transações realizadas entre 6h01 e 22h durante todos os dias da semana. Entre 22h e 0h, o valor limite cai para R$ 3.500. Já os usuários do Caixa Tem, tem limite único de R$ 1.2000 para qualquer dia ou horário.

No Banco do Brasil, o limite do valor é de 50% do determinado pela instituição para TED, entre 6h e 20h em dias úteis. Nos finais de semanas e feriados entre 20h e 6h, o limite varia de acordo com o público, variando entre R$ 1 mil e R$ 10 mil.

Como cancelar pagamento feito com PIX?

Não há como cancelar uma transação via PIX. Por isso, é recomendado que o usuário preste bastante atenção na hora da transferência para confirmar os dados do destinatário. Assim, ele pode transferir corretamente.

Caso o PIX seja feito para uma conta errada, não há como cancelar ou estornar o valor transferido. O usuário deverá entrar em contato com o recebedor para verificar a possibilidade de devolução do montante.  

PIX paga imposto de renda?

Não, porém a uma discussão entre representantes do governo que pedem a cobrança de uma nova CPMF em cima das transações via PIX. O próprio Ministro da Economia, Paulo Guedes, já deixou claro que é a favor do novo imposto sobre as transações digitais. A alíquota da taxa ainda será definida, mas deve ficar entre 0,10 ou 0,15%, segundo Paulo Guedes.

Quando o PIX entrou em vigor?

O PIX entrou em vigor em todo o país no dia 16 de novembro de 2020.

Quanto tempo leva Tempo para “cair” um PIX?

O PIX é um sistema de pagamentos instantâneos, a estimativa é que dure até 10 segundos para a transação ser concluída.

Quer aceitar o Pix na sua Loja? Clique abaixo no Pix para o Varejo

Taxa de erro de TED chega a ser 10 vezes maior em relação ao PIX

Taxa de erro de TED chega a ser 10 vezes maior em relação ao PIX

Como já imaginávamos, a adoção do PIX vem superando expectativas e os números apresentados em balanço recente do Banco Central são muito animadores não só para pessoas físicas, mas também para varejistas.

Além de um volume expressivo de transações em pouco tempo de presença da operação no mercado, a nova plataforma também tem se mostrado mais eficiente do que o tradicional TED.

A eficiência elevada ajuda a derrubar uma das barreiras que naturalmente a ferramenta encontraria no mercado, que é o receio do novo, a resistência que as pessoas podem demonstrar diante do desconhecido.

Segundo divulgado pelo Banco Central, foram feitas 92,5 milhões de transações com um total de R$ 83,4 bilhões transacionados. Até a conclusão deste texto, eram 116 milhões de chaves cadastradas no sistema.

A escala do uso é impressionante: na primeira semana de operação do PIX, foram 12,2 milhões de transações, enquanto na primeira semana de dezembro esse volume saltou para 29,1 milhões.

Sobre a questão da eficiência, a autoridade monetária divulgou que as taxas de transações rejeitadas ficaram entre 4% e 5% no caso do TED, enquanto no PIX o percentual foi de apenas 0,5%. Ou seja, além de mais rápida e mais barata, a nova ferramenta também tem uma taxa de erro menor.

Do ponto de vista dos varejistas, esse é um dado tão importante quanto o volume de transações. Enquanto o primeiro traz uma perspectiva positiva em relação a adesão da ferramenta, o segundo ajuda a fortalecer a confiança na ferramenta de um modo mais amplo.

Já mirando em um futuro próximo, é importante que o varejo também esteja ciente de que o Banco Central já anunciou o início de uma nova funcionalidade do PIX ainda no primeiro trimestre de 2021, o PIX Cobrança.
Isso permitirá que a ferramenta seja usada para o pagamento de cobranças com datas futuras. A nova função é similar a um boleto, com a diferença que o PIX agendado deve efetuar a transação na data especificada, enquanto o boleto pode demorar de um a dois dias úteis para ser compensado.

Sobre os cadastros de chaves, como é possível que uma pessoa ou empresa cadastrem mais de uma chave, o volume de pessoas físicas que já aderiram ao sistema soma 46,4 milhões.

E dentro desse volume, é interessante notar também que os cadastros estão bem divididos entre faixas etárias distintas: o grupo mais volumoso é composto por pessoas até 40 anos (36,8%), seguido do grupo de pessoas com 41 e 70 anos (32,8%).

Isso mostra que a adesão à ferramenta tem acontecido de um modo bem distribuído. Ainda que as gerações mais novas tradicionalmente tenham mais facilidade com novas ferramentas, isso não significa que o uso do PIX ficará restrito somente aos jovens.

A integração da sua loja física ou online ao PIX é essencial para que você se mantenha à frente da concorrência e preparado para oferecer uma experiência mais fluida e moderna aos seus clientes.

A #Shipay oferece uma solução que integra o seu sistema ao PIX e às principais carteiras digitais em um só hub, o que facilita as operações no dia a dia e também a conciliação das contas.

Shipay no Valor: Expansão do sistema no varejo é vital, mas gradual

Shipay no Valor: Expansão do sistema no varejo é vital, mas gradual

Shipay na Mídia
Expansão do sistema no varejo é vital, mas gradual

Grandes redes oferecem o serviço e orientações para o consumidor

Grandes redes varejistas, como Grupo Pão de Açúcar (GPA), Americanas e C&C Casa e Construção, começaram a aceitar pagamento por Pix via QR Code em lojas físicas e no e-commerce. Entre executivos do setor e especialistas, é consenso que o varejo é fundamental para o Pix ganhar fôlego como instrumento de pagamento dos brasileiros.

No GPA, o desenvolvimento da estrutura tecnológica necessária à integração do Pix com as lojas exigiu, em um período de 45 dias, o envolvimento de mais de 200 pessoas, sendo três equipes inteiramente dedicadas às operações do novo sistema de pagamentos, conta Cedric Faustino, gerente-geral de serviços financeiros do GPA.

Desde 16 de novembro, o Pix, via QR Code, está disponível em lojas das bandeiras Extra, Pão de Açúcar, Assaí, além de postos de combustível e drogarias do grupo. “São mais de oito mil pontos de vendas, em 22 Estados mais o Distrito Federal, que já estão operando com Pix em lojas das três bandeiras”, diz Faustino.

Para o primeiro trimestre de 2021, a ideia é expandir essa opção ao autosserviço. A implantação no e-commerce das bandeiras deve ocorrer até o fim do próximo ano, prevê.

Pix no varejo
Pix no varejo

Não há, por enquanto, incentivo ou desconto para os consumidores que escolhem essa modalidade de pagamento. O grupo tem se concentrado em orientar os clientes sobre a opção.

Materiais ilustrativos nos caixas de atendimento informam sobre o novo meio de pagamento, e mais de mil colaboradores, das lideranças aos operadores de caixas, em todo o país, passaram por treinamentos on-line para orientar os clientes sobre o uso do Pix. Para o executivo, a adoção será gradual.

A Americanas aceita Pix em dez unidades no eixo-Rio São Paulo como projeto piloto. A ideia é que o novo meio de pagamento esteja disponível nas mais de 1.700 unidades da marca por todo o Brasil nas próximas semanas.

No e-commerce, a empresa já oferece aos clientes a possibilidade de pagar as compras usando o Pix com leitura do QR Code ou por meio do aplicativo da Ame Digital, carteira digital da Americanas e da B2W.

Startups vêm desenvolvendo soluções para apoiar a integração do Pix no PDV de pequenos, médios e grandes varejistas. A Shipay criou uma tecnologia que integra o novo método de pagamento e as principais carteiras digitais por meio de conexão com PDVs e sistemas de gestão empresarial (ERP, na sigla em inglês).

Com cerca de 70 automações parceiras, a fintech está em mais de mil estabelecimentos comerciais, como Burger King e Sterna Café. “Estamos começando a entrar em supermercados e crescendo em postos de combustíveis”, conta Luiz Coimbra, co-CEO e fundador da Shipay.

Para Boanerges Ramos Freire, presidente da consultoria especializada em varejo financeiro Boanerges & Cia, o Pix inaugura uma nova fase no mundo de pagamentos, mas sua adoção no varejo levará tempo. “O varejo ainda vai ter um processo de ‘onboarding’, mas está indo num ritmo intenso”, aponta. No futuro, o potencial é grande.

Nas estimativas da consultoria, os pagamentos instantâneos podem ultrapassar os feitos com dinheiro em dez anos e, em 2050, ter participação de 21% no consumo privado, contra 3% do dinheiro dos pagamentos em dinheiro

A adoção do sistema, no entanto, esbarra nas festas de fim de ano, prioridade para os lojistas, que precisam recuperar as vendas perdidas durante a pandemia, diz o especialista.

Não à toa, algumas empresas optaram por se concentrar na Black Friday e no Natal, em vez de adaptar sistemas e tecnologias para se integrar ao Pix. É o caso do Magazine Luiza, que não concluiu os testes e ficou de fora da lista inicial de participantes do sistema. A empresa informou por meio da assessoria de imprensa que voltou a trabalhar na tecnologia.

FONTE: https://valor.globo.com/publicacoes/suplementos/noticia/2020/12/23/expansao-do-sistema-no-varejo-e-vital-mas-gradual.ghtml

por DANYLO MARTINS

Entenda por que vale a pena se antecipar e adequar a sua loja para receber pagamentos via PIX

Entenda por que vale a pena se antecipar e adequar a sua loja para receber pagamentos via PIX

Todos nós acompanhamos os esforços de divulgação do Pagamento via PIX neste ano por parte do Banco Central e também por muitas instituições financeiras. Com o sistema já em funcionamento e com números muito animadores logo na primeira semana de operação, a grande expectativa do mercado é entender como será a aderência do novo método de pagamento pelo varejo. Afinal, neste primeiro momento, o direcionamento massivo da publicidade foi voltado para pessoas físicas.

O fato é que a aderência ao PIX por parte do varejo tem benefícios tanto para o lojista quanto para o consumidor final. E neste sentido, o próximo movimento previsto na agenda do Banco Central pode servir para impulsionar a adoção no varejo de um modo mais amplo: o saque PIX, com previsão de ser lançado no primeiro semestre do ano que vem. Os pagamentos via Pix, prometem permitir que consumidores façam saques em bocas de supermercados, farmácias e outros comércios. Ou seja, o consumidor tem acesso a dinheiro em espécie de forma mais rápida e prática para eventuais despesas corriqueiras ou imprevistos, enquanto o varejista recebe o valor imediatamente.

O varejo, por sua vez, ganha em fluxo de caixa, já que o valor entra em conta de imediato.

Aliás, independente de quando a funcionalidade vai entrar em operação, a questão do fluxo de caixa é outro grande benefício para o varejo. Hoje, o varejista arca com taxas elevadas nas operações de crédito e o dinheiro leva em média 30 dias para cair em conta. No débito, é preciso aguardar de um a dois dias. A entrada de dinheiro de forma instantânea via pagamentos feitos pelo PIX ajuda o varejista a ficar mais preparado para lidar com custos imprevistos no dia a dia, como o pagamento de alguma multa ou despesa fora do planejamento. Outro fator importante do ponto de vista de adesão é que, se as transações de pessoa física continuarem em um patamar relevante como observamos logo nos primeiros dias de lançamento da plataforma, é possível que muito em breve os próprios consumidores passem a demandar essa opção das lojas – e esse é com certeza o apelo mais forte, tendo em vista que ninguém quer perder espaço para a concorrência por não oferecer novas opções de pagamento ao consumidor.

Neste momento, tendo em vista a concorrência acirrada existente entre os bancos tradicionais, bancos digitais e Fintechs, o varejista tem espaço para batalhar por taxas mais atrativas e muito inferiores às praticadas por outros métodos de pagamento. Esse é o momento mais oportuno para que o varejo se antecipe, negocie e adapte suas lojas para oferecer essa forma de pagamento ao consumidor final.

A solução da Shipay oferece integração do PIX ao PDV, garantindo mais segurança e fluidez para a operação de caixa. Assim, o pagamento pode ser feito com confirmação imediata na tela do caixa, sem a necessidade que o lojista fique logado ao sistema de internet banking para conferência. Clique aqui e faça a sua integração.
Pix pode ser um passo sólido para o desenvolvimento do Open Banking no Brasil

Pix pode ser um passo sólido para o desenvolvimento do Open Banking no Brasil

As discussões em torno do Pix naturalmente vêm ganhando mais evidência nos noticiários econômicos, tendo em vista o lançamento da ferramenta neste mês.

E para além dos benefícios que o Pix em si pode trazer para varejistas e consumidores em geral, a forma como essa ferramenta vai funcionar na sociedade civil tem muito mais a nos dizer sobre um capítulo mais amplo na história do setor financeiro: o open banking.

A discussão foi retomada recentemente em editorial do Estadão e vale a pena conversarmos um pouco mais sobre esse cenário.

Para quem já ouviu falar, mas não tem muita familiaridade com o termo: a premissa central do open banking é criar um conjunto de regras para o uso e compartilhamento de informações financeiras entre as instituições para que haja uma oferta mais ampla de serviços no mercado.

Seguindo esse molde, os usuários desses serviços também teriam mais autonomia para controlar seus dados e fazer movimentações financeiras, sem tanta dependência de instituições bancárias, como acontece no modelo atual. Isso criaria um ambiente de maior competitividade e paridade entre bancos tradicionais, bancos digitais e fintechs em geral.

É de conhecimento público que o Banco Central tem intenção de implementar o open banking no Brasil e o lançamento do Pix pode ser enxergado como um passo neste sentido.

Por essa ótica, podemos imaginar que a observação sobre a aderência do consumidor e a jornada de adaptação das instituições financeiras servirão como termômetro para entender o mercado, bem como oportunidade para criar as bases para desenvolver o open banking no país.

Hoje, temos como exemplo Reino Unido e Índia desenvolvendo modelos de open banking que estão funcionando com sucesso. Com a ressalva das diferenças socioeconômicas e culturais existentes em relação ao Brasil, o fato do open banking estar seguindo por um caminho positivo nesses países é um bom referencial para que o Bacen siga observando.

Globalmente, os desafios do open banking, como foi bem pontuado no editorial citado acima, é a preocupação com fatores como garantia de proteção de dados compartilhados, verificação da identidade dos usuários e segurança nas transações financeiras.

Neste aspecto, um amparo legal que já existe no sentido de reforçar a segurança e a proteção da identidade dos usuários é a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que entrou em vigor recentemente.

Em um âmbito mais prático, o Bacen tem o desafio neste momento de conquistar a confiança do mercado e dos usuários em relação ao Pix. Afinal, o nível de confiabilidade na ferramenta garante mais abertura e segurança por parte da população em relação a um modelo de open banking no futuro.

É impossível predizer quanto tempo levará para que essa pauta evolua, mas é importante estar sempre de olho não só no agora, mas no que possivelmente virá pela frente.

Um modelo de open banking bem estruturado pode ser uma ótima notícia tanto para os players do mercado quanto para a população em geral, tendo em vista o aumento da oferta de produtos e serviços, e a possibilidade de aumentar a inclusão financeira.

Integrar Pix ao varejo pode garantir vantagem competitiva durante a Black Friday

Integrar Pix ao varejo pode garantir vantagem competitiva durante a Black Friday

Novo método de pagamento estará disponível oficialmente a partir do dia 16 de novembro. Entenda como seu varejo pode sair ganhando com a integração do Pix.

Depois de um período intenso de divulgação tanto por parte do Banco Central quanto pelas instituições financeiras, o Pix finalmente estará disponível para uso da população a partir do dia 16 de novembro.

Com tantos holofotes voltados para a nova ferramenta de transações, nada mais natural que neste primeiro momento tanto varejistas quanto clientes estejam transitando entre a curiosidade e as dúvidas a respeito do PIX.

Para conversar um pouco mais sobre essa nova realidade, na última terça-feira (10) a Data System, parceira da Shipay, realizou um Webinar que contou com a participação do nosso Co-CEO, Charles Hagler, com a diretora de gestão do franqueado da rede Constance, Rachel Mendonça, e com o gerente de novos negócios da Data System, Murilo Roland.

Este é o momento para os varejistas adequarem seus negócios para a realidade de distanciamento social, bem como se prepararem para recuperar o volume de vendas durante a Black Friday e o Natal.

Inovação e possibilidade de recuperação de vendas

Sabemos bem que o ano de 2020 foi de forte impacto para a economia em geral e o varejo não passou incólume pelos reflexos da pandemia de Covid-19. De portas fechadas durante um período maior do que se imaginava inicialmente, as estratégias de fortalecimento e sobrevivência vieram por meio do e-commerce na primeira etapa da reação ao momento.

E ainda que as compras online permaneçam em alta, neste momento de retomada do comércio físico, é necessário que a rotina também esteja adequada à realidade do novo normal.

“Antes mesmo do lançamento, já tínhamos um horizonte de 28 milhões de pessoas cadastradas no PIX. A tendência é de que esse número continue crescendo, todo mundo vai ter acesso. Na hora de pagar uma compra, o cliente vai acessar o app do banco, apertar o botão de PIX e já fazer o pagamento. O cliente consegue pagar respeitando o distanciamento social e as taxas são muito baratas para o varejistas”, comentou Hagler.

Vale lembrar que o Pix funcionará para transações de saldo, ou seja, no varejo a ferramenta poderá ser usada para substituir pagamentos no débito, dinheiro ou boleto bancário. As compras no crédito continuarão a cargo das carteiras digitais, bancos e operadoras de cartão.

Além do contexto da pandemia, que tende a acelerar as mudanças de comportamento de consumo por questões de segurança, Roland destacou um dado muito relevante em relação ao potencial dos pagamentos digitais, que é o amplo acesso a smartphones no Brasil. Isso representa um grande potencial de inclusão financeira e acesso a serviços financeiros que no passado estariam concentrados apenas em bancos tradicionais.

“Temos um país com 90% dos domicílios com aparelho telefônico. É uma realidade em que as pessoas têm mais acesso a um aparelho do que a serviços básicos”.

Tanto o contexto de pandemia quanto o acesso amplo a smartphones são pontos importantes de serem ressaltados porque potencializam a adesão mais ampla dos consumidores aos novos métodos de pagamento.

Aliás, pesquisa recente da consultoria de consumo e inovação Consumoteca apontou um alto índice de confiança do consumidor em relação a novos métodos de pagamentos oferecidos por lojistas. Isso favorece o cenário para o uso do PIX de uma forma mais ampla como método de pagamento.

E como o varejo pode acompanhar essas mudanças?

Visando preparar a rede da Constance para a aceitação do PIX como método de pagamento, Rachel Mendonça conta que tomou a iniciativa de entrar em contato com bancos e parceiros da rede para negociar melhores taxas e períodos de carência. Para quem não sabe, o Bacen estabeleceu que o PIX será isento de taxas para transações de Pessoa Física. No caso de Pessoa Jurídica, os pagadores também têm taxa zero, enquanto os estabelecimentos recebedores pagam taxa, que fica a cargo das instituições financeiras.

“O BC deixou livre para o mercado essa questão das taxas para Pessoa Jurídica, mas a tendência é que isso se acomode. Taxas agressivas não terão adesão (devido à concorrência intensa entre as instituições). Com tantas opções, o consumidor não precisa ficar atrelado a um banco específico”, avaliou Hagler.

Mendonça contou que conseguiu uma boa negociação para um período interessante de carência para as lojas de sua rede, e reforçou aos colegas varejistas que este é o momento ideal para negociar.

“Como ainda ninguém sabe qual será o volume de vendas, a gente conseguiu negociar uma carência para ter taxa zero com o uso do PIX e futuramente discutimos isso novamente. Esse é o momento de usar o poder de barganha e não aceitar qualquer proposta”, aconselhou.

Fôlego para o fluxo de caixa e preparação para a Black Friday

pagamentos digitais

Na rede, que conta hoje com 172 lojas espalhadas pelo país, ela estima que 30% das vendas são realizadas no débito e acredita que o cliente vai acabar preferindo fazer grande parte dessas transações via PIX.

Além disso, Mendonça explica também que os boletos bancários representam por volta de 10% dos pagamentos – e nesta modalidade o PIX vem com muita força para dar mais dinamismo para o varejista.

“As transações de débito costumam ser D+1 para compensação, no boleto é preciso esperar que o cliente pague e você ainda tem ali uma janela para compensação. O PIX é instantâneo, o valor entra em questão de segundos. Isso representa uma vantagem muito grande para o fluxo de caixa do varejista”, comentou.

Tendo em vista que estamos no mês da Black Friday e que em breve teremos o Natal, considerada a data comemorativa mais importante para o comércio, a preparação do varejo para o recebimento do PIX vem como uma grande vantagem competitiva para aumentar o volume de vendas.

Segurança nas transações via PIX

Um ponto que Hagler nota nas conversas constantes com varejistas é que ainda paira uma certa desconfiança em relação ao PIX. Com o uso da ferramenta no dia a dia, certamente esse receio vai ficando para trás, mas de toda forma a Shipay surge neste contexto para trazer mais segurança e praticidade aos varejistas que desejam receber pagamentos via PIX.

De que forma isso acontece? A solução integra o PIX ao PDV da loja, de um modo centralizado e simples de utilizar no dia a dia. Isso aumenta a segurança da transação porque acrescenta uma camada extra de verificação. Além disso, o varejista não tem a necessidade de logar no aplicativo do banco a cada vez que quiser receber um pagamento.

Pela tela do PDV ele gera o QR Code para o cliente e conclui a transação. Prático tanto para o cliente quanto para quem fica na operação do caixa. Faça a integração do seu PDV e aproveite a promoção que estamos oferecendo em parceria com a Data System e o Mercado Pago: garanta 3 meses de carência para usar o PIX com taxa zero.

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