Luiz Coimbra, cofundador e Co-CEO da Shipay: “O Brasil é muito propício para inovação”

Luiz Coimbra, cofundador e Co-CEO da Shipay: “O Brasil é muito propício para inovação”

A fintech Shipay, integradora de carteiras digitais nos caixas de estabelecimentos comerciais, fechou uma rodada de capital semente que, além de fôlego financeiro, traz dois nomes conhecidos do mercado para suporte à administração. O aporte, de montante não revelado, foi feito por Laércio Cosentino, fundador da Totvs, e por João Augusto Valente, o Guga, publicitário sócio-fundador do Grupo ABC.

Luiz, como a experiência no mercado financeiro e no mundo da tecnologia lhe moldou no seu caminho atual?

A experiência que tive nas empresas de telecom e finanças em que atuei, como a Accenture, Credicard, Citi e Itaú, incluindo um tempo de trabalho no exterior, me possibilitou uma ampla visão de mercado e a compreensão do funcionamento desses campos, que hoje se mostram interligados. Após décadas de atividades nessas grandes empresas, decidi que era hora de investir no meu próprio negócio, aplicando essa expertise obtida nas companhias anteriores. Para isso, fundei a Shipay com mais quatro sócios também egressos de empresas de tecnologia e finanças, o Charles Hagler, Paulo Loureiro, Fabio Ikeno e Altair Gonçalves.

Em que momento a ideia da Shipay começou a tomar corpo?

A partir de 2019, quando pesquisamos por vários meses sobre as tendências deste mercado de tecnologia e finanças e no que poderíamos fazer de inovador. Conversamos muito com players do mercado, entrevistamos muitas pessoas por meio do processo de design thinking e, aliado aos dados que levantamos sobre crescimento de pagamentos por meios digitais, identificamos uma dor latente do varejo, que era a de não conseguir receber pagamentos digitais. Percebemos aí a oportunidade de estruturar a Shipay para justamente endereçar essa dor. A empresa começou a ganhar forma em setembro de 2019 e a funcionar de maneira efetiva em dezembro.

Quais as características da fintech que a torna única em sua visão?

A Shipay inovou ao criar uma solução que integra o Pix e carteiras digitais nos caixas dos estabelecimentos comerciais do varejo, o que simplifica a vida do varejista. Para realizar a compra, o cliente abre em seu celular o app da carteira digital que vai utilizar e o aponta para um QR Code no monitor do operador do caixa com o valor da compra, concluindo, assim, a operação. A fintech busca equacionar uma demanda crescente pelos meios digitais, em linha com a multiplicação de carteiras digitais no país.

Para a implantação do sistema nos estabelecimentos comerciais, a Shipay mantém parcerias com empresas de tecnologia que fornecem software de PDVs para o varejo. A Shipay atua em parceria com as carteiras digitais e bancos, em parceria com a automação e com o varejo, sendo exatamente a peça que faltava para essa engrenagem funcionar de maneira única. Também não nos colocamos como uma empresa debaixo do Banco Central, mas como uma empresa de tecnologia, parceira de todos os participantes. Então, nunca seremos concorrentes, mas sempre parceiros.

A Shipay também diminui em muito a possibilidade de fraude, justamente por causa do QR único do estabelecimento comercial, que é aberto no monitor do caixa do estabelecimento.

Muito se tem falado sobre uma nova realidade no mundo dos meios de pagamento do Brasil. No que se baseia essa nova realidade?

Um estudo recente da consultoria americana IDC apontou que seis em cada dez brasileiros utilizam meios digitais de pagamentos, como aplicativos, canais de pagamento, transação pela Internet ou carteiras digitais.

Além disso, pesquisa feita pelo instituto Locomotiva mostra que há 45 milhões de brasileiros desbancarizados, ou seja, um em cada três brasileiros não possui conta bancária. Essa população, de acordo com o estudo, movimenta cerca de R$ 800 bilhões por ano.

A combinação do número crescente de interessados em pagamentos por meios digitais e o de desbancarizados mostra um grande potencial nesse segmento, pois, indica um potencial de consumo grande da população e a adesão a novas tecnologias.

Os varejistas que estiverem adaptados a essa nova realidade e oferecerem opções de pagamentos digitais atraentes e de fácil operacionalização aos seus clientes vão sair na frente.

A disputa entre bancos tradicionais e fintechs também está nessa nova realidade?

Sim, sem dúvida. A suavização da regulamentação imposta pelo Banco Central é o principal pilar do aumento de competição e democratização dos pagamentos digitais. Com isso, as empresas entrantes, ou seja, as fintechs, vão conseguir competir com ofertas diferenciadas de produtos e serviços, muitas vezes atuando em nichos, para poderem ganhar espaço no mercado e colocar uma pressão em cima dos bancos tradcionais.

Os bancos tradicionais vão continuar sendo a potência que são, mas esta nova competição vai forçá-los a evoluir, a se digitalizar e estar cada vez mais próximos dos clientes.

Isso porque, na essência, a fintech é um banco digitalizado, próximo do cliente, com serviços ágeis e atendendo as dores do cliente.

Como a Shipay pretende fazer a diferença nesse ecossistema?

A grande diferença que a Shipay faz é aproximar o pagador do recebedor, desintermediando os players tradicionais. Essa aproximação permite, primeiro, uma redução do custo transacional financeiro por causa da desintermediação, haja vista que não há mais adquirentes, que são a maquininha, a bandeira; segundo, nessa aproximação do pagador com o recebedor, conseguimos permitir que a empresa do pagador incentive o estabelecimento comercial dando benefícios como cashbacks e promoções. Teoricamente, provemos uma transformação, ao acelerar essa mudança proposta pela entrada de pagamentos digitais, inclusive o Pix. Conseguimos que todo esse ecossistema, que são carteiras, estabelecimento comercial e automação, esteja pronto de maneira mais rápida, com custo baixíssimo, para estarem aderentes aos pagamentos digitais e ao Pix.

Quais as maiores oportunidades no mercado de carteiras digitais?

Com cerca de 600 carteiras digitais presentes no Brasil e com mais de dois terços dos usuários de smartphone usando essa modalidade de pagamento, segundo pesquisa da área de Inteligência de Mercado da Globo, o varejo brasileiro tem grandes oportunidades pela frente ao encarar com seriedade a digitalização dos pagamentos. A entrada do Pix vai potencializar em muito esse mercado de pagamentos digitais, mas ele é apenas a ponta do iceberg. O Pix é muito mais do que um meio de pagamento. Na verdade, será uma infraestrutura para transformar a indústria de pagamentos, a indústria de serviços financeiros brasileiros, com custo reduzido e integração mais ágil e fácil. O Pix é somente o início deste processo de transformação, onde ele é uma infraestrutura.

A Shipay tem tirado proveito dessas oportunidades?

As possibilidades de crescimento da empresa são muito grandes pois, em princípio, temos 250 mil clientes em potencial. Essa é a quantidade de estabelecimentos atendidos pelas nossas empresas parceiras de software, por meio das quais nossa solução é fornecida. O Pix irá potencializar em muito os pagamentos digitais e a Shipay tem perspectiva de crescer com esse sistema do Banco Central, ao integrá-lo aos demais meios de pagamento digitais nas redes de varejo.

Vale citar que a Shipay foi construída para atender os pagamentos digitais, e o Pix veio após a construção da Shipay. Porém, veio ao encontro exatamente do que a Shipay fazia, sendo o encaixe perfeito da luva na mão, o que nos permitiu estar na vanguarda do mercado, numa posição democrática, agnóstica, podendo atender todos os tipos de players.

O que determina a implementação de uma tecnologia inovadora no mercado?

O Brasil é muito propício para inovação, e não necessariamente somente inovação tecnológica. A Shipay, assim como outros processos de inovação, não veio para criar um produto inovador. Veio para atacar uma dor latente, que não tinha uma solução direta.

O que fizemos foi observar o mercado, entender os processos, conversar com as pessoas, perceber onde estariam essas dores latentes e para onde o mercado apontava o crescimento, realizando a união desses fatores.

Tratamos de uma dor e buscamos uma oportunidade de crescimento. Por isso acreditamos nesse processo de inovação e espaço no mercado. Sempre que tiver uma dor, um problema, haverá uma oportunidade e uma possibilidade de inovação.

Existem empecilhos quando se traz uma forma simples e integrada de todos os pagamentos digitais para o varejo?

A solução da Shipay é de fácil implementação nos sistemas de caixas do varejo e de manuseio muito simples pelos operadores de caixa.Avaliamos que ela, na verdade, vai remover dificuldades hoje encontradas pelos estabelecimentos para processar o grande número de meios digitais de pagamento.

Como será a integração do Pix ao Shipay?

Apesar de a Shipay não ser um PSP – sigla em Inglês para Payment Service Provider, ou Provedor de Serviços de Pagamento -, mas sim um provedor de tecnologia, a empresa já está cem por cento aderente ao processo do Pix. Esteve em fases avançadas de testes integrados com alguns PSPs que garantiram que os nossos clientes (no dia 16 de novembro passado) estivessem aptos para o lançamento do Pix e em recebê-lo de maneira integrada aos seus sistemas. Ainda nesse sentido, nossa predisposição é de ajudar as empresas de software de automação, ERP e PDV, a estarem preparadas para a chegada do Pix. Além de não ter custo, nossa solução permite a essas empresas criarem uma linha de receita. Basta nos procurar, que teremos enorme prazer em ajudá-las.

Fonte: Panorama Mercantil

Pagamentos Digitais: Uma medida necessária para o varejo

Pagamentos Digitais: Uma medida necessária para o varejo

3 a cada 5 brasileiros consideram pagamentos sem contato como uma das medidas mais importantes a serem adotadas pelas lojas

A mudança de ano é sempre um período marcado por muita esperança, positividade e estabelecimento de metas para os meses que virão.
E depois de globalmente atravessarmos um ano de desafios contínuos, nada mais justo do que esperar um 2021 mais leve e positivo para todos.

A boa notícia para começar o ano é que os pequenos negócios no Brasil estão com projeções otimistas e mais positivas do que as perspectivas de pequenos negócios ao redor do mundo, segundo aponta estudo recente feito pela Visa.

Do total de pequenos negócios entrevistados no Brasil, 30% passaram a adotar pagamentos digitais sem contato em função da pandemia.
O investimento na adesão a pagamentos instantâneos e sem contato é uma das premissas para melhorar as vendas em 2021, tendo em vista que a pesquisa mostrou que 3 a cada 5 brasileiros (57%) consideram os pagamentos sem contato como uma das medidas de segurança mais importantes a serem seguidas pelas lojas. A preocupação dos brasileiros nesse sentido é significativamente maior do que a média global, que ficou em 46% dos entrevistados.

De acordo com a pesquisa, 84% dos pequenos negócios brasileiros entrevistados se disseram otimistas sobre o futuro dos negócios, percentual superior à média global, que foi de 75% dos entrevistados.

A postura otimista vem respaldada por mudanças de atitudes: o estudo também mostra que 84% dos pequenos negócios brasileiros tentaram uma nova abordagem para melhorar as vendas desde o início da pandemia de Covid-19, bem acima da média global, que ficou em 67%.

O estudo evidenciou também a importância dos varejistas cuidarem bem dos clientes mais próximos, uma vez que a pesquisa mostrou que 3 a cada 4 pequenos negócios brasileiros tiveram o suporte da comunidade local para manterem suas atividades.

Este é o momento de mostrar o reconhecimento por este apoio e estreitar o relacionamento com esses clientes, proporcionando experiências cada vez mais significativas para eles.

Entre as estratégias adotadas para manter as vendas aquecidas, o estudo mostrou que os pequenos negócios no Brasil também se destacaram em relação à média global.

A venda de produtos e serviços online foi adotada por 50% dos pequenos negócios brasileiros entrevistados, contra 27% na média global. As propagandas direcionadas por meio de redes sociais também foram adotadas por 50% dos pequenos negócios no Brasil, contra 28% na média global.

Nosso país também saiu à frente na oferta de entregas à domicílio, com 33% dos pequenos negócios entrevistados oferecendo essa opção, contra 20% na média global.

Para o ano que se inicia, a grande preocupação dos pequenos varejistas é atrair novos consumidores. Segundo a pesquisa, 64% dos entrevistados apontaram essa questão, contra 46% na média global.

Em seguida, vem o receio de não voltar a ter a mesma renda que tinham antes da pandemia (51%). Outros 23% temem fechar as portas e 18% têm receio de serem ultrapassados pela concorrência.

Esse é um panorama valioso para clarear a visão dos varejistas e reforçar a relevância que os pagamentos digitais podem ter para melhorar as vendas em um ano tão significativo como 2021.

A missão da #Shipay é ser parceira nessa jornada e oferecer aos varejistas soluções simples, integradas e que facilitem o recebimento de pagamentos por carteiras digitais ou via PIX.

Pesquisa aponta que 70% dos entrevistados pretendem continuar comprando online mesmo após vacinação

Pesquisa aponta que 70% dos entrevistados pretendem continuar comprando online mesmo após vacinação

Com a aproximação de 2021, é indiscutível que a pauta mais relevante para a população seja a chegada da tão esperada vacina contra o Covid-19. Mas bem sabemos que essa imunização deverá acontecer de forma gradual e que, mesmo com uma parcela significativa da população imunizada, muitas mudanças de hábito que vieram com a pandemia deverão permanecer no dia a dia.

Pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) apontou que 70% dos entrevistados pretendem continuar comprando online mesmo após a vacinação contra o Covid.

Neste sentido, é importante ressaltar que não basta somente ter presença digital com um e-commerce bem estruturado e integrado com as estratégias de mídias sociais das lojas, é importante também oferecer opções de pagamento modernas e ágeis, que tornem a experiência do cliente mais fácil e satisfatória.

As transformações pelas quais passamos têm mudado a dinâmica e a estratégia que as marcas estão adotando para ter um alcance maior com os clientes. As lojas físicas, por exemplo, mesmo retomando as atividades, já não devem mais funcionar de forma completamente alheia ao ambiente digital.

O ideal é que o espaço físico seja uma forma de ampliar a experiência digital, bem como um ponto de apoio logístico para distribuição de mercadoria.

Somente no primeiro semestre de 2020, as lojas virtuais tiveram um crescimento de 47%, a maior alta em 20 anos, segundo pesquisa feita pela Ebit/Nielsen em parceria com a Elo.

Sendo assim, os varejistas que pretendem aumentar a relevância no e-commerce, de olho nas mudanças de comportamento do consumidor, devem se atentar principalmente às facilidades de pagamento oferecidas ao cliente, assim como em uma organização logística para entrega das mercadorias de forma ágil e cuidadosa (nada mais desagradável do que receber em casa uma caixa toda amassada e danificada, não é mesmo).

A distância do contato físico faz com que muito do fator emocional das compras perca relevância. Por isso mesmo é importante se cercar de estratégias que te aproximem do consumidor.

Se antes ele se sentia acolhido com um vendedor simpático logo na entrada, essa sensação deve chegar até a casa do cliente, seja com um brinde ou com um recadinho atencioso que mostre para aquele cliente como ele é importante.

É um cuidado que parece banal, mas na verdade acaba tendo uma relevância no quesito emocional mais intensa do que podemos imaginar. Se você duvida, vale a pena dar uma olhada neste artigo.

A solução da #Shipay integra os sistemas das lojas físicas e também de e-commerces para o recebimento de pagamentos de carteiras digitais e também do PIX de forma simples e em um só lugar. Além de facilitar a sua operação diária, o cliente tem mais opções de pagamento.

Povos indígenas criam criptomoeda para atravessar dificuldades impostas pela pandemia

Povos indígenas criam criptomoeda para atravessar dificuldades impostas pela pandemia

A iniciativa inovadora nasceu da necessidade de criar uma alternativa para auxiliar os dois povos indígenas a enfrentarem as dificuldades trazidas pela pandemia de Covid-19

O avanço da digitalização do setor financeiro frequentemente levanta debates e divide opiniões entre defensores e pessoas que se sentem desconfiadas com a série de transformações aceleradas pelas quais passamos globalmente.
Sendo assim, é sempre válido e positivo dar relevância para exemplos em que a tecnologia foi empreendida para o alcance de um bem maior.

Nos últimos dias, vimos isso acontecer com o anúncio da OYX, uma criptomoeda indígena criada pelos povos Suruí Paiter e Cinta Larga, que vivem em Rondônia e no Mato Grosso.

Além disso, os dois povos batalham ainda contra o garimpo ilegal, a fome e o avanço do desmatamento sobre a região onde vivem.

O exemplo quebra o senso comum existente de que inovação está relacionada a grandes negócios ou startups badaladas dos grandes centros. Os dois povos que protagonizam o lançamento da criptomoeda são adeptos de um modo simples de vida, com base na pesca, plantação, artesanato e agricultura.

Vale destacar ainda que tradicionalmente os dois povos são rivais, mas as diferenças foram postas de lado para que a estratégia fosse criada pelo bem comum de todos.

Ao todo, estamos falando de uma comunidade com cerca de 4 mil pessoas. Um exemplo claro de como é positivo gerar iniciativas com base na colaboração.

A ideia é que os recursos arrecadados sejam usados para a construção de escolas, compra de sementes, equipamentos e realização de ações de saneamento.

Tendo em vista as dificuldades enfrentadas pelos dois povos e o contexto de crise de saúde que enfrentamos nacionalmente, a ideia é que a nova criptomoeda possa ser usada como meio de troca entre eles.

Aos que compraram a criptomoeda neste primeiro momento e não fazem parte da comunidade, a ideia é que possam usar os valores para adquirir produtos que a própria comunidade vai desenvolver.

Ou seja, a perspectiva é muito mais no sentido de usar a inovação para ajudar os indígenas a atravessarem essa crise do que uma aquisição por investimento.

O propósito deste lançamento, por si só, é uma ótima notícia. A perspectiva da #Shipay é de que a inovação seja sempre aplicada para a melhoria do bem-estar social, para que sejam geradas mais oportunidades e que o desenvolvimento se dê de forma cada vez mais horizontal.

A modernização dos meios de pagamento traz uma perspectiva não só de praticidade, mas também de criação de novas possibilidades de expansão.

Integrar Pix ao varejo pode garantir vantagem competitiva durante a Black Friday

Integrar Pix ao varejo pode garantir vantagem competitiva durante a Black Friday

Novo método de pagamento estará disponível oficialmente a partir do dia 16 de novembro. Entenda como seu varejo pode sair ganhando com a integração do Pix.

Depois de um período intenso de divulgação tanto por parte do Banco Central quanto pelas instituições financeiras, o Pix finalmente estará disponível para uso da população a partir do dia 16 de novembro.

Com tantos holofotes voltados para a nova ferramenta de transações, nada mais natural que neste primeiro momento tanto varejistas quanto clientes estejam transitando entre a curiosidade e as dúvidas a respeito do PIX.

Para conversar um pouco mais sobre essa nova realidade, na última terça-feira (10) a Data System, parceira da Shipay, realizou um Webinar que contou com a participação do nosso Co-CEO, Charles Hagler, com a diretora de gestão do franqueado da rede Constance, Rachel Mendonça, e com o gerente de novos negócios da Data System, Murilo Roland.

Este é o momento para os varejistas adequarem seus negócios para a realidade de distanciamento social, bem como se prepararem para recuperar o volume de vendas durante a Black Friday e o Natal.

Inovação e possibilidade de recuperação de vendas

Sabemos bem que o ano de 2020 foi de forte impacto para a economia em geral e o varejo não passou incólume pelos reflexos da pandemia de Covid-19. De portas fechadas durante um período maior do que se imaginava inicialmente, as estratégias de fortalecimento e sobrevivência vieram por meio do e-commerce na primeira etapa da reação ao momento.

E ainda que as compras online permaneçam em alta, neste momento de retomada do comércio físico, é necessário que a rotina também esteja adequada à realidade do novo normal.

“Antes mesmo do lançamento, já tínhamos um horizonte de 28 milhões de pessoas cadastradas no PIX. A tendência é de que esse número continue crescendo, todo mundo vai ter acesso. Na hora de pagar uma compra, o cliente vai acessar o app do banco, apertar o botão de PIX e já fazer o pagamento. O cliente consegue pagar respeitando o distanciamento social e as taxas são muito baratas para o varejistas”, comentou Hagler.

Vale lembrar que o Pix funcionará para transações de saldo, ou seja, no varejo a ferramenta poderá ser usada para substituir pagamentos no débito, dinheiro ou boleto bancário. As compras no crédito continuarão a cargo das carteiras digitais, bancos e operadoras de cartão.

Além do contexto da pandemia, que tende a acelerar as mudanças de comportamento de consumo por questões de segurança, Roland destacou um dado muito relevante em relação ao potencial dos pagamentos digitais, que é o amplo acesso a smartphones no Brasil. Isso representa um grande potencial de inclusão financeira e acesso a serviços financeiros que no passado estariam concentrados apenas em bancos tradicionais.

“Temos um país com 90% dos domicílios com aparelho telefônico. É uma realidade em que as pessoas têm mais acesso a um aparelho do que a serviços básicos”.

Tanto o contexto de pandemia quanto o acesso amplo a smartphones são pontos importantes de serem ressaltados porque potencializam a adesão mais ampla dos consumidores aos novos métodos de pagamento.

Aliás, pesquisa recente da consultoria de consumo e inovação Consumoteca apontou um alto índice de confiança do consumidor em relação a novos métodos de pagamentos oferecidos por lojistas. Isso favorece o cenário para o uso do PIX de uma forma mais ampla como método de pagamento.

E como o varejo pode acompanhar essas mudanças?

Visando preparar a rede da Constance para a aceitação do PIX como método de pagamento, Rachel Mendonça conta que tomou a iniciativa de entrar em contato com bancos e parceiros da rede para negociar melhores taxas e períodos de carência. Para quem não sabe, o Bacen estabeleceu que o PIX será isento de taxas para transações de Pessoa Física. No caso de Pessoa Jurídica, os pagadores também têm taxa zero, enquanto os estabelecimentos recebedores pagam taxa, que fica a cargo das instituições financeiras.

“O BC deixou livre para o mercado essa questão das taxas para Pessoa Jurídica, mas a tendência é que isso se acomode. Taxas agressivas não terão adesão (devido à concorrência intensa entre as instituições). Com tantas opções, o consumidor não precisa ficar atrelado a um banco específico”, avaliou Hagler.

Mendonça contou que conseguiu uma boa negociação para um período interessante de carência para as lojas de sua rede, e reforçou aos colegas varejistas que este é o momento ideal para negociar.

“Como ainda ninguém sabe qual será o volume de vendas, a gente conseguiu negociar uma carência para ter taxa zero com o uso do PIX e futuramente discutimos isso novamente. Esse é o momento de usar o poder de barganha e não aceitar qualquer proposta”, aconselhou.

Fôlego para o fluxo de caixa e preparação para a Black Friday

pagamentos digitais

Na rede, que conta hoje com 172 lojas espalhadas pelo país, ela estima que 30% das vendas são realizadas no débito e acredita que o cliente vai acabar preferindo fazer grande parte dessas transações via PIX.

Além disso, Mendonça explica também que os boletos bancários representam por volta de 10% dos pagamentos – e nesta modalidade o PIX vem com muita força para dar mais dinamismo para o varejista.

“As transações de débito costumam ser D+1 para compensação, no boleto é preciso esperar que o cliente pague e você ainda tem ali uma janela para compensação. O PIX é instantâneo, o valor entra em questão de segundos. Isso representa uma vantagem muito grande para o fluxo de caixa do varejista”, comentou.

Tendo em vista que estamos no mês da Black Friday e que em breve teremos o Natal, considerada a data comemorativa mais importante para o comércio, a preparação do varejo para o recebimento do PIX vem como uma grande vantagem competitiva para aumentar o volume de vendas.

Segurança nas transações via PIX

Um ponto que Hagler nota nas conversas constantes com varejistas é que ainda paira uma certa desconfiança em relação ao PIX. Com o uso da ferramenta no dia a dia, certamente esse receio vai ficando para trás, mas de toda forma a Shipay surge neste contexto para trazer mais segurança e praticidade aos varejistas que desejam receber pagamentos via PIX.

De que forma isso acontece? A solução integra o PIX ao PDV da loja, de um modo centralizado e simples de utilizar no dia a dia. Isso aumenta a segurança da transação porque acrescenta uma camada extra de verificação. Além disso, o varejista não tem a necessidade de logar no aplicativo do banco a cada vez que quiser receber um pagamento.

Pela tela do PDV ele gera o QR Code para o cliente e conclui a transação. Prático tanto para o cliente quanto para quem fica na operação do caixa. Faça a integração do seu PDV e aproveite a promoção que estamos oferecendo em parceria com a Data System e o Mercado Pago: garanta 3 meses de carência para usar o PIX com taxa zero.

Pix é Seguro?

Pix é Seguro?

Shipay conversa com o Gerente de Risco e Fraude do Itaú e ele nos ajuda a responder a pergunta: Pix é Seguro?

Em 16 de novembro, o Brasil terá o seu sistema de pagamentos instantâneos, o famoso Pix. Com a participação dos principais bancos, fintechs e PSPs, a expectativa é grande, mas as dúvidas ainda são muitas, entre elas: Pix é seguro?

As principais dúvidas dos usuários estão relacionadas à segurança que o Pix oferece para as transações.
Acostumados com o TED e o DOC questionam se a nova plataforma possui um bom nível de segurança que garanta a proteção de dados dos usuários.

Para deixar tudo mais fácil, convocamos o Gerente Sênior de Risco de Fraude do Itaú Unibanco, Victor Thomazetti Machado para uma entrevista e o profissional nos explicou tudo sobre o assunto, confira abaixo:

O Pix está exposto a fraudes? Quais são os riscos?

Para Victor, o Pix está tão exposto a fraudes quanto a meio de pagamento similares como TED, DOC e cartões de débito . O executivo ressalta que dois pontos aumentam a atratividade para possíveis fraudes no uso do Pix: a liquidação instantânea e a operação 24x7x365, que permite a realização de transferências a qualquer hora ou dia, fazendo com que seja possível ter uma movimentação financeira mais rápida de recursos espúrios.

Obviamente que uma vez entendida essa atratividade já tomamos medidas para mitigar as mesmas, como por exemplo: a temporização de transações com suspeita de fraudes, operação monitorando os fluxos transacionais 24x7x365 além do uso de tecnologias avançadas de Machine Learning.

Quais cuidados os consumidores/varejistas devem ter ao usar o Pix?

Todos os cuidados que já tem com os meios de pagamentos atuais. Nunca passar nenhum dado confidencial, senhas, ou métodos de autenticação para alguém por telefone ou através de sites desconhecidos. Sempre utilizar os canais de seu banco de sua preferência para transacionar e em caso de dúvida entre em contato com seu banco para certificar que está tudo bem.

A chave do Pix é segura? Ela substitui as senhas de contas?

A chave do PIX é segura. Ela é uma forma simplificar de traduzirmos os dados da conta de uma pessoa, ressalta Victor. Um benefício para a experiência do cliente sem perda de segurança.

Os dados dos usuários estão protegidos no Pix?

Sim, 100% protegidos pelos mais altos padrões de segurança já utilizados amplamente no mercado financeiro e todos submetidos a LGPD recentemente aprovada.

É possível que alguém cadastre minha chave em uma conta de outro banco?

É possível. Assim como hoje é possível um fraudador abrir uma conta em seu nome em outra instituição. Os processos que já são utilizados hoje para mitigar essa fraude já estão prontos para o início da operação do PIX.

Como será feita a conferência das transações realizadas com Pix?

O Pix utiliza o conceito de LBTR (Liquidação Bruta em Tempo Real). A autorização da transação e a sua liquidação acontecem ao mesmo tempo e todos os participantes diretos e indiretos do Pix são obrigados a passar pela homologação do Bacen (Banco Central) para operarem neste fluxo, explica Victor.

Somente após a aprovação do Banco Central é que estão aptos para entrarem em produção, completa.

É possível cancelar uma transação em caso de fraude?

Victor ressalta que o cancelamento da transferência não é possível, pois uma das características principais do novo arranjo é que ele é instantâneo, ou seja, uma vez a transação efetivada ela não pode ser cancelada. Entretanto, existe a possibilidade de estorno da mesma que está em avaliação para construção pelo BACEN para casos de fraudes confirmadas.

O executivo explica que o Banco Central vem construindo uma alternativa padrão para possibilidade o estorno de transações fraudulentas pelo PIX.

Existe mecanismos de bloqueio de chaves para os usuários?

Sim. Para situação de prevenção a fraudes e lavagem de dinheiro o BACEN permite que as instituições participantes efetuem bloqueios das chaves/contas no arranjo PIX.

Há limites para as transações via Pix?

Sim. Existem limites definidos em regulação.
A regra geral é que os limites operacionais devem ser similares aos limites de outros meios de pagamentos similares, entretanto, recentemente o GT-SEG aprovou um pleito com o Bacen para o início da operação (Nov’20 a Fev’21) com limites mais baixos, com o objetivo de reduzir a atratividade enquanto as instituições e clientes se adequam ao novo meio de pagamento. Esses limites tem diferenciação por sua característica e também por dias e horários úteis e não úteis.

Os detalhes podem ser lidos na normativa recentemente lançada pelo Bacen que aborda esse tema.

O executivo ressalta que os limites têm diferenciação por característica, por dias e horários. Os detalhes podem ser lidos na normativa divulgada recentemente pelo Bacen sobre o tema.

No geral, o Pix é seguro?

Sim o Pix é seguro ou pelo menos tão seguro quanto os outros meios de pagamentos similares. 

Os clientes podem utilizar essa nova tecnologia sem medo. Importante ressaltar que cada vez mais as instituições financeiras tem investido em tecnologia de ponta para a mitigação de fraudes e com esse movimento os fraudadores tem migrado para fraudes de engenharia social, onde eles entram em contato com os clientes para adquirir senhas e credenciais, por isso é muito importante que os clientes estejam atentos as comunicações de sua instituição financeira sobre golpes e como se proteger dos mesmos.

O Banco Central já divulgou que mais de 50 milhões de chaves já foram cadastradas no Pix . Desde o dia 3 de novembro, o PIX entrou em fase de testes, onde alguns de seus recursos serão disponibilizados para clientes selecionados. Para especialistas, o PIX tem capacidade de revolucionar o mercado financeiro brasileiro.

Pelo cronograma, o Pix entra em operação na próxima segunda-feira, 16 de novembro. A expectativa é grande entre consumidores e instituições financeiras. Esperamos que essa entrevista o tenha ajudado a entender tudo o que envolve a segurança do PIX.

Como Integrar o Pix no meu PDV?

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