Com a aproximação da data de lançamento do PIX no Brasil, novo sistema de transações financeiras instantâneas do Banco Central, muita gente já se pergunta se esse novo método de pagamento fará sucesso no Brasil.

O PIX estará disponível para o mercado a partir do dia 16 de novembro e o Banco Central tornará obrigatório o oferecimento dessa modalidade por parte dos bancos.

Até então, os grandes atrativos são a agilidade, já que o dinheiro cai em conta na hora, 24 horas por dia, a qualquer dia da semana, e também o custo mais competitivo em comparação ao TED e ao DOC.

Ao que parece, será cobrado apenas R$ 0,01 a cada dez transações, enquanto as outras duas formas de transferência têm taxas que podem chegar a R$ 20 por transação em alguns bancos.

Para entender o impacto do PIX no Brasil

A Shipay estudou de perto o cenário de outros países que já contam com esse tipo de transação. Nesta análise, dois países nos chamaram a atenção: Inglaterra e México. Aliás, vale a pena destacar que o BACEN se inspirou muito no modelo de Open Banking da Inglaterra para desenvolver o modelo brasileiro, tendo em vista que os ingleses são reconhecidos por terem o modelo de Open Banking mais desenvolvido do mundo. Por lá, o modelo de pagamentos funcionou muito bem e tem tido muita adesão, mas é preciso reconhecer as várias diferenças que existem no contexto socioeconômico dos dois países.

O primeiro ponto que facilita o sucesso do modelo inglês é que o percentual da população desbancarizada é ínfimo em comparação ao Brasil – e isso é importante porque o PIX demanda que a pessoa tenha uma conta ativa em algum banco ou fintech.

Aqui, são 45 milhões de desbancarizados, o que corresponde a quase um terço da população. Por isso que por aqui a iniciativa está partindo diretamente do BACEN, enquanto na Inglaterra o papel do Banco Central foi muito mais normativo e o funcionamento do sistema se deu de um modo mais liberal.

Em relação ao México, temos um contexto sociocultural mais próximo do Brasil, em comparação à Inglaterra. Por lá, assim como aqui, foi o Banco Central que tomou a iniciativa de lançar o modelo de pagamento. Houve investimento da instituição para lançar a plataforma, mas o serviço não teve muita adesão.

Neste sentido, as desvantagens do México em relação ao cenário brasileiro é que a penetração de smartphone no país é bem mais baixa em comparação ao Brasil, bem como o volume de desbancarizados também é maior. E temos que admitir que esses dois fatores podem influenciar muito no grau de adesão a um formato de pagamentos como esse.

Por aqui, enquanto a plataforma ainda não é lançada para o público, a Shipay já está preparada para integrar o PIX ao PDV dos varejistas, para que o pagamento seja feito de forma ainda mais segura e prática na operação do dia a dia de cada loja.

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