Há poucos meses atrás falávamos sobre as transformações que seriam provocadas pelo Open Banking, pouco tempo depois o termo foi “atualizado” para Open Finance e muita gente ainda nem sabe qual é a diferença entre os dois.

De fato, não estamos falando sobre sinônimos, seria mais correto dizer que o Open Finance é uma evolução do Open Banking, já que este abrangia apenas instituições bancárias, enquanto aquele abrange o guarda-chuva e traz também outras instituições do ecossistema financeiro, como corretoras, seguradoras, etc. 

No Brasil, o sistema ainda está em fase de implementação e ainda existe um longo caminho de esclarecimentos e educação financeira a respeito das quebras de paradigmas que estão por vir em breve com esse novo modo de tratar dados e oferecer serviços. Se todos esses processos parecem muito acelerados, o leitor talvez se assuste em perceber que existe outro conceito ainda mais avançado já em discussão em outros países: o Open Data. 

Recentemente, Bruno Diniz publicou um artigo interessante sobre o tema no portal Exame, fazendo uma breve análise do que seria esse próximo passo. Resumidamente, enquanto o Open Banking e Open Finance estavam totalmente centrados em produtos e serviços financeiros, o Open Data abre espaço para a entrada de outros setores, como energia, telecomunicações, indústria, educação, saúde, entre outros. Em outras palavras, já existem países realizando estudos para entender como organizar a infraestrutura e a interoperabilidade para que dados extraídos de setores diversos possam convergir em inovação e crescimento. Pense na infinidade de modelos de negócios e melhorias para a sociedade que podem surgir em uma realidade avançada em Open Data. 

No Reino Unido, o Open Finance deve evoluir para Open Data abarcando inicialmente setores de energia e telecomunicações. Posteriormente, é possível que varejo, educação, saúde e transporte também façam parte do sistema. Na Austrália também foi dado um passo além do financeiro, abrangendo energia e telecomunicações. Por fim, o projeto mais robusto é o da União Europeia, que vem investindo na criação de um ambiente seguro para o compartilhamento de dados com a meta de até 2030 ter um sistema que abranja além de Finanças, Indústria, Mobilidade, Energia, Agricultura, Administração Pública, Habilidades, Ciências e Saúde. 

Ainda que tudo isso esteja em fase de estudos, tudo aponta para uma realidade cada vez mais revolucionária. Essas novas possibilidades ampliam também o espaço e a necessidade para discussões éticas e ferramentas capazes de lidar com novos desafios, mas a vivência nos mostra que todos os avanços que estamos experimentando vem acompanhados de contrapesos que nos garantem mais segurança. 

A própria questão do compartilhamento de dados aos poucos é absorvida pela sociedade com mais segurança com aparatos como a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), a qual inclusive foi inspirada em um modelo muito parecido que já vigorava na União Européia. 

No Brasil, ainda estamos dando os passos iniciais com o Open Finance – que certamente trará muitos avanços na experiência de uso de produtos e serviços financeiros -, mas os resultados obtidos globalmente com o desenvolvimento do Open Data nos trarão lições valiosas para passos futuros. 

A Shipay acredita na inovação aberta, no compartilhamento de expertises e na construção de sistemas que primordialmente construam experiências mais valiosas para a sociedade como um todo, por isso o otimismo em observar um futuro com tantas possibilidades. 

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