O Pix conquistou a população por sua praticidade, funcionamento 24/7, rapidez e democratização das transferências, já que é gratuito para pessoas físicas e o custo para o varejo é muito baixo.

Nos últimos meses, no entanto, as notícias recorrentes de crimes como sequestro relâmpago e fraudes acenderam um alerta na sociedade e o Banco Central trouxe uma resposta imediata para a questão. Afinal, a transação é segura do ponto de vista tecnológico, mas de fato foi importante aprimorar e criar algumas ferramentas operacionais para aumentar a segurança dos usuários. Neste artigo, eu destaco alguns pontos importantes que foram definidos pelo Banco Central, assim como alguns aspectos que o varejista deve levar em consideração para manter sua operação fluida e segura. 

No caso das transações entre pessoas físicas, o Bacen instituiu o limite de R$ 1.000,00 para transferências no período entre 20h e 6h. A regra vale apenas para contas de pessoa física. Ou seja, aquele varejista que recebe Pix ainda de forma improvisada, usando o Pix do próprio dono ou dos funcionários da loja, acaba deixando a operação muito vulnerável em várias pontas. Além das questões que já pontuei aqui em outros momentos, sobre a falta de transparência de não ter a confirmação do pagamento em tela, a brecha que fica para situações desconfortáveis de descontrole de caixa ou desvio de dinheiro, o limite imposto pelo Bacen por medidas de segurança acaba afetando também aquele varejista que segue usando chaves de pessoa física. Em caso de estabelecimentos que funcionam 24 horas ou no período noturno, o lojista fica limitado para receber pagamentos que ultrapassem o valor fixado pelo Bacen das 20h às 6h. 

Além disso, a partir do dia 16 de novembro devem entrar em vigor algumas funcionalidades anunciadas pela autoridade monetária, também visando aumentar a segurança do Pix. No caso de suspeita de fraude, os recursos do usuário podem ficar bloqueados por até 72 horas, sendo que as instituições financeiras devem avisar o cliente imediatamente se fizerem um bloqueio por motivos de segurança.  

Esse é um ponto importante para se ter atenção: se o lojista opta por receber pagamentos por Pix usando chaves de pessoa física, a movimentação financeira constante pode levar o banco a suspeitar de fraude. Se a conta cadastrada for de CNPJ, a operação fica mais transparente e o varejista evita esse tipo de problema.

Importante ressaltar também que o Bacen determinou ainda que as instituições financeiras deverão notificar infrações, fazendo marcações em chaves de pessoas físicas e jurídicas com suspeitas de fraude. O BC deve liberar ainda uma nova funcionalidade para consultar informações vinculadas às chaves Pix, como forma de gerar mais transparência aos participantes do sistema. 

Todas essas mudanças são benéficas tanto para o sistema quanto para os usuários do Pix, já que esses mecanismos ajudam a identificar e prevenir crimes financeiros. E por tudo que pontuei até aqui, o varejista só terá contratempos com as novas regras se estiver recebendo por Pix de um jeito improvisado, o famoso “jeitinho brasileiro”. 

A Shipay é uma plataforma aberta e democrática, moldada para atender varejistas de todos os portes, desde as grandes redes até o pequeno comerciante com uma loja de bairro. Nossa integração permite que o lojista tenha o Pix integrado diretamente em seu sistema de caixa, com QR Code dinâmico e confirmação de pagamento direto na tela. Ou seja, o varejista pode oferecer o Pix como forma de pagamento aos seus clientes de uma forma segura e transparente, sem ficar exposto a fraudes.

 

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