Além de serem mais convenientes para os clientes no dia a dia, os pagamentos digitais têm taxas mais baratas do que maquininhas de crédito e débito.

Com cerca de 600 carteiras digitais presentes no Brasil e com mais de dois terços dos usuários de smartphone usando essa modalidade de pagamento, segundo pesquisa da área de Inteligência de Mercado da Globo, o varejo brasileiro tem grandes oportunidades pela frente ao encarar com seriedade a digitalização dos pagamentos. Neste sentido, trazemos aqui algumas constatações e projeções de estudos de mercado para entender a importância da digitalização. Este viés é relevante não só pelo aspecto da modernização do PDV, mas também visando a redução de custos.

Os custos das maquininhas de cartão e das transações em dinheiro

Do ponto de vista do cliente, as carteiras digitais são interessantes porque oferecem benefícios como descontos, cashback, entre outras vantagens. Tendo em vista o volume de carteiras presentes no mercado, os players se esforçam constantemente nessa corrida acirrada pela fidelização. Já pelo aspecto do varejista, uma das principais vantagens é a redução de custos na operação do dia a dia.

O empresário Leandro Zaros, CEO da Santos Calçados, vem adotando os pagamentos digitais em sua rede e destaca alguns dos pontos positivos. “É muito ágil e demonstra de forma eficaz que a empresa está na vanguarda das soluções de transações financeiras para oferecer aos clientes, além dos custos que também são menores do que as operações com  cartões de crédito e débito”, comenta.

Hoje, as principais carteiras digitais do mercado cobram, em média, taxas em torno de 2,4% para transações de crédito e 1,2% para saldo em conta. Em contrapartida, as maquininhas de cartão das companhias com maior presença no varejo aplicam taxas que variam entre 2% e 2,4% em transações de débito, enquanto no crédito essas taxas podem flutuar entre 3,8% e 5,5%. Em casos de pagamentos parcelados, algumas companhias ainda acrescentam uma taxa de 2,9% por parcela. “Pagamentos digitais por não terem tantos players no ecossistema de pagamentos (sub-adquirência, adquirência, bandeira e emissor), são um meio mais barato, além de poderem negociar quando querem receber os pagamentos”, explica Luiz Coimbra, Co-CEO da Shipay.

No crédito, Coimbra destaca que a economia para o varejista pode passar de 1% por transação feita. “O benefício vai variar de 1% até 1,5% por transação, dependendo da negociação que ele tenha. Caso a transação na carteira seja de saldo, esse benefício pode ser maior ainda”, destaca.

Charles Hagler, Co-CEO da Shipay, comenta que para o caso de compras parceladas, as carteiras digitais oferecem uma vantagem ainda maior para os lojistas. “Algumas carteiras estão liquidando transações em D+1 de forma mais barata do que as principais adquirentes ou bandeiras. Além disso, algumas carteiras estão parcelando para o cliente e pagando para o lojista de forma antecipada, tornando a transação ainda mais barata”.

Do ponto de vista das transações em dinheiro, há ainda um custo elevado para o varejista em termos de logística, com transporte de valores, custódia por parte dessas transportadoras, circulação de troco e até mesmo depreciação das cédulas.

O contexto dos pagamentos digitais no Brasil

Vale destacar que essa análise leva em consideração os hábitos culturais que mais prevalecem no Brasil e algumas disrupções provocadas pela pandemia de Covid-19 que acabaram acelerando algumas tendências. No início de 2020, o Global Payments Report apontou uma série de tendências globais e regionais focadas em meios de pagamentos. Todos os insights são pertinentes, mas vale destacar que as projeções hoje podem ser consideradas conservadoras, tendo em vista que toda a análise feita não considerava os impactos globais causados pela pandemia.

Ainda assim, vale trazer aqui alguns recortes relevantes: o primeiro deles é a penetração de smartphone no país, com 66% da população com acesso a um aparelho, assim como a cobertura internet no país, que chega a 71% – percentual muito relevante considerando as dimensões continentais do Brasil.

Na análise da Global Payments, existe uma diferença de comportamento da América Latina em relação ao cenário global que é interessante avaliar mais de perto. Globalmente, os pagamentos digitais já representavam 22% dos gastos no PDV em 2019, com estimativa desse percentual subir para 30% até 2023, uma projeção conservadora tendo em vista que ainda não havíamos sentido os impactos da pandemia quando o relatório foi divulgado. O estudo ainda estimou que neste intervalo temporal os ganhos de operadores de cartões de crédito e débito no PDV seriam modestos globalmente, justamente pela perda de espaço para as carteiras digitais.

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Na América Latina, tendo em vista a cultura muito enraizada do uso de cartões de débito e crédito, o estudo estimou que essas modalidades de pagamento ainda encontram espaço para crescimento. Chama atenção também o volume expressivo das transações em dinheiro em espécie (quase 60%). Isso significa que as carteiras digitais não encontram espaço para crescer no Brasil? Não. Essa conclusão seria precipitada e até mesmo imprudente, tendo em vista as profundas mudanças que observamos neste último ano. Aliás, levantamento do Instituto Locomotiva apontou que durante a pandemia, as transações online, NFC e carteiras digitais ganharam a preferência do consumidor, em função de questões de higiene e segurança.

Como o próprio relatório da Global Payments apontou, o volume alto de transações em dinheiro é reflexo, em certa medida, da alta desbancarização no país – cerca de um a cada três brasileiros não possui conta em banco. No entanto, há um cenário em crescimento que vem como solução para essa lacuna. Relatório recente do Itaú BBA destaca que o boom de fintechs no Brasil nos últimos anos despertou o apetite de investidores internos e estrangeiros e isso vem abrindo caminho para uma grande inclusão financeira e digital.

Além disso, a entrada do PIX no mercado também vem para acelerar a familiarização com os pagamentos digitais. Hagler, inclusive, reforça o impacto positivo da ferramenta para os comerciantes. “O PIX terá um impacto interessante para o varejo no fluxo de caixa, porque é dinheiro na hora com taxa zero, ou quase zero”, avalia.

Importante também destacar que essa familiarização com as carteiras digitais já vêm acontecendo durante o período da pandemia. Além do crescimento das bases de clientes das principais carteiras do mercado, o protagonista neste processo foi o Caixa Tem, da Caixa Econômica Federal, aplicativo que ganhou uma base de mais de 66 milhões de clientes e usado para que as pessoas tivessem acesso ao auxílio emergencial do governo sem a necessidade de sacar a quantia diretamente em uma agência bancária.

Aliás, Zaros destaca que o uso amplo do aplicativo tem sido positivo do ponto de vista da adesão das pessoas aos pagamentos digitais no geral. “Os clientes passaram a aceitar os pagamentos digitais de uma forma mais confiável até pelo momento que estamos passando, pois a transação é bem simples. Também pelo fato de a Caixa Econômica Federal ter lançado o Caixa Tem, isso fez com que muitas pessoas que usam esse serviço também entendessem a praticidade das carteiras digitais”, opina.

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O empresário planeja adotar o modelo de cashback em breve e avalia que este é um fator que deve ampliar ainda mais a adesão dos clientes, tendo em vista que eles mesmos costumam perguntar sobre isso.

A #Shipay oferece uma solução que integra os pagamentos em carteiras digitais no PDV da sua loja de um modo simples, objetivo e com conciliação de caixa. Assim, seu varejo acompanha as tendências de mercado de um modo prático para a operação do seu dia a dia.

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