A iniciativa inovadora nasceu da necessidade de criar uma alternativa para auxiliar os dois povos indígenas a enfrentarem as dificuldades trazidas pela pandemia de Covid-19

O avanço da digitalização do setor financeiro frequentemente levanta debates e divide opiniões entre defensores e pessoas que se sentem desconfiadas com a série de transformações aceleradas pelas quais passamos globalmente.
Sendo assim, é sempre válido e positivo dar relevância para exemplos em que a tecnologia foi empreendida para o alcance de um bem maior.

Nos últimos dias, vimos isso acontecer com o anúncio da OYX, uma criptomoeda indígena criada pelos povos Suruí Paiter e Cinta Larga, que vivem em Rondônia e no Mato Grosso.

Além disso, os dois povos batalham ainda contra o garimpo ilegal, a fome e o avanço do desmatamento sobre a região onde vivem.

O exemplo quebra o senso comum existente de que inovação está relacionada a grandes negócios ou startups badaladas dos grandes centros. Os dois povos que protagonizam o lançamento da criptomoeda são adeptos de um modo simples de vida, com base na pesca, plantação, artesanato e agricultura.

Vale destacar ainda que tradicionalmente os dois povos são rivais, mas as diferenças foram postas de lado para que a estratégia fosse criada pelo bem comum de todos.

Ao todo, estamos falando de uma comunidade com cerca de 4 mil pessoas. Um exemplo claro de como é positivo gerar iniciativas com base na colaboração.

A ideia é que os recursos arrecadados sejam usados para a construção de escolas, compra de sementes, equipamentos e realização de ações de saneamento.

Tendo em vista as dificuldades enfrentadas pelos dois povos e o contexto de crise de saúde que enfrentamos nacionalmente, a ideia é que a nova criptomoeda possa ser usada como meio de troca entre eles.

Aos que compraram a criptomoeda neste primeiro momento e não fazem parte da comunidade, a ideia é que possam usar os valores para adquirir produtos que a própria comunidade vai desenvolver.

Ou seja, a perspectiva é muito mais no sentido de usar a inovação para ajudar os indígenas a atravessarem essa crise do que uma aquisição por investimento.

O propósito deste lançamento, por si só, é uma ótima notícia. A perspectiva da #Shipay é de que a inovação seja sempre aplicada para a melhoria do bem-estar social, para que sejam geradas mais oportunidades e que o desenvolvimento se dê de forma cada vez mais horizontal.

A modernização dos meios de pagamento traz uma perspectiva não só de praticidade, mas também de criação de novas possibilidades de expansão.

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