Não há quem pudesse imaginar que o ano de 2020 chegaria com tantos desafios em aspectos sociais, de saúde, sanitários, políticos e econômicos. E se em um primeiro momento a reação foi de choque, logo veio a percepção de que este momento demandaria respostas e mudanças muito rápidas.

E ainda que a gente torça (e muito!) para a chegada de uma vacina contra a doença e que ela possa ser acessada por toda a população, é preciso entender que algumas transformações ficarão mesmo após a pandemia. O consumidor está mais vigilante com a própria segurança e também mais exigente com protocolos de higiene. A pesquisa “Retail
reimagined: The new era for customer experience”, divulgada pela consultoria McKinsey neste mês, apontou que 50% dos entrevistados disseram que vão dar preferência a marcas que priorizem a segurança dos funcionários e clientes.

E neste sentido, não há como deixar de reconhecer a importância dos meios de pagamentos digitais para atender as essas novas demandas do consumidor. Além da conveniência, os pagamentos digitais permitem que o consumidor mantenha o distanciamento social.

Do ponto de vista do varejista, uma grande vantagem, que ainda é pouco discutida, é a possibilidade de reduzir os custos existentes com papel moeda. Se engana quem pensa que as dificuldades com transações em dinheiro em espécie se limitam a faltar troco ocasionalmente. As perdas por deterioração se somam aos custos extras com transporte de valores e contratação de segurança. Além disso, o problema do troco que citei há pouco é algo que vai além do desgaste para os atendentes. Isso é um fator que empobrece a experiência do cliente. O consumidor quer respostas ágeis, valoriza cada vez mais o próprio tempo e não quer perdê-lo em uma fila de caixa aguardando troco.

Os cofres do Estado também sangram: dados do Banco Central mostram que para produzir R$ 1 mil em notas de R$ 100, o gasto é de pouco mais de R$ 320. Para produzir o mesmo valor em moedas de R$ 1, o custo sobe para R$ 467.

Outro termômetro que aponta que os meios de pagamentos digitais devem ter uma adesão cada vez maior e mais veloz é o que apontou pesquisa mais recente da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo. De acordo com o estudo, entre 2018 e 2020 o volume de pessoas utilizando opções de pagamento móvel via aplicativo saltou de 4% para 21%.

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