Desde o dia 5 de outubro, todas as instituições financeiras cadastradas junto ao Banco Central para oferecer o PIX já estão oferecendo o cadastro para que seus clientes registrem suas chaves e possam começar a usar a ferramenta a partir do dia 16 de novembro.

Com o início das operações tão próximo, já temos alguns relatórios de tendências circulando, com pontos bem fundamentados sobre como pode ser o futuro do PIX no Brasil. Neste sentido, como Co-CEO da Shipay, trago alguns pontos relevantes destacados nesses relatórios e aponto também como nós nos posicionamos a respeito do assunto.

Em seu relatório, o Morgan Stanley encara o PIX como uma ferramenta de inclusão, não de disrupção. De um modo geral, a instituição acredita que o PIX tem muito mais potencial para impactar as transações por DOC, TED e pagamentos via boleto do que as transações feitas via cartão de crédito e débito.

Na visão do MS, a cultura profundamente enraizada do uso de cartões de crédito e débito – que correspondem a 39% das despesas de consumo pessoal  -, seria um obstáculo na adoção mais ampla do consumidor.

Neste sentido, a Shipay acredita em uma transição gradual mesmo nos casos de transferências bancárias. O PIX tem uma enorme vantagem competitiva em relação aos DOCs e TEDs em função do custo mais baixo, mas essa migração deve ser gradual devido a processos operacionais que serão ajustados neste primeiro momento.

Tendo em vista o crescimento do comércio eletrônico, muito impulsionado também devido às circunstâncias de distanciamento social, há um benefício claro na substituição do boleto pelo PIX. Tendo em vista esse potencial, acreditamos que o Banco Central e os bancos comerciais têm um trabalho intenso a ser feito neste momento para evoluir a solução.

Até o momento, há pouco sendo dito a respeito de soluções de PIX voltadas para PJ, sendo que há um evidente benefício de custo para os comerciantes.

O Itaú BBA também divulgou um relatório com as perspectivas para o PIX e apontou um aspecto que a ferramenta vem para contribuir: o Brasil está em um caminho positivo no que diz respeito ao acesso a serviços bancários.

Ainda que o volume de desbancarizados no país ainda seja grande, as fintechs vêm movimentando um processo significativo de inclusão financeira que deve ser acelerado pelo PIX.

Em outras palavras, podemos pensar em um novo conceito de bancarização, com acesso a contas de pagamento, cartões pré-pagos e PIX, serviços financeiros que se enquadram nos conceitos tradicionais de conta corrente.

De volta à perspectiva do Morgan Stanley, ainda que a instituição seja conservadora no sentido de avaliar as perspectivas do PIX, ela projeta um desempenho para a ferramenta nos próximos cinco anos melhor do que o México – país que adotou um sistema semelhante ao PIX e não teve sucesso – e equivalente ao da Austrália, com sucesso relativo na adoção da ferramenta.

O Itaú BBA tem uma visão mais audaciosa sobre o nível de adesão à ferramenta, destacando que a penetração do smartphone no Brasil e a qualidade da conexão à internet por aqui são maiores do que em outros mercados emergentes.

A Shipay segue em linha com essa premissa e destaca inclusive a corrida das instituições financeiras para que seus clientes se cadastrem para o uso do PIX, justamente em função do potencial da ferramenta.

Por fim, é válido destacar que a Shipay encara o PIX como mais do que uma forma de pagamento, trata-se de uma infraestrutura de transações. A caminhada para aproveitar todas as oportunidades será longa, mas vemos uma série de serviços adicionais que podem ser agregados ao PIX no longo prazo.

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