Comportamento da população somado a transformações profundas trazidas pela pandemia destacam a importância do varejo acompanhar as mudanças que estão acontecendo. 

A Transformação Digital ao redor do mundo vem acelerando muito rapidamente a forma como consumimos, mas o mercado brasileiro tem algumas características que tornam o país muito fértil para o avanço de pagamentos digitais. E neste sentido, existem dois dados muito relevantes que merecem total atenção dos varejistas: pesquisa feita pela empresa americana IDC aponta que seis a cada dez brasileiros das classes A, B e C usam meios digitais de pagamento, como PicPay, PagSeguro e Google Pay. 

O segundo é uma informação levantada por pesquisa feita pelo Instituto Locomotiva, a qual apontou que hoje existem 45 milhões de brasileiros desbancarizados. Em outras palavras, um a cada três brasileiros não possui conta bancária. O estudo mostrou ainda que essa parcela da população movimenta cerca de R$ 800 bilhões por ano. 

O que esses dados combinados dizem? Existe um volume enorme de brasileiros que consome muito e que é adepto de novas tecnologias. Neste sentido, sairão à frente os varejistas que estiverem adaptados a essa realidade e dispostos a oferecer opções de pagamentos digitais ao seu consumidor. 

Aceleração das mudanças com a pandemia de Covid-19

Como já bem sabemos, a pandemia do novo coronavírus acelerou mudanças que já estavam previstas para um futuro breve. E se um primeiro momento isso provocou um choque na sociedade, imediatamente também foi necessário focar as energias em oferecer soluções, adotar mais rapidamente novos hábitos que garantam mais segurança e atendam a protocolos de higiene mais rigorosos. 

Neste sentido, algumas mudanças já apontaram para um caminho de familiarizar a população com novas soluções e alternativas, como reforça Charles Hagler, Founder e Co-CEO da Shipay. “A exposição de QR Codes em lives foi um movimento bacana para o pessoal conhecer e se familiarizar. Tivemos também a chegada do Caixa Tem (aplicativo desenvolvido pela Caixa Econômica Federal que permite que beneficiários do auxílio emergencial do governo possam transferir os valores sem necessidade de deslocamento para agências bancárias) com 66 milhões de usuários e em breve teremos o PIX, que permitirá fazer pagamentos digitais de qualquer banco em tempo real e deve aumentar adesão a essas ferramentas”. Outra novidade que deve ser anunciada em um futuro próximo é a possibilidade de realizar pagamentos via Whatsapp, que só no Brasil conta com uma base de 130 milhões de usuários. 

Dito isso, é importante destacar a necessidade do varejo se manter atualizado com as novas tendências que emergem. Pesquisa feita pela consultoria McKinsey nos Estados Unidos, Reino Unido, França e Alemanha apontou que 50% dos entrevistados darão preferência a marcas que se preocupem com a segurança dos clientes e dos funcionários. O mesmo estudo mostra que os varejistas precisam acelerar o passo para acompanharem essas mudanças de comportamento. A pesquisa mostrou que somente 23% dos entrevistados disponibilizam pagamentos mobile.

“Oferecer opções de pagamentos digitais é uma forma de garantir mais segurança aos clientes, você consegue efetuar pagamentos com uma distância de um metro, um metro meio”, reforça Hagler. 

Há quem possa imaginar que essas mudanças de comportamento sejam passageiras, mas é preciso rever esses conceitos. Entre as tendências definitivas trazidas com o surgimento da pandemia está o aumento da preocupação dos consumidores com higiene e segurança. Neste sentido, a digitalização é uma solução que atende às novas necessidades do cliente.

“O varejo precisa oferecer possibilidades. Se não se atualiza, acaba perdendo vendas. O uso do crédito faz parte da cultura financeira do brasileiro, mas o cartão de crédito sai do plástico e fica o mais digital possível. Isso favorece na redução de custos e cria mais facilidades tanto para o varejista quanto para o cliente”, aponta Luiz Coimbra, Founder e Co-CEO da Shipay. 

Benefícios para o varejo

Entre as diversas vantagens dos pagamentos digitais para o varejo, está a redução de custos operacionais e de logística. Coimbra ressalta que o custo do papel moeda é alto, tendo em vista fatores como perdas por deterioração e investimentos adicionais, como transporte de valores e segurança. 

Além disso, as taxas praticadas para oferecer esses meios de pagamento são mais baixas do que as praticadas por operadoras de maquininhas de cartão de débito e crédito.

Os benefícios também aparecem como vantagens diretas para o cliente. “Cada carteira digital tem seu conjunto de vantagens para o cliente. Algumas parcelam boletos, outras oferecem cupons de desconto, há também as que oferecem cashback. Ou seja, esses benefícios ao consumidor final são custeados pelas carteiras digitais. O varejista tem condições de oferecer benefícios ao cliente sem precisar fazer o menor esforço”, acrescenta Hagler. 

O varejista também ganha visibilidade de um modo estratégico para a marca. Funciona da seguinte forma: uma vez que uma loja adere a pagamentos digitais, ela passa a ficar visível no mapa das carteiras digitais e aparece na interface dos aplicativos. Ali podem ficar visíveis descontos, promoções e o app direciona as pessoas para as lojas mais próximas da localização do usuário naquele momento. “É uma publicidade muito forte, tendo em vista o volume de pessoas nas carteiras hoje. Há carteiras digitais no mercado com bases que chegam a 25 milhões de usuários, por exemplo, e não param de crescer. Imagine o impacto disso com as novos pagamentos digitais, como PIX e Whatsapp que chegam a ter mais de 100 milhões de clientes”, pontua o Co-CEO. 

Crescimento do mercado de pagamentos digitais

Estudo feito pela empresa americana Global Payments, antes da pandemia, prevê que até 2022 o volume de pagamentos via carteiras digitais deve triplicar na América Latina. Globalmente, o formato digital deve responder por 28% dos pagamentos no mesmo período. Com o Covid19, segundo o estudo da McKinsey, essa relevância e adesão aceleraram ainda mais. É uma questão de tempo para os pagamentos digitais se tornarem essenciais para o varejo. Neste sentido, a Shipay tem um papel relevante para aumentar cada vez mais essa adesão. “Nós somos uma espécie de catalisador desse aumento de relevância e adesão. Uma vez que à medida que os varejistas vão adotando, as pessoas também vão criando o hábito de fazer pagamentos digitais”, avalia Hagler.

Além disso, não podemos deixar de ressaltar o protagonismo do próprio consumidor nessas mudanças. E as tendências apontam para a adesão aos modelos digitais. É o que mostra, por exemplo, o relatório “Panorama dos meios de pagamento do varejo brasileiro” feito pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo. Entre 2018 e 2020, o uso de pagamento móvel via aplicativo saltou de 4% para 21% dos consumidores.

“A mudança de comportamento do cliente, pelos diversos fatores citados como benefício, conveniência e experiência de uso, vai acabar ditando a velocidade em que o mercado vai se transformar”, destaca Coimbra.   

A Shipay integra no sistema de frente do caixa (PDV) um hub com as principais carteiras digitais do mercado. Isso facilita a operação no dia a dia para os atendentes e torna as transações mais seguras. Quer saber como implantar nosso sistema e ficar apto a receber pagamentos digitais? Entre em contato conosco pelo atendimento@shipay.com.br

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