Pelas estimativas do Banco Central, o Real digital deve entrar em circulação de fato em um prazo de 2 a 3 anos. Mas ainda neste ano veremos um projeto piloto em andamento . A stablecoin brasileira será uma extensão do dinheiro físico, mais estável, segura e com muitas possibilidades para o varejo.

O Brasil já tem notoriedade mundial no que diz respeito ao avanço dos meios de pagamento. O desenvolvimento do projeto do Real Digital significa um enorme salto. Não só tecnológico, mas também de novas possibilidades de modelos de negócios. Como informou recentemente o presidente do BC, Roberto Campos Neto. Neste breve artigo, vamos abordar alguns desses pontos, mas antes de mais nada é importante deixar clara uma distinção. 

Há quem ainda chame o real digital de criptomoeda, mas é preciso entender que há uma grande diferença. Quando lançado para a população, o real digital será uma stablecoin. Estamos falando de uma moeda pareada ao valor do real, regulada pelo Banco Central e com menos volatilidade em relação às criptomoedas. Já as criptomoedas são descentralizadas, ou seja, não são reguladas por bancos centrais ao redor do mundo e estão sujeitas a uma volatilidade maior. 

O modelo de negócio do Real digital

Sendo assim, podemos encarar o real digital como uma extensão do dinheiro físico. Porém totalmente aderente às novas possibilidades e avanços tecnológicos que estamos observando no mercado de pagamentos. Aliás, a própria moeda digital em si tem sido o foco de desenvolvimento de novos modelos de negócio. Como parte do desenvolvimento do projeto e demonstração de sua viabilidade, o BC lançou, no final do ano passado, uma edição específica do Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas focada no Real Digital. Nesse programa, no início de março, selecionaram nove projetos para implantação

Um dos exemplos de possibilidades com o real digital é a elaboração de contratos inteligentes. Esses permitem que o pagamento e a transferência de titularidade aconteçam simultaneamente. Também é possível criar contratos inteligentes para concessão de crédito, com mais alcance a pequenos empresários e maior possibilidade de fiscalização. Para além disso, estão sendo desenvolvidos modelos de negócios focados para uso com base em Internet das Coisas (IoT) e também para usar o dinheiro de forma programável. 

Mudanças esperadas com a chegada da Stablecoin

É um salto gigantesco, do ponto de vista do varejo, em termos de possibilidades de experiências inovadoras. Já que a tecnologia poderá ser usada para pagamentos em operações online e offline. Para garantir a segurança e a confiabilidade na moeda, o projeto obedece às regras de privacidade estabelecidas na LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados). 

Um ponto relevante para trazer aqui também é a acessibilidade. A intenção do Banco Central é que o real digital possa reduzir o spread bancário e criar possibilidade de maior inclusão financeira a uma parcela da população que ainda não tem a cobertura ideal dos serviços bancários. Obviamente, do outro lado da balança, também existe o entendimento de que a digitalização da economia é gradual, já que boa parte da população ainda não tem acesso a novas tecnologias. Por isso a importância do que pontuei no início do artigo, de encarar o real digital como uma extensão do dinheiro físico. 

A Shipay vem acompanhando de perto o desenvolvimento do real digital, as discussões e possibilidades de modelos de negócio envolvidos neste projeto tão relevante para o mercado de pagamentos. Como grande aliado do varejo, estamos focados no desenvolvimento da stablecoin brasileira, com o objetivo de levar ao mercado varejista a possibilidade de utilizar o real digital no dia a dia das transações, uma vez que a moeda for oficialmente lançada.

Close Bitnami banner
Bitnami
Close Bitnami banner
Bitnami