Novo método de pagamento estará disponível oficialmente a partir do dia 16 de novembro. Entenda como seu varejo pode sair ganhando com a integração do Pix.

Depois de um período intenso de divulgação tanto por parte do Banco Central quanto pelas instituições financeiras, o Pix finalmente estará disponível para uso da população a partir do dia 16 de novembro.

Com tantos holofotes voltados para a nova ferramenta de transações, nada mais natural que neste primeiro momento tanto varejistas quanto clientes estejam transitando entre a curiosidade e as dúvidas a respeito do PIX.

Para conversar um pouco mais sobre essa nova realidade, na última terça-feira (10) a Data System, parceira da Shipay, realizou um Webinar que contou com a participação do nosso Co-CEO, Charles Hagler, com a diretora de gestão do franqueado da rede Constance, Rachel Mendonça, e com o gerente de novos negócios da Data System, Murilo Roland.

Este é o momento para os varejistas adequarem seus negócios para a realidade de distanciamento social, bem como se prepararem para recuperar o volume de vendas durante a Black Friday e o Natal.

Inovação e possibilidade de recuperação de vendas

Sabemos bem que o ano de 2020 foi de forte impacto para a economia em geral e o varejo não passou incólume pelos reflexos da pandemia de Covid-19. De portas fechadas durante um período maior do que se imaginava inicialmente, as estratégias de fortalecimento e sobrevivência vieram por meio do e-commerce na primeira etapa da reação ao momento.

E ainda que as compras online permaneçam em alta, neste momento de retomada do comércio físico, é necessário que a rotina também esteja adequada à realidade do novo normal.

“Antes mesmo do lançamento, já tínhamos um horizonte de 28 milhões de pessoas cadastradas no PIX. A tendência é de que esse número continue crescendo, todo mundo vai ter acesso. Na hora de pagar uma compra, o cliente vai acessar o app do banco, apertar o botão de PIX e já fazer o pagamento. O cliente consegue pagar respeitando o distanciamento social e as taxas são muito baratas para o varejistas”, comentou Hagler.

Vale lembrar que o Pix funcionará para transações de saldo, ou seja, no varejo a ferramenta poderá ser usada para substituir pagamentos no débito, dinheiro ou boleto bancário. As compras no crédito continuarão a cargo das carteiras digitais, bancos e operadoras de cartão.

Além do contexto da pandemia, que tende a acelerar as mudanças de comportamento de consumo por questões de segurança, Roland destacou um dado muito relevante em relação ao potencial dos pagamentos digitais, que é o amplo acesso a smartphones no Brasil. Isso representa um grande potencial de inclusão financeira e acesso a serviços financeiros que no passado estariam concentrados apenas em bancos tradicionais.

“Temos um país com 90% dos domicílios com aparelho telefônico. É uma realidade em que as pessoas têm mais acesso a um aparelho do que a serviços básicos”.

Tanto o contexto de pandemia quanto o acesso amplo a smartphones são pontos importantes de serem ressaltados porque potencializam a adesão mais ampla dos consumidores aos novos métodos de pagamento.

Aliás, pesquisa recente da consultoria de consumo e inovação Consumoteca apontou um alto índice de confiança do consumidor em relação a novos métodos de pagamentos oferecidos por lojistas. Isso favorece o cenário para o uso do PIX de uma forma mais ampla como método de pagamento.

E como o varejo pode acompanhar essas mudanças?

Visando preparar a rede da Constance para a aceitação do PIX como método de pagamento, Rachel Mendonça conta que tomou a iniciativa de entrar em contato com bancos e parceiros da rede para negociar melhores taxas e períodos de carência. Para quem não sabe, o Bacen estabeleceu que o PIX será isento de taxas para transações de Pessoa Física. No caso de Pessoa Jurídica, os pagadores também têm taxa zero, enquanto os estabelecimentos recebedores pagam taxa, que fica a cargo das instituições financeiras.

“O BC deixou livre para o mercado essa questão das taxas para Pessoa Jurídica, mas a tendência é que isso se acomode. Taxas agressivas não terão adesão (devido à concorrência intensa entre as instituições). Com tantas opções, o consumidor não precisa ficar atrelado a um banco específico”, avaliou Hagler.

Mendonça contou que conseguiu uma boa negociação para um período interessante de carência para as lojas de sua rede, e reforçou aos colegas varejistas que este é o momento ideal para negociar.

“Como ainda ninguém sabe qual será o volume de vendas, a gente conseguiu negociar uma carência para ter taxa zero com o uso do PIX e futuramente discutimos isso novamente. Esse é o momento de usar o poder de barganha e não aceitar qualquer proposta”, aconselhou.

Fôlego para o fluxo de caixa e preparação para a Black Friday

pagamentos digitais

Na rede, que conta hoje com 172 lojas espalhadas pelo país, ela estima que 30% das vendas são realizadas no débito e acredita que o cliente vai acabar preferindo fazer grande parte dessas transações via PIX.

Além disso, Mendonça explica também que os boletos bancários representam por volta de 10% dos pagamentos – e nesta modalidade o PIX vem com muita força para dar mais dinamismo para o varejista.

“As transações de débito costumam ser D+1 para compensação, no boleto é preciso esperar que o cliente pague e você ainda tem ali uma janela para compensação. O PIX é instantâneo, o valor entra em questão de segundos. Isso representa uma vantagem muito grande para o fluxo de caixa do varejista”, comentou.

Tendo em vista que estamos no mês da Black Friday e que em breve teremos o Natal, considerada a data comemorativa mais importante para o comércio, a preparação do varejo para o recebimento do PIX vem como uma grande vantagem competitiva para aumentar o volume de vendas.

Segurança nas transações via PIX

Um ponto que Hagler nota nas conversas constantes com varejistas é que ainda paira uma certa desconfiança em relação ao PIX. Com o uso da ferramenta no dia a dia, certamente esse receio vai ficando para trás, mas de toda forma a Shipay surge neste contexto para trazer mais segurança e praticidade aos varejistas que desejam receber pagamentos via PIX.

De que forma isso acontece? A solução integra o PIX ao PDV da loja, de um modo centralizado e simples de utilizar no dia a dia. Isso aumenta a segurança da transação porque acrescenta uma camada extra de verificação. Além disso, o varejista não tem a necessidade de logar no aplicativo do banco a cada vez que quiser receber um pagamento.

Pela tela do PDV ele gera o QR Code para o cliente e conclui a transação. Prático tanto para o cliente quanto para quem fica na operação do caixa. Faça a integração do seu PDV e aproveite a promoção que estamos oferecendo em parceria com a Data System e o Mercado Pago: garanta 3 meses de carência para usar o PIX com taxa zero.

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