Shipay conversa com o Gerente de Risco e Fraude do Itaú e ele nos ajuda a responder a pergunta: Pix é Seguro?

Em 16 de novembro, o Brasil terá o seu sistema de pagamentos instantâneos, o famoso Pix. Com a participação dos principais bancos, fintechs e PSPs, a expectativa é grande, mas as dúvidas ainda são muitas, entre elas: Pix é seguro?

As principais dúvidas dos usuários estão relacionadas à segurança que o Pix oferece para as transações.
Acostumados com o TED e o DOC questionam se a nova plataforma possui um bom nível de segurança que garanta a proteção de dados dos usuários.

Para deixar tudo mais fácil, convocamos o Gerente Sênior de Risco de Fraude do Itaú Unibanco, Victor Thomazetti Machado para uma entrevista e o profissional nos explicou tudo sobre o assunto, confira abaixo:

O Pix está exposto a fraudes? Quais são os riscos?

Para Victor, o Pix está tão exposto a fraudes quanto a meio de pagamento similares como TED, DOC e cartões de débito . O executivo ressalta que dois pontos aumentam a atratividade para possíveis fraudes no uso do Pix: a liquidação instantânea e a operação 24x7x365, que permite a realização de transferências a qualquer hora ou dia, fazendo com que seja possível ter uma movimentação financeira mais rápida de recursos espúrios.

Obviamente que uma vez entendida essa atratividade já tomamos medidas para mitigar as mesmas, como por exemplo: a temporização de transações com suspeita de fraudes, operação monitorando os fluxos transacionais 24x7x365 além do uso de tecnologias avançadas de Machine Learning.

Quais cuidados os consumidores/varejistas devem ter ao usar o Pix?

Todos os cuidados que já tem com os meios de pagamentos atuais. Nunca passar nenhum dado confidencial, senhas, ou métodos de autenticação para alguém por telefone ou através de sites desconhecidos. Sempre utilizar os canais de seu banco de sua preferência para transacionar e em caso de dúvida entre em contato com seu banco para certificar que está tudo bem.

A chave do Pix é segura? Ela substitui as senhas de contas?

A chave do PIX é segura. Ela é uma forma simplificar de traduzirmos os dados da conta de uma pessoa, ressalta Victor. Um benefício para a experiência do cliente sem perda de segurança.

Os dados dos usuários estão protegidos no Pix?

Sim, 100% protegidos pelos mais altos padrões de segurança já utilizados amplamente no mercado financeiro e todos submetidos a LGPD recentemente aprovada.

É possível que alguém cadastre minha chave em uma conta de outro banco?

É possível. Assim como hoje é possível um fraudador abrir uma conta em seu nome em outra instituição. Os processos que já são utilizados hoje para mitigar essa fraude já estão prontos para o início da operação do PIX.

Como será feita a conferência das transações realizadas com Pix?

O Pix utiliza o conceito de LBTR (Liquidação Bruta em Tempo Real). A autorização da transação e a sua liquidação acontecem ao mesmo tempo e todos os participantes diretos e indiretos do Pix são obrigados a passar pela homologação do Bacen (Banco Central) para operarem neste fluxo, explica Victor.

Somente após a aprovação do Banco Central é que estão aptos para entrarem em produção, completa.

É possível cancelar uma transação em caso de fraude?

Victor ressalta que o cancelamento da transferência não é possível, pois uma das características principais do novo arranjo é que ele é instantâneo, ou seja, uma vez a transação efetivada ela não pode ser cancelada. Entretanto, existe a possibilidade de estorno da mesma que está em avaliação para construção pelo BACEN para casos de fraudes confirmadas.

O executivo explica que o Banco Central vem construindo uma alternativa padrão para possibilidade o estorno de transações fraudulentas pelo PIX.

Existe mecanismos de bloqueio de chaves para os usuários?

Sim. Para situação de prevenção a fraudes e lavagem de dinheiro o BACEN permite que as instituições participantes efetuem bloqueios das chaves/contas no arranjo PIX.

Há limites para as transações via Pix?

Sim. Existem limites definidos em regulação.
A regra geral é que os limites operacionais devem ser similares aos limites de outros meios de pagamentos similares, entretanto, recentemente o GT-SEG aprovou um pleito com o Bacen para o início da operação (Nov’20 a Fev’21) com limites mais baixos, com o objetivo de reduzir a atratividade enquanto as instituições e clientes se adequam ao novo meio de pagamento. Esses limites tem diferenciação por sua característica e também por dias e horários úteis e não úteis.

Os detalhes podem ser lidos na normativa recentemente lançada pelo Bacen que aborda esse tema.

O executivo ressalta que os limites têm diferenciação por característica, por dias e horários. Os detalhes podem ser lidos na normativa divulgada recentemente pelo Bacen sobre o tema.

No geral, o Pix é seguro?

Sim o Pix é seguro ou pelo menos tão seguro quanto os outros meios de pagamentos similares. 

Os clientes podem utilizar essa nova tecnologia sem medo. Importante ressaltar que cada vez mais as instituições financeiras tem investido em tecnologia de ponta para a mitigação de fraudes e com esse movimento os fraudadores tem migrado para fraudes de engenharia social, onde eles entram em contato com os clientes para adquirir senhas e credenciais, por isso é muito importante que os clientes estejam atentos as comunicações de sua instituição financeira sobre golpes e como se proteger dos mesmos.

O Banco Central já divulgou que mais de 50 milhões de chaves já foram cadastradas no Pix . Desde o dia 3 de novembro, o PIX entrou em fase de testes, onde alguns de seus recursos serão disponibilizados para clientes selecionados. Para especialistas, o PIX tem capacidade de revolucionar o mercado financeiro brasileiro.

Pelo cronograma, o Pix entra em operação na próxima segunda-feira, 16 de novembro. A expectativa é grande entre consumidores e instituições financeiras. Esperamos que essa entrevista o tenha ajudado a entender tudo o que envolve a segurança do PIX.

Como Integrar o Pix no meu PDV?

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