Recentemente o co-CEO da Shipay, Luiz Coimbra, foi entrevistado Marcelo Pessoa, no podcast Bancos & Fintechs, para discutir um pouco mais sobre a nova realidade dos meios de pagamentos no Brasil. Venho de uma longa vivência no mercado financeiro, com experiência em banco de investimento, consultoria, trabalhei em grandes instituições financeiras, como Citibank, Credicard e Itaú. Com toda essa bagagem, quando percebi o crescente surgimento de carteiras digitais no mercado, entendi que ali existia um enorme potencial.

Mas como bem sabemos, boas oportunidades só podem ser verdadeiramente aproveitadas quando temos um olhar crítico e atento ao que está acontecendo ao nosso redor. A Shipay nasceu por iniciativa minha e dos sócios Charles Hagler, Fábio Ikeno e Paulo Loureiro. [1] Percebemos que as carteiras digitais de fato tinham um ambiente perfeito para o crescimento, mas existiam ali alguns problemas a serem resolvidos. E como gosto de dizer, sempre que há alguma peça que não se encaixa, temos uma oportunidade em vista.

Víamos um crescente volume de QR Codes de diferentes carteiras digitais nos estabelecimentos e percebemos que faltava algo para tornar esse mercado mais fluido, tanto para o consumidor quanto para o varejista.

Ainda em 2019, passamos três semanas fazendo pesquisa de campo, levantando informações com comerciantes de diversos setores, clientes de carteiras digitais, justamente com o intuito de entender como essa dinâmica vinha acontecendo e os problemas que existiam no dia a dia.

Foi interessante, por exemplo, quando vimos o anúncio de um desconto em produtos de uma loja de vinhos para quem pagasse com determinada carteira. Questionamos a operadora do caixa sobre a promoção e chamou nossa atenção o fato de ela ter perguntado se nós realmente queríamos pagar com a tal carteira digital. Quando confirmamos, ela pegou a plaquinha que estava guardada dentro do balcão. Como estávamos em pesquisa, achamos por bem perguntar o motivo da placa ter sido escondida.

A resposta foi muito significativa: ela nos contou sobre os desafios diários de fechar o caixa, tendo que fazer manualmente a conciliação de todas as vendas com desconto via carteira digital. Era preciso encontrar um jeito de tornar essa rotina mais prática e funcional.

Depois dessas semanas levantando dados, nos reunimos para fazer todo o processo de Design Thinking e entender qual seria o caminho que a Shipay deveria seguir. E então entendemos como poderíamos contribuir para que esse mercado de carteiras digitais se tornasse mais fluido e simples para as pessoas.

Criamos uma solução que integra o recebimento dos pagamentos via carteiras digitais em um só hub. Esse sistema também faz todo o conciliamento de caixa e gera relatórios necessários, o que simplifica muito a operação de caixa e também reduz tempo de fila para os clientes. Em vez de acessar sistemas independentes para cada carteira, o operador de caixa resolve tudo pelo sistema da Shipay. Em outras palavras, a gente facilitou a comunicação entre pagador e recebedor.

A solução que criamos de fato seria indispensável para que o mercado de carteiras digitais pudesse evoluir. Afinal, hoje o Brasil já conta com cerca de 600 carteiras digitais, de acordo com pesquisa feita pela área de Inteligência de Mercado da Globo. Esse mesmo estudo mostrou que dois terços dos usuários de smartphones no país usam pagamentos digitais.

Na conversa com o Marcelo, falamos ainda sobre as perspectivas com a entrada do PIX em breve e as projeções para o mercado, foi um bate papo muito interessante!
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