No mês de abril, o PicPay teve um pico de 3 milhões de novos cadastros, contra uma média de 500 mil em meses anteriores. O C6 Bank dobrou o número de clientes em apenas cinco meses. E o Caixa Tem teve um estrondoso cadastro de pouco mais de 66 milhões de brasileiros durante o período de pandemia, tendo em vista que a plataforma digital permite que os beneficiários do auxílio emergencial do governo peguem suas quantias sem necessidade de se dirigirem a uma agência bancária. Esses são apenas alguns dados que mostram o avanço das carteiras digitais no Brasil.

Hoje, o país conta com 600 carteiras digitais, segundo pesquisa de Inteligência de Mercado da Globo publicada em junho deste ano. A julgar pelo movimento que estamos observando, tudo indica que a aceleração do uso dos pagamentos digitais aconteceu em função da pandemia de Covid-19, mas que os novos hábitos de consumo tendem a se manter.

Essa análise não parte somente de uma percepção pessoal, ela é o que aponta também uma pesquisa realizada pelo Capterra sobre uso de celular para realização de pagamentos. O levantamento foi feito em julho deste ano e apontou um crescimento de 32% no volume de pagamentos frequentes via celular entre pessoas que possuem carteiras digitais.

Outro dado relevante da pesquisa é que 96% dos entrevistados com uma carteira digital instalada disseram que pretendem seguir pagando ou começar a pagar sem contato após a pandemia.

Vejo este segundo dado talvez como o mais importante da pesquisa, tendo em vista que ele vai além da mudança momentânea e aponta para a permanência desse novo comportamento de consumo.

O estudo traz ainda um retrato interessante de acordo com a renda dos entrevistados. O percentual de instalação de carteiras digitais nos celulares fica entre 73% e 88% entre diferentes faixas de renda, ou seja, um patamar elevado de carteiras baixadas nos celulares.

Mas quando olhamos para o uso dessas carteiras, os consumidores com renda mais baixa tendem a ser menos digitais na hora de realizar pagamentos. Somente 16% das pessoas com renda mensal de até um salário mínimo entrevistadas pagam com carteiras digitais.

O percentual sobe para 40% entre pessoas com renda entre 7 e 15 salários mínimos. Isso reforça a necessidade das carteiras de estreitar a comunicação com esse público. A Shipay oferece soluções para que os varejistas recebam pagamentos das principais carteiras do mercado em um sistema único. Isso diminui o tempo de fila para os clientes, além de facilitar a operação e fechamento de caixa no dia a dia.

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