Eles já representam mais de um quarto da população mundial e prometem revolucionar os modelos de consumo. Entenda porque é importante investir em carteiras digitais para essa geração.

Na grade curricular de matemática das escolas já não há mais aulas para ensinar as crianças a preencherem cheques, aliás, para algumas delas um talão pode parecer tão arcaico como uma fita cassete.

Aos poucos, aquele hábito de dar o troco da padaria em balas de maçã verde também vai se perdendo entre a geração dos jovens. Essas mudanças de comportamento da geração Z, composta pelos nascidos ao final da década de 1990 e início da década de 2010, não são gratuitas.

Mudanças significativas em trocas de gerações são esperadas, mas há um fator extra que impacta essa geração em questão: o crescimento exponencial da tecnologia torna essas mudanças muito mais aceleradas.

Para entender de forma bem simples o que significa isso, tenha essa comparação em mente: 30 passos lineares te fazem atravessar de um cômodo a outro em sua casa, enquanto 30 passos exponenciais te levam do Brasil à África.

Por que estamos falando sobre isso? A forma como a geração Z se comporta é de extrema importância para o futuro do varejo. Hoje, eles representam pouco mais de um quarto da população mundial. O Global Payments Report de 2020 aponta que nos próximos dez anos, a estatura, o poder de compra e a influência dessa geração apenas continuarão a crescer à medida que eles entrarem na força de trabalho. O comportamento dessa geração é que irá remodelar o comércio ao longo das próximas décadas.

Neste sentido, vale destacar alguns dados importantes sobre essa geração apontados no relatório: os integrantes da Z são mais digitais, mais sociais, mais flexíveis e focados em dispositivos móveis do que qualquer outra geração. Independentemente de suas compras acontecerem em lojas online ou físicas, o smartphone sempre está presente. Eles são mais adeptos dos serviços digitais e das carteiras móveis do que seus predecessores.

“Essa geração nativa digital tem total tranquilidade e naturalidade para usar essas funções e eles têm pouca paciência para lidar com fricção, com demora. A experiência de usuário para eles deve ser muito bem trabalhada justamente por todo esse contato que eles têm com o mundo digital, que preza por essa fluidez na essência”, comenta Charles Hagler, Co-CEO da Shipay.

Segundo o relatório, mais da metade deles usa carteiras digitais pelo menos uma vez por mês, três quartos usam algum aplicativo de pagamento digital de provedores de serviços financeiros e 79% usam aplicativos de pagamento pessoa a pessoa (P2P) pelo menos uma vez por mês.

Mudanças no modo de consumir

carteiras digitais

As turbulências do ano de 2020 transformaram de forma profunda o comportamento de consumo e o varejo sentiu esse impacto de imediato. De início, a quarentena forçou os estabelecimentos físicos a fecharem as portas e se adaptarem ao ambiente digital. Em um segundo momento, com o retorno das atividades, o comportamento do consumidor ainda é cercado de medos e incertezas, o que faz com que ele valorize ambientes que respeitem os protocolos de higiene e de distanciamento social.

Neste aspecto, a adesão às carteiras digitais teve um impulso, tendo em vista a possibilidade de pagamento sem contato. Essa é a transformação pela necessidade, pelo contexto. A mudança que ocorre às pressas para se adequar a uma realidade que mudou de cara de uma hora para a outra.

No entanto, mudanças como a digitalização dos pagamentos vem em sintonia com as necessidades e o apelo de imediatismo e praticidade dessa geração. Ou seja, se agora o varejo passou por uma adaptação por necessidade, no longo prazo verá que essas mudanças seriam inevitáveis para ter aderência com a geração Z.

Neste sentido, Hagler destaca a necessidade do varejo de se adaptar com a integração de canais para atender bem a essa geração. “O conceito de omnichannel é muito importante, só que quando falamos isso o varejo pensa logo no e-commerce. Essa geração está no Instagram, para chegar a esses jovens o varejista precisa pegar o celular, ir para canais como o Instagram e o Whatsapp. O varejo físico vai continuar existindo, mas vai precisar se adaptar para proporcionar ao usuário uma experiência cada vez mais próxima do mundo digital. O varejista da loja física vai precisar garantir que tudo seja muito fluido e sem fricção”.

Ele destaca ainda que a solução de pagamentos da Shipay veio para possibilitar que o varejista caminhe nessa direção.

“O lojista consegue proporcionar uma experiência mais bacana para o nativo digital, onde ele pode pagar com a carteira digital dele de forma simples, rápida e segura, além de possibilitar o pagamento no Whatsapp ou nas redes sociais. A carteira digital é fluida, com uma experiência muito boa, a pessoa recebe um link e com um clique finaliza a compra.”

Além disso, o varejista tem a possibilidade de trabalhar com vantagens como promoções, cashback e descontos que essas carteiras vão oferecendo”, finaliza. 

A geração dos nativos digitais

Como aponta o relatório, ao contrário dos Millenials, a geração Z não tem a necessidade de adaptar ou migrar do mundo analógico para o digital. O mundo digital é a realidade que eles conhecem desde os primeiros anos de infância. Muitos deles não sabem, por exemplo, como era o mundo antes do surgimento das redes sociais.

Em sintonia com o que é apontado pelo Global Payments Report, recentemente a McKinsey fez um estudo sobre essa geração, apontando esses jovens como hipercognitivos, capazes de viverem múltiplas realidades, presenciais e digitais, ao mesmo tempo.

Luiz Coimbra, Co-CEO da Shipay, acrescenta a esse ponto a necessidade das marcas de entenderem alguns pontos chave do comportamento dessa geração para que consigam acompanhá-los.

“É uma geração muito conectada, pouco materialista, mas com muita necessidade de consumo de conteúdo instantâneo e rápido. Isso se reflete um pouco também na forma como eles consomem”.

Neste sentido, ele enfatiza o movimento que muitas marcas têm feito para se fazerem presentes nas redes sociais de um modo mais eficiente, com bancos lançando produtos e serviços financeiros mais ligados ao perfil dessa geração. “Para o Itaú, por exemplo, é muito mais fácil se aproximar do jovem com uma marca como o Iti. Assim como o Next, que faz parte do Bradesco, também tem muito mais facilidade para se comunicar com esses jovens, porque têm uma pegada mais próxima do consumo deles”.

Do ponto de vista financeiro, são bem resolvidos e abertos a soluções que resolvam suas necessidades, assim como buscam segurança financeira, tendo em vista o contexto global de aumento das incertezas com o passar dos anos.

As gerações anteriores tiveram forte influência de mudanças derivadas da Revolução Industrial: aumento da capacidade de produção, acesso ao crédito, publicidade massiva e consumo em massa de produtos padronizados.

A produção em escala não dava tanto espaço para a personalização, mas agora essa geração tem uma demanda diferente: enquanto há um crescimento da consciência coletiva, na outra ponta há também a valorização da individualidade.

Neste ponto, o estudo da McKinsey traz um adendo muito relevante: é uma geração que valoriza muito o próprio “eu” e está pronta para desconstruir continuamente estereótipos e padrões.

Essa geração tem consciência do poder da própria voz e deseja ser, de fato, ouvida pelas marcas que consome. Sua preferência é por produtos customizáveis e endereçados especificamente para suas necessidades, o que hoje é possível com o uso de tecnologia de ponta.

A Shipay está aqui para modernizar o seu PDV e fazer a integração para que você receba pagamentos digitais de forma simples e centralizada, o que facilita a operação do seu dia a dia.

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