Transação instantânea pode revolucionar o consumo. Shipay oferece integração que facilita a operação diária no varejo com o PIX e torna as transações mais seguras. 

A partir de novembro o mercado vai conhecer o tão falado PIX, uma plataforma de pagamentos digitais instantâneos anunciada pelo Banco Central. O anúncio ocorreu em fevereiro de 2020, mas o lançamento ficou para o final do ano para que bancos e fintechs pudessem se adequar e oferecer o serviço aos consumidores. 

A ideia é permitir que as transações financeiras sejam mais ágeis, tendo em vista que a nova plataforma elimina o tempo de compensação que é exigido para DOC e TED. Com o PIX, o pagamento cai instantaneamente a qualquer dia da semana, em qualquer horário, nos 365 dias do ano. Além disso, a ideia é que o novo sistema também seja mais competitivo. 

As informações sobre o custo transacional ainda estão em aberto por parte do BC, mas a ideia é que elas sejam oferecidas ao mercado de um modo muito mais atrativo do que as opções já disponíveis. Por hora, o que se sabe é que o PIX custará R$ 0,01 a cada dez transações. Hoje, TEDs e DOCs podem ter valor flutuando entre R$ 10 e R$ 20 por transação. 

Segundo informações de um relatório feito pelo Morgan Stanley, a estimativa é de que em 2019 os bancos brasileiros ganharam cerca de R$ 2,2 bilhões em processamento de TED/DOC. É natural imaginar que os bancos possam tentar obter algum tipo de compensação financeira com as perdas estimadas com os usuários que trocarem o TED e o DOC pelo PIX. No entanto, Charles Hagler, Founder e Co-CEO da Shipay, acredita que a concorrência de mercado não oferecerá tanto espaço para a cobrança de qualquer tipo de compensação financeira elevada. 

“As carteiras digitais não tinham DOC e TED e não estão perdendo nada nessa história. Muito provavelmente teremos algumas delas vendo a oportunidade de pegar fluxo financeiro com isso e gerar relevância para os clientes. Têm mais de 900 instituições financeiras cadastradas no Banco Central para receber o PIX, com certeza vai ter algum player seguindo essa linha e jogando taxas baixas para ter fluxo financeiro maior”, avalia. 

Quem pode ter o PIX?

A nova modalidade de transação estará disponível para qualquer pessoa, física ou jurídica, com uma conta ativa em uma instituição financeira cadastrada junto ao Banco Central. 

Como é feito o pagamento com o PIX?

Existem alguns modos de efetuar uma transação via PIX. A primeira delas é pela chave de endereço. O usuário entra no aplicativo da instituição que tem conta, seleciona a opção do PIX, aponta se será o recebedor ou o pagador da quantia. A partir daí ele fornece uma chave para identificar o recebedor, que pode ser o telefone celular, CPF/CNPJ ou o email da pessoa. Uma tela de confirmação dos dados do recebedor é mostrada e ali o pagador insere sua senha/autenticação biométrica ou facial e o valor que será pago. Na sequência, a confirmação da transação fica disponível tanto no aplicativo do pagador quanto do recebedor.

O pagamento também pode ser feito via leitura de QR Code, que pode ser estático ou dinâmico. E neste caso basta o usuário entrar no aplicativo, selecionar o PIX e apontar na opção que aparece uma câmera para que possa ser feita a leitura do QR Code. No caso de estáticos, o varejista terá uma plaquinha ou adesivo com o código que será lido. Para o dinâmico, este varejista deverá gerar um QR Code para cada transação. 

Shipay: torne suas transações do PIX mais seguras

Luiz Coimbra, Founder e Co-CEO da Shipay, vê no PIX uma forma de pagamento tão democrática quanto o dinheiro. Além disso, ele vê a vantagem de ser um instrumento mais seguro e com menos custo do que o papel moeda. E para que o varejista se integre à nova opção de pagamentos com mais segurança e proteção contra possíveis fraudes, a Shipay oferece a integração do recebimento junto ao PDV da loja.

“Nós utilizamos a tecnologia API, que é o padrão de mercado. Assim, construímos uma solução que reduz o risco de fraude, tem um melhor custo operacional e entende o fluxo do negócio sem gerar impacto na operação do varejista”, acrescenta.

O foco em prevenir fraudes é algo que deve estar entre as prioridades do varejista, tendo em vista o histórico negativo do Brasil neste aspecto. Pesquisa feita pelo Serasa Experian e divulgada no ano passado, por exemplo, apontou que 7 a cada 10 negócios online no Brasil registraram aumento de prejuízos com fraudes. Do ponto de vista do consumidor, as fraudes financeiras também são um problema considerável.

Outro Estudo feito em conjunto pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), SPC Brasil e Sebrae apontou que 12 milhões de consumidores sofreram algum tipo de fraude financeira em um intervalo de um ano.

“O Brasil é o país da fraude. Se o lojista coloca um QR Code estático no balcão e alguém chega lá e cola outro QR Code em cima, até que isso seja percebido, o fraudador pode ficar lá recebendo os pagamentos. A gente tem a facilidade do PIX ser mais simples e mais ágil, mas tem o lado negativo de favorecer as fraudes”, alertou Hagler. Neste sentido, ele reforça que a integração da Shipay surge exatamente com o propósito de oferecer uma camada extra de segurança. O sistema gera o QR Code dinâmico, que é mais seguro do que o estático, e a confirmação do pagamento aparece na tela do PDV.

Isso gera mais dinamismo e conforto para o dono do varejo, uma vez que o sistema permite a checagem do recebimento sem que seja preciso manter a conta bancária da loja aberta com o atendente, já que sem a integração com o PDV o lojista teria que logar no aplicativo do banco para confirmar se recebeu o dinheiro. Essa integração também facilita o controle financeiro do caixa ao fechamento de cada dia.

O foco da Shipay é manter o varejista atualizado e pronto para fazer transações via PIX, uma vez que ela se mostra muito mais competitiva do que o DOC e o TED.

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